Todos os anos, milhares de pessoas morrem em incêndios e milhões sofrem queimaduras de diversos graus de gravidade. As perdas de bens devido ao fogo somam quantidades exorbitantes. O controle do fogo, por isso, é uma aplicação importante da química.

A combustão pode começar com um palito de fósforo, um cigarro mal-apagado, sobrecarga na fiação elétrica ou simplesmente um curto-circuito elétrico.

Com a elevação da temperatura, quase qualquer substância pode se transformar em combustível e reagir com o oxigênio do ar. O calor liberado pela combustão facilita a propagação do fogo. As únicas maneiras de detê-lo são o esfriamento do combustível ou a limitação do oxigênio.

Quando se usa água para apagar o fogo, ela age de diversas maneiras: esfria o combustível até abaixo do ponto de ignição; diminui o contato do combustível com o oxigênio do ar; evapora-se devido ao calor; e o vapor formado diminui a concentração do oxigênio circundante etc.

A água serve para combustíveis sólidos; se o que está queimando é um líquido ou um gás, não se deve utilizar água, pois o fogo poderá se espalhar. A água também não deve ser usada em fogos provocados pela eletricidade.

Alguns extintores só funcionam quando são invertidos. Neles tem lugar a seguinte reação química:

Na2CO3(aq) + H2SO4(aq) → Na2SO4(aq) + H2O(l) + CO2(g)

O dióxido de carbono produz uma pressão dentro do recipiente e sai. Sendo mais denso do que o ar, evita o contato do material que está queimando com o oxigênio. Existem extintores que contêm CO2 liquefeito a 50 bar, mas devem ser usados com cuidado, pois qualquer pessoa que esteja perto pode desmaiar por falta de oxigênio.

Finalmente, outros extintores utilizam substâncias sólidas que, ao entrar em contato com o material que está queimando, se decompõem pelo calor e liberam dióxido de carbono ou outros gases que evitam o contato com o oxigênio. Um exemplo é o bicarbonato de sódio:

NaHCO3(s) + calor → Na2CO3(s) + H2O(g) + CO2(g)