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VESTIBULAR NO BRAISL E NO JAPÃO
Há as matérias em comum, há as duas fases, a primeira de pré-seleção e a segunda, específica. Há os pontos de corte. Os cursinhos. E, é claro, as angústias de quem vai ter de passar pelos exames são muito parecidas.
Mesmo o "hiato entre o segundo grau e os vestibulares", muitas vezes apontado como o espaço que faz surgir os cursinhos e as "cram schools", tem mais a ver com o que parece ser do que com o que efetivamente ocorre.
Na verdade, no vestibular para os cursos mais atraentes há um enorme número de candidatos e um pequeno número de vagas para atendê-los. Isso gera uma forte concorrência e faz com que as pessoas procurem preparar-se da melhor forma possível para enfrentá-la.
É essa concorrência e o elevado interesse pelas vagas que fazem as pessoas procurar cursos de aprofundamento e de preparação para as matérias dos exames. Por que tamanha semelhança se a distância cultural que separa o sistema de ensino dos dois países é tão grande?
Há um ponto em comum e ele é essencial. A democratização do ingresso no curso superior existente no Brasil desde o começo do século é muito semelhante à do Japão. A transparência dos critérios de seleção, a existência de forte concorrência e a absoluta ausência de privilégios são fatores determinantes.
Quem quer que tenha um certificado de segundo grau pode disputar uma vaga numa escola de sua preferência. O que se exige apenas é bom desempenho numa prova de conhecimentos de segundo grau.
Tanto aqui, quanto lá. As matérias são as mesmas nos dois sistemas porque são disciplinas fundamentais para a formação dos conhecimentos básicos de um cidadão do nosso tempo - algo que é igual na América ou na Ásia. A fantástica coincidência de um exame em duas fases, sendo a primeira pré-seletiva, de conhecimentos gerais, e comum a todos, reflete uma mesma engenharia para resolver os problemas decorrentes de se ter de examinar muita gente.
Uma "engenharia"
para o vestibular que Brasil e Japão descobriram por vias completamente diferentes e que funciona muito bem. O que existe a lamentar é que o vestibular - por ser um sistema aberto, de alta qualidade, que estimula o estudo e consegue promover maior igualdade de oportunidades sem retirar o papel do mérito - seja quase exceção no contexto educacional brasileiro.
Infelizmente, não podemos ainda exibir os noventa e tantos por cento fazendo o segundo grau como pode o Japão. Mas isso é um problema, não um limite natural. Com todos os recursos materiais e humanos de nosso país há uma projeção segura que podemos fazer: quando estivermos caminhando para um nível de escolaridade assim alto (o que é socialmente possível, pois o Japão dobrou seu índice de escolaridade entre 1950 e 1970), nada irá impedir o Brasil de ser uma das mais importantes nações de nosso planeta.
Mesmo o "hiato entre o segundo grau e os vestibulares", muitas vezes apontado como o espaço que faz surgir os cursinhos e as "cram schools", tem mais a ver com o que parece ser do que com o que efetivamente ocorre.
Na verdade, no vestibular para os cursos mais atraentes há um enorme número de candidatos e um pequeno número de vagas para atendê-los. Isso gera uma forte concorrência e faz com que as pessoas procurem preparar-se da melhor forma possível para enfrentá-la.
É essa concorrência e o elevado interesse pelas vagas que fazem as pessoas procurar cursos de aprofundamento e de preparação para as matérias dos exames. Por que tamanha semelhança se a distância cultural que separa o sistema de ensino dos dois países é tão grande?
Há um ponto em comum e ele é essencial. A democratização do ingresso no curso superior existente no Brasil desde o começo do século é muito semelhante à do Japão. A transparência dos critérios de seleção, a existência de forte concorrência e a absoluta ausência de privilégios são fatores determinantes.
Quem quer que tenha um certificado de segundo grau pode disputar uma vaga numa escola de sua preferência. O que se exige apenas é bom desempenho numa prova de conhecimentos de segundo grau.
Tanto aqui, quanto lá. As matérias são as mesmas nos dois sistemas porque são disciplinas fundamentais para a formação dos conhecimentos básicos de um cidadão do nosso tempo - algo que é igual na América ou na Ásia. A fantástica coincidência de um exame em duas fases, sendo a primeira pré-seletiva, de conhecimentos gerais, e comum a todos, reflete uma mesma engenharia para resolver os problemas decorrentes de se ter de examinar muita gente.
Uma "engenharia"
Infelizmente, não podemos ainda exibir os noventa e tantos por cento fazendo o segundo grau como pode o Japão. Mas isso é um problema, não um limite natural. Com todos os recursos materiais e humanos de nosso país há uma projeção segura que podemos fazer: quando estivermos caminhando para um nível de escolaridade assim alto (o que é socialmente possível, pois o Japão dobrou seu índice de escolaridade entre 1950 e 1970), nada irá impedir o Brasil de ser uma das mais importantes nações de nosso planeta.


