A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), que iniciou as atividades acadêmicas em agosto, com seis cursos de graduação, vai aumentar, em 2011, a oferta de carreiras e o número de vagas para estudantes estrangeiros — hoje, são cem alunos, aproximadamente. Em seu processo seletivo, a instituição estabelece a paridade entre o número de estudantes estrangeiros, que será de 400 no próximo ano, e o de brasileiros. Portanto, terá cerca de 800 estudantes matriculados em 12 cursos.

A expansão da Unila compreenderá também a ampliação das nacionalidades representadas no campus de Foz do Iguaçu (PR). Além dos brasileiros, argentinos, paraguaios e uruguaios, haverá alunos do Chile, Peru, Bolívia, Colômbia e Equador. “Há um entendimento para que possam vir também, em número simbólico, estudantes da América Central — Costa Rica e El Salvador — e também do Caribe”, disse o reitor Hélgio Trindade. “O conhecimento é a moeda adequada para criar uma consciência de integração, para formar profissionais e gerações sucessivas que voltarão
aos seus países inoculados com essa ideia de ter feito uma universidade com esse papel.”

Na seleção dos estudantes não brasileiros, a Unila tem firmado acordos de cooperação com as autoridades de cada país para o estabelecimento de critérios. Em determinados cursos, há exigência complementar de bom desempenho em disciplinas correlatas. Os brasileiros são selecionados com base no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).