Unifesp indica graduação em História da Arte como opção para o vestibular
O olhar é uma técnica cultural que precisa ser aprendida e ensinada para
se chegar a um olhar crítico, capaz de avaliar todo o contexto visual
dominante, não apenas do ponto de vista da cultura contemporânea, como,
por exemplo, na área da saúde.
Assim, o professor Jens Baumgarten define o curso de graduação de História da Arte do campus Guarulhos Unifesp. “Na cultura contemporânea, que envolve a internet, TV, rádio e redes sociais, desenvolver o olhar crítico é fundamental, até mesmo para poder avaliar com precisão os diagnósticos por imagem”, acrescenta.
Na ótica do prof. Baumgarten, a graduação se torna uma ciência fundamental no contexto do mundo visual, relacionado às artes e aos estudos da pintura, escultura, fotografia, cinema, além de imagens mecânicas, eletrônicas e digitais, inclusive não-artísticas. Além disso, a disciplina tem uma longa tradição (mais de 500 anos de existência) para lidar com fenômenos culturais do mundo.
O curso é dividido em três eixos: Arte Ocidental (pintura, escultura, arquitetura), Arte Ameríndia (arte indígena) da África, asiana asiática e Estudos Visuais (cinema, foto, imagens técnicas, da medicina e das ciências exatas, etc). A idéia é formar o espírito crítico no aluno e torná-lo apto a ingressar no mercado de trabalho, atuando em museus, galerias de arte, agências de publicidade, bibliotecas, gerências culturais, consultorias, curadorias, laboratórios médicos de análises digitais, além de empresas jornalísticas, de arquitetura e seguros. Este último, na avaliação de obras de arte para definir valores de seguros.
O Curso de História da Arte da do Campus Guarulhos constitui a primeira iniciativa, no Brasil, no sentido de se organizar um curso integrado às áreas de Filosofia e Ciências Humanas, com conexões interdisciplinares, facilitadas pelas próprias características do projeto acadêmico do campus. A graduação em H.A existe desde 2002 na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e, desde 2009, no Campus Guarulhos/Unifesp e na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).A UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) criou a disciplina neste ano e há planos, em tramitação no Congresso Nacional, para sua implantação em outras duas universidades: Brasília (DF) e Salvador (BA).
A proposta da única graduação em H.A em São Paulo transcende, ainda, a área das Humanidades, estabelecendo interfaces também com outras disciplinas científicas, tradicionais na Unifesp, como Ciências Médicas e da Saúde e Exatas, recentemente implantadas nesta universidade, no Campus Diadema e São José dos Campos, respectivamente.
Vale ressaltar que a ênfase na teoria e na reflexão crítica, em uma universidade pública, favorece não apenas uma formação com base na excelência acadêmica, como também na responsabilidade junto à sociedade. Pode-se dizer, assim, que um curso de graduação em História da Arte significa um salto qualitativo no ensino superior em São Paulo, ao criar não somente um núcleo de pesquisadores e professores da área, como também pelo perfil que permite constituir-se como foco de atração de pesquisadores nacionais e internacionais.
O curso significa a consolidação de um campo do conhecimento que, no Brasil, permanecia disperso entre outros cursos de graduação, como os de arquitetura, comunicação e artes plásticas. “As pessoas confundem muito a História da Arte com Artes Plásticas ou História, que são áreas complementares, mas com objetos, metodologias e propósitos distintos”. Outro aspecto importante
defendido pelo professor é o fato de que o
curso surge em um momento decisivo no ambiente cultural brasileiro, já
que atende às necessidades estratégicas do país, na formulação de
políticas públicas na área cultural.
Para o prof. Baumgartem, as imagens e obras de arte visuais criaram, ao longo da história, um universo expressivo próprio, irredutível à linguagem discursiva. Por isso, suas mensagens e significados só podem ser analisados a partir de uma lógica especializada, apta a integrar os sentidos. “De um lado, sua sedimentação histórica e, de outro, sua eficiência comunicativa em situações culturais específicas, onde das imagens interagem com esferas da vida e do imaginário social: a economia, a política, a religião, as trocas simbólicas, etc”, explica.
Há alguns anos a vida cultural e artística de São Paulo vem sofrendo enorme transformação. Se antes museus e galerias eram assuntos para poucos entendidos – marchands, colecionadores e alguns intelectuais – há pelo menos 20 anos as exposições e mostras de arte vêm colecionando cifras espantosas. A recente criação de diversos museus, não apenas voltados para as artes visuais, demonstra que, mais do que nunca, tem havido enorme interesse não apenas por parte das autoridades, como também do público. Também é preciso lembrar que nos últimos anos grandes editoras têm lançado sistematicamente livros a respeito de arte. Finalmente, pode-se acrescentar que o espaço destinado às artes visuais tem aumentado nas livrarias.
Assim, o professor Jens Baumgarten define o curso de graduação de História da Arte do campus Guarulhos Unifesp. “Na cultura contemporânea, que envolve a internet, TV, rádio e redes sociais, desenvolver o olhar crítico é fundamental, até mesmo para poder avaliar com precisão os diagnósticos por imagem”, acrescenta.
Na ótica do prof. Baumgarten, a graduação se torna uma ciência fundamental no contexto do mundo visual, relacionado às artes e aos estudos da pintura, escultura, fotografia, cinema, além de imagens mecânicas, eletrônicas e digitais, inclusive não-artísticas. Além disso, a disciplina tem uma longa tradição (mais de 500 anos de existência) para lidar com fenômenos culturais do mundo.
O curso é dividido em três eixos: Arte Ocidental (pintura, escultura, arquitetura), Arte Ameríndia (arte indígena) da África, asiana asiática e Estudos Visuais (cinema, foto, imagens técnicas, da medicina e das ciências exatas, etc). A idéia é formar o espírito crítico no aluno e torná-lo apto a ingressar no mercado de trabalho, atuando em museus, galerias de arte, agências de publicidade, bibliotecas, gerências culturais, consultorias, curadorias, laboratórios médicos de análises digitais, além de empresas jornalísticas, de arquitetura e seguros. Este último, na avaliação de obras de arte para definir valores de seguros.
O Curso de História da Arte da do Campus Guarulhos constitui a primeira iniciativa, no Brasil, no sentido de se organizar um curso integrado às áreas de Filosofia e Ciências Humanas, com conexões interdisciplinares, facilitadas pelas próprias características do projeto acadêmico do campus. A graduação em H.A existe desde 2002 na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e, desde 2009, no Campus Guarulhos/Unifesp e na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).A UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) criou a disciplina neste ano e há planos, em tramitação no Congresso Nacional, para sua implantação em outras duas universidades: Brasília (DF) e Salvador (BA).
A proposta da única graduação em H.A em São Paulo transcende, ainda, a área das Humanidades, estabelecendo interfaces também com outras disciplinas científicas, tradicionais na Unifesp, como Ciências Médicas e da Saúde e Exatas, recentemente implantadas nesta universidade, no Campus Diadema e São José dos Campos, respectivamente.
Vale ressaltar que a ênfase na teoria e na reflexão crítica, em uma universidade pública, favorece não apenas uma formação com base na excelência acadêmica, como também na responsabilidade junto à sociedade. Pode-se dizer, assim, que um curso de graduação em História da Arte significa um salto qualitativo no ensino superior em São Paulo, ao criar não somente um núcleo de pesquisadores e professores da área, como também pelo perfil que permite constituir-se como foco de atração de pesquisadores nacionais e internacionais.
O curso significa a consolidação de um campo do conhecimento que, no Brasil, permanecia disperso entre outros cursos de graduação, como os de arquitetura, comunicação e artes plásticas. “As pessoas confundem muito a História da Arte com Artes Plásticas ou História, que são áreas complementares, mas com objetos, metodologias e propósitos distintos”. Outro aspecto importante
Para o prof. Baumgartem, as imagens e obras de arte visuais criaram, ao longo da história, um universo expressivo próprio, irredutível à linguagem discursiva. Por isso, suas mensagens e significados só podem ser analisados a partir de uma lógica especializada, apta a integrar os sentidos. “De um lado, sua sedimentação histórica e, de outro, sua eficiência comunicativa em situações culturais específicas, onde das imagens interagem com esferas da vida e do imaginário social: a economia, a política, a religião, as trocas simbólicas, etc”, explica.
Há alguns anos a vida cultural e artística de São Paulo vem sofrendo enorme transformação. Se antes museus e galerias eram assuntos para poucos entendidos – marchands, colecionadores e alguns intelectuais – há pelo menos 20 anos as exposições e mostras de arte vêm colecionando cifras espantosas. A recente criação de diversos museus, não apenas voltados para as artes visuais, demonstra que, mais do que nunca, tem havido enorme interesse não apenas por parte das autoridades, como também do público. Também é preciso lembrar que nos últimos anos grandes editoras têm lançado sistematicamente livros a respeito de arte. Finalmente, pode-se acrescentar que o espaço destinado às artes visuais tem aumentado nas livrarias.


