Unicamp candidatos mostram otimismo nas provas de Artes Visuais
Foram realizadas nesta segunda-feira as provas de habilidades
específicas para o curso de Artes Visuais, com 104 candidatos que
disputam 30 vagas. Pela manhã, os estudantes responderam às questões de
História da Arte e, à tarde, participaram da prova de expressão
gráfica. Todos passarão ainda pelas entrevistas, na terça e
quarta-feira.
“A prova de História da Arte seguiu o padrão que vimos repetindo nos últimos anos, contendo uma parte comparativa em que se oferece como referência uma ou mais obras reproduzidas na página. Completam a prova três perguntas de arte brasileira e três de arte internacional, sendo que o candidato escolhe apenas uma entre as três para responder”, explica o professor Antonio Carlos Rodrigues (Tuneu), que coordena a aplicação das provas de aptidão no Instituto de Artes (IA) da Unicamp.
Na primeira questão foram reproduzidas as obras “Indo para a Colheita”, de Kazimir Maliévitch, e “Bandeirinhas”, de Alfredo Volpi. Pedia-se ao aluno que analisasse as similaridades e diferenças tanto em relação ao tema quanto nos aspectos formais – uso da cor e da pincelada, função da cor e do desenho, relação figura e fundo etc.
As três perguntas de arte brasileira referiam-se aos trabalhos de Portinari e Cildo Meireles e à importância da imagem da Guerra do Paraguai para o desenvolvimento da pintura histórica no Brasil. As três questões de arte internacional envolviam Toulouse-Lautrec, Marcel Duchamp e Piet Mondrian.
O candidato Luís Henrique dos Reis Lopes deixou a sala duas horas após o início da prova, que achou interessante. “Foi uma prova fora do convencional, abordando história da arte tanto do Brasil como internacional, relacionando as obras com as técnicas. Espero me sair bem também na prova de desenho, onde vale mais a expressão individual”.
A tímida Adriana do Prado Lisboa Siqueira, por sua vez, teve uma grata surpresa. “Não sabia que podia escolher apenas uma entre três questões de arte brasileira e três de arte internacional. A parte comparativa foi fácil, ainda mais vendo as reproduções dos dois quadros. Já vi uma prova prática há algum tempo e também não espero nada de muito complicado”.
O professor Tuneu adiantava que a prova de expressão artística seria focada em exercícios básicos, embora com ênfase na semiótica e sociologia da arte. “Este ano não teremos a prova de desenho de observação, quando o aluno tem um
objeto à sua frente. Na
expressão gráfica, que é livre, levamos em conta a personalidade do
aluno. Em nossa visão, ter uma mão pesada, por exemplo, pode não
significar um defeito, mas um acerto, algo pessoal”.
Segundo Tuneu, as entrevistas também têm grande peso na nota final, sendo uma oportunidade para que os candidatos mostrem suas preferências. “Na prova de expressão gráfica, o candidato precisa usar os materiais que pedimos (lápis, régua, compasso, estilete) e com os quais muitos não se dão bem. Para a entrevista, ele traz seu portfólio, onde trabalha com os recursos de que mais gosta”.
A trainee Isabelle Ferrão Marques, 17 anos, vai ter que esperar mais um ano para disputar o vestibular para valer. “Passei bem na primeira e na segunda fase e achei que agora seria mais difícil. Estava com receio da prova de História da Arte, mas não foi tão difícil. Minha expectativa é com a prova específica de desenho e expressão, quero ver como é para estar mais preparada no ano que vem. Quero a Unicamp desde sempre”.
“A prova de História da Arte seguiu o padrão que vimos repetindo nos últimos anos, contendo uma parte comparativa em que se oferece como referência uma ou mais obras reproduzidas na página. Completam a prova três perguntas de arte brasileira e três de arte internacional, sendo que o candidato escolhe apenas uma entre as três para responder”, explica o professor Antonio Carlos Rodrigues (Tuneu), que coordena a aplicação das provas de aptidão no Instituto de Artes (IA) da Unicamp.
Na primeira questão foram reproduzidas as obras “Indo para a Colheita”, de Kazimir Maliévitch, e “Bandeirinhas”, de Alfredo Volpi. Pedia-se ao aluno que analisasse as similaridades e diferenças tanto em relação ao tema quanto nos aspectos formais – uso da cor e da pincelada, função da cor e do desenho, relação figura e fundo etc.
As três perguntas de arte brasileira referiam-se aos trabalhos de Portinari e Cildo Meireles e à importância da imagem da Guerra do Paraguai para o desenvolvimento da pintura histórica no Brasil. As três questões de arte internacional envolviam Toulouse-Lautrec, Marcel Duchamp e Piet Mondrian.
O candidato Luís Henrique dos Reis Lopes deixou a sala duas horas após o início da prova, que achou interessante. “Foi uma prova fora do convencional, abordando história da arte tanto do Brasil como internacional, relacionando as obras com as técnicas. Espero me sair bem também na prova de desenho, onde vale mais a expressão individual”.
A tímida Adriana do Prado Lisboa Siqueira, por sua vez, teve uma grata surpresa. “Não sabia que podia escolher apenas uma entre três questões de arte brasileira e três de arte internacional. A parte comparativa foi fácil, ainda mais vendo as reproduções dos dois quadros. Já vi uma prova prática há algum tempo e também não espero nada de muito complicado”.
O professor Tuneu adiantava que a prova de expressão artística seria focada em exercícios básicos, embora com ênfase na semiótica e sociologia da arte. “Este ano não teremos a prova de desenho de observação, quando o aluno tem um
Segundo Tuneu, as entrevistas também têm grande peso na nota final, sendo uma oportunidade para que os candidatos mostrem suas preferências. “Na prova de expressão gráfica, o candidato precisa usar os materiais que pedimos (lápis, régua, compasso, estilete) e com os quais muitos não se dão bem. Para a entrevista, ele traz seu portfólio, onde trabalha com os recursos de que mais gosta”.
A trainee Isabelle Ferrão Marques, 17 anos, vai ter que esperar mais um ano para disputar o vestibular para valer. “Passei bem na primeira e na segunda fase e achei que agora seria mais difícil. Estava com receio da prova de História da Arte, mas não foi tão difícil. Minha expectativa é com a prova específica de desenho e expressão, quero ver como é para estar mais preparada no ano que vem. Quero a Unicamp desde sempre”.


