Joseph John Thomson, mais conhecido por J.J.Thomson, nasceu no dia 18 de dezembro de 1856, na Inglaterra. Seu pai vendia livros antigos e raros (era uma tradição da família)

Thomson era um bom estudante, sua família achava que a profissão que lhe cabia bem era engenharia. Aos 14 anos, ele foi mandado para o Owens College (atualmente Victoria University) de Manchester. Quando seu pai morreu, dois anos depois, seus amigos fizeram com que ficasse no colégio.

Quando Thomson fez 19 anos, terminou seus estudos de engenharia e foi para Trinty College, na universidade de Cambridge. Havia lá um exame competitivo aos estudantes, chamado Mathematical Tripos. Thomson se classificou em segundo lugar. Ele também aplicou sua capacidade matemática ao estudo da física teórica. Como era desajeitado com as mãos, uma vez quase se cegou num laboratório de química. Em 1881, escreveu um artigo científico que foi precursor da teoria de Einstein. Essa teoria afirmava que massa e energia se equivalem.

Quando se formou, tinha apenas 24 anos. Passou a se dedicar à pesquisa do laboratório Cavendish. Em 1884, o chefe desse laboratório (Lord Rayleigh) renunciou e indicou Thomson como seu sucessor. Essa nomeação deu muito que falar.

Ninguém duvidava da sua capacidade, porém sua idade, 27 anos, era encarada com forte contra-indicação. Mas a escolha de Lord foi acertada e Thomson, foi professor durante 34 anos, e deu ao laboratório posição de máxima altura em todo o mundo. Nesse laboratório, descobriu sua ocupação e também, a companheira de sua vida. Em 1890, tornou-se esposo da senhorita Rose Paget. Em 1892, o casal teve um filho (George Paget Thomson).

Em 1897, Thomson descobriu uma partícula (o elétron) e estabeleceu a teoria da natureza elétrica da matéria. Ficou conhecido como "pai do elétron"

Um assunto de interesse daquela época era a constituição do Raio Catódico. Havia 2 teorias propostas por Thomson:

- acreditava que os Raios Catódicos fossem feitos de partículas eletrizadas.

- afirmava que os Raios Catódicos e as partículas eletrizadas eram coisas distintas.

Mesmo que os Raios Catódicos produzissem uma fluorescência quando incidiam no vidro, não dava para ver os elétrons. Os Raios Catódicos surgem no catodo marcado com a letra K. Passam através de uma fenda ligada ao A, e formam assim uma estreita área fosforescente no tubo de vidro.

Thomson pegou um ímã e aproximou-o do tubo. A mancha fosforescente deslocou-se, provando que os raios eram desviados. Manejando o ímã, Thomson podia manejar a vontade os raios e dirigi-los para a fenda no escudo protetor. Quando os raios passavam pela fenda, um eletroscópio ligado ao elétron do receptor mostrava um desvio. Isso mostrou que o raio catódico é realmente formado por eletricidade negativa.

A oposição não se satisfez. Até concordaram que os raios catódicos podem ser desviados por um ímã, mas não que fossem desviados por um campo eletrostático (mesmo tipo de campo que faz com que um bastão de borracha dura, atraia pedaços de papel, quando atritado contra um pedaço de tecido).

Thomson empreendeu a tarefa de medir a massa relativa de partículas de carga elétrica negativa (o elétron). Descobriu ser aproximadamente 1/2000 do átomo de hidrogênio. Ao mesmo tempo, calculou a velocidade do elétron e pensou que era cerca de 256.000 Km/s.

Em 1897 houve uma relutância em aceitar a idéia dessas partículas. Thomson resolveu então, fotografar. Só que aí é que houve o problema. Como fotografar uma partícula de 1/2000 de um átomo de hidrogênio, que se move a 256.000 Km/s? Thomson propôs esse problema a seu aluno Charles Wilson. Este fez várias pesquisas.

Ele sabia que o ar quente tinha mais umidade que o ar frio. Quando se esfria de repente, o ar quente carregado de umidade tem formação de pequenas gotas de água. Mas dentro de cada gota, há uma partícula de poeira.

Não havendo poeira, a água se condensará e não formará FOG. Wilson aplicou essa idéia ao rastreamento da esquiva partícula de Thomson. Construiu um dispositivo em que podia produzir rapidamente a umidade e em que podia produzir rapidamente partículas atômicas.

Ele trabalhou nisso muitos anos e finalmente aperfeiçoou sua câmara de nuvem em 1911. Quando se lançam partículas atômicas através da câmara, milhões de moléculas de água se ionizam, e nesses íons se condensam o vapor da água.

Os rastos que ficavam nas câmaras, como os rastos de vapor de um avião, podem ser fotografados, podendo identificar as partículas pelos rastos que deixam. A câmara de Wilson ainda é usada para identificar várias partículas atômicas.

Ele recebeu o prêmio Nobel, uns 16 anos após sua contribuição. O trabalho estava completo. A partícula negativa que Thomson descobriu foi pesada, a velocidade foi medida e, o retrato foi tirado.

No fim da primeira Guerra Mundial, Thomson deixou o laboratório Cavendish, para dirigir o Trinty College.

Ernest Rutherford, que foi aluno de Thomson, recebeu o prêmio Nobel por suas investigações sobre a química das substâncias radioativas. Outra alegria para Thomson foi ver seu filho ganhar o prêmio Nobel de Física, em 1937, pelos trabalhos que realizou sobre difração de elétrons por cristais.

Thomson foi um gênio e um grande ser humano. Morreu no ano de 1940. Foi um grande mestre que deixou precioso legado de manuais de física, matemática e química.