O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação e o presidente do CNPq,  disponibilizam as primeiras duas mil bolsas de estudos da modalidade sanduíche para graduação no exterior do Programa Ciências sem Fronteiras (CsF).

Essa primeira cota caberá a distribuição às mais de 250 Universidades e Institutos Federais de Educação Tecnológica que participam dos programas Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti).

Os critérios estabelecidos são, experiência em atividades de iniciação científica, desempenho acadêmico destacado, suficiência em inglês ou no idioma do país da Universidade que receberá o estudante ou ter se destacado em olimpíadas científicas como de matemática, química, física etc.

Os estudantes candidatos também devem ter como área de estudo uma das indicadas como de interesse do CsF (Engenharia e demais áreas tecnológicas; Ciências Exatas e da Terra; Biologia; Ciências Biomédicas e da Saúde; Computação e Tecnologia da Informação; Tecnologia Aeroespacial; Fármacos; Produção Agrícola Sustentável; Petróleo, Gás e Carvão Mineral; Energias Renováveis; Tecnologia Mineral; Tecnologia Nuclear; Biotecnologia; Nanotecnologia e Novos Materiais; Tecnologia de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais; Tecnologia de Transição para a Economia Verde; Biodiversidade e Bioprospecção; Ciências do Mar; Indústria Criativa; Novas Tecnologias e Engenharia Construtiva, e Formação de Tecnólogos).

O valor das bolsas é de US$ 870 (mais benefícios) para as universidades nos Estados Unidos e de 870 euros (mais benefícios) para as instituições na Europa.

Ciências sem Fronteiras

O objetivo desse Programa é a formação de recursos humanos altamente qualificados nas melhores universidades e instituições de pesquisas estrangeiras, com vistas a promover a internacionalização da ciência e tecnologia nacional, estimular pesquisas que gerem inovação e, conseqüentemente, aumentar a competitividade das empresas brasileiras.

Esse objetivo será concretizado por meio da expansão significativa do intercâmbio e da mobilidade de graduandos, pós-graduados, pesquisadores e docentes brasileiros no exterior.

Visa também contribuir para o processo de internacionalização
das instituições de Ensino Superior e dos centros de pesquisa nacionais, propiciando maior visibilidade da pesquisa acadêmica e científica que é feita no país, por meio da colaboração e do estabelecimento de projetos de pesquisa conjuntos instituições e parceiros estrangeiros.

A expectativa é de que, em médio prazo, essas ações acarretem também maior fluxo de investimentos estrangeiros voltados à formação de recursos humanos, à promoção da inovação, da ciência e tecnologia no país.

A expansão dessa força de trabalho altamente qualificada se dará em duas vertentes: O aumento expressivo da presença de estudantes de graduação, pós-graduação, pós-doutores e docentes brasileiros em instituições de excelência no exterior, em áreas do conhecimento definidas como prioritárias, e o estímulo à vinda de jovens talentos e pesquisadores estrangeiros de elevada qualificação para o Brasil, com atuação em áreas de interesse do país.