Veja questões sobre a maior festa brasileira em vestibulares de todo o País

"Vestibular e carnaval tem todo ano" é uma das frases de consolo para quem não conseguiu passar para a universidade. E os dois, a festa e o exame, estão mais próximos do que a gente pensa. Seja em temas de redação, questões discursivas ou objetivas, o Carnaval é assunto no vestibular. Pode cair na prova de português, geografia e história, só para citar algumas.

Veja a seguir 15 questões do vestibular que usam o Carnaval como tema. O gabarito está no final do artigo.

Questão 1 (UNAMA)

“Oh! seu Oscar
Cheguei cansado do trabalho,
Logo a vizinha me falou
Oh! Seu Oscar, ta fazendo meia hora.
Que tua mulher foi-se embora
E um bilhete deixou
O bilhete assim dizia:
Não posso mais
Eu quero é viver na orgia!
Fiz tudo para ver seu bem – estar
Até no cais do porto eu fui parar
Martirizando meu corpo noite e dia
Mas tudo em vão, ela é da orgia.”

O samba da dupla Ataulfo Alves e Wilson Batista, “Oh! Seu Oscar”, foi sucesso no carnaval de 1940 na voz de Ciro Monteiro. Esse samba é uma:

A - afirmação da ideologia trabalhista pregada pelo Estado Novo, que exalta o trabalho e o trabalhador brasileiro.
B - associação do trabalho a sacrifício, cansaço e martírio, se contrapondo à ideologia do trabalhismo presente no Estado Novo.
C - negação à vida boêmia, pois a “mulher de seu Oscar” não aguentou a vida de orgia do marido e o abandonou, o que reforçava a necessidade do trabalho pelo governo Varguista.
D - exaltação à vida de um trabalhador do porto que trabalha muito para dar conforto à mulher e é destacado pelo governo de Vargas como um exemplo a ser seguido pelos demais trabalhadores.

Questão 2 (UFRN)

No dia 10 de fevereiro de 1944, uma crônica publicada no jornal O Diário retratou aspectos do cotidiano da cidade de Natal, nos seguintes termos:

“Meio displicente o cronista entrou no café. [...] tipos de uma outra raça, a que a uniformidade das fardas cáquis emprestava um tom militar, enchiam as mesas. [...] A algaravia que se falava era estranha. [...] Sobre a fala de alguns quepes, o brasão de Suas Majestades Britânicas, ou as iniciais simbólicas da RAF canadense. A maioria, porém, era de gente da América [...]. O cronista olhou para os lados, curioso. Brasileiro, ele apenas. Sim, também as pequenas garçonnettes [...]. No entanto, paisagem humana se mesclasse de exemplares de terras diferentes...”

Apud PEDREIRA, Flávia de Sá. Chiclete eu misturo com banana: carnaval e cotidiano de guerra em Natal. Natal: EDUFRN, 2005. p. 217.

Considerando-se o fragmento textual acima e as informações históricas sobre o período a que ele se refere, é correto afirmar:

A - Pela proximidade com a África e por ter sediado importantes bases militares dos Estados Unidos, Natal foi alvo de esporádicos ataques das tropas da Alemanha.
B - Os natalenses passaram a rejeitar, paulatinamente, os hábitos dos estrangeiros, como os estilos musicais norte-americanos, o uso de roupas informais e de palavras da língua inglesa.
C - O início da guerra e a ameaça de bombardeios aéreos mudaram o clima de festa em que Natal vivia e acirraram, ainda mais, as rivalidades entre brasileiros e norte-americanos.
D - A presença de um grande contingente de militares de outros países e a circulação de moeda estrangeira agitaram, de forma significativa, a vida da outrora pacata Natal.

Questão 3 (PUC-RS)

Zé Carioca, personagem de histórias em quadrinhos e filmes de Hollywood, foi criado por Walt Disney a partir de uma interpretação da figura popular do malandro carioca ligado ao samba e ao carnaval. A criação desse personagem caricatural para representar a identidade nacional brasileira está relacionada a qual dos contextos abaixo?

A - À Primeira Guerra e ao esforço de penetração comercial dos EUA no Brasil.
B - Ao esforço de aproximação e alinhamento do Brasil aos EUA, no contexto da II Guerra Mundial.
C - À internacionalização da economia brasileira da Era JK.
D - À expansão da cultura pop de influência norte-americana na Guerra Fria.
E - Ao imperialismo cultural dos EUA no contexto da ditadura militar.

Questão 4 (Uel)

Esta questão apresenta cinco propostas diferentes de redação. Assinale a alternativa que corresponde à melhor redação, considerando correção e clareza.

A - Tirando as gargantas, esperanças e paixões, o povo no último carnaval não gastou nada que não custam dinheiro.
B - O povo, com exceção das gargantas, esperanças e paixões, não gastou nada no último carnaval, mesmo porque não custa dinheiro.
C - Menos as gargantas, esperanças e paixões, o que não custam dinheiro, no último carnaval o povo não gastou nada.
D - No último carnaval, o povo não gastou nada, exceto gargantas, esperanças e paixões, que não custam dinheiro.
E - Já que não custam dinheiro, no último carnaval exceto gargantas, esperanças e paixões, o povo não gastou nada.

Questão 5 (Fatec)

Considere as seguintes afirmações sobre o texto.

I. São características do gênero crônica presentes no texto a temática do cotidiano, o estilo despojado e a linguagem coloquial.
II. "Uma lata de goiabada abriu o coração da Lagartixa. Depois, uma conversa de passinhos miúdos." Essa passagem marca-se pelo emprego de linguagem figurada.
III. "Que a menina ia desfilar no Carnaval (ah, pois então), ia sair na escola da Vila Matilde (ahn, é ótima e é perto, né?), mas havia um problema (dinheiro?), eles queriam que ela fosse destaque (isso é problema?), de peito nu." Essa passagem simula o diálogo entre as personagens, combinando os discursos indireto e direto, este presente nos trechos entre parênteses, representando a fala da personagem "Lagartixa".
IV. Essa crônica trata, de forma bem-humorada, do tema da elasticidade de certos valores morais diante da atração exercida pela exposição na mídia.

Deve-se concluir que estão corretas as afirmações

A - I e III apenas.
B - II e III apenas.
C - I e IV apenas.
D - II, III e IV apenas.
E - I, II, III e IV.

Questão 6 (Fatec)

Ela queria sair de peito nu no carnaval.

A alternativa em que se encontra sintaxe de orações análoga à desse período é:

A - O ex-namorado promete ser seu escravo para o resto da vida.
B - Se desfilar, está acabado.
C - Parecia que nem estava contra.
D - Quanto ao trabalho, estava disposta a encarar as consequências.
E - Para evitar palavrões, nem falaram com ele.

Texto de referência para as questões 7, 8 e 9

Restos do Carnaval

Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa já ia se aproximando, como explicar a agitação que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.

No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.

E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.

Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça - eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável - e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.

Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com os quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.

Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga - talvez atendendo a meu mudo apelo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel - resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.

Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas - àidéia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha - mas ah! Deus nos ajudaria! não choveria! Quando ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.

Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.

Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge - minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa - mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil - fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.

Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido, sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.

Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.

in "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998
Clarice Lispector

Questão 7 (UFBA)

A própria denominação deste tempo - PRETÉRITO IMPERFEITO - ensina-nos o seu valor fundamental: o de designar um fato no passado, mas não concluído. (... ) Empregamo-lo (... ) quando, pelo pensamento, nos transportamos a uma época passada e descrevemos o que então era presente.
(CUNHA, Celso, CINTRA, L. F. L. NOVA GRAMÁTICA DO PORTUGUÊS CONTEMPORÂNEO. 2 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 439.)

O conceito acima pode ser ilustrado por:

(01) "Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado." (parágrafo 2)
(02) "Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza..." (parágrafo 2)
(04) "...eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz." (parágrafo 2)
(08) "Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita..." (parágrafo 3)
(16) "Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom..." (parágrafo 6)
(32) "Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera..." (parágrafo 6)
(64) "Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei." (parágrafo 9)

Soma ( )

Questão 8 (UFBA -

O núcleo do sujeito está corretamente destacado em:

(01) "... ruas mortas onde esvoaçavam despojos de SERPENTINA E CONFETE." (parágrafo 1)
(02) "Até que viesse o outro ANO." (parágrafo 1)
(04) "Mas houve um CARNAVAL diferente dos outros." (parágrafo 5)
(08) "... a mãe de uma AMIGA minha resolvera fantasiar a filha..." (parágrafo 5)
(16) "Embora de pétalas o PAPEL crepom nem de longe lembrasse..." (parágrafo 5)
(32) "Quando horas depois a atmosfera em CASA acalmou-se..." (parágrafo 10)
(64) "Só horas depois é QUE veio a salvação." (parágrafo 11)

Soma ( )

Questão 9 (UFBA)

"Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval." (parágrafo 1)

O sentido do trecho acima está mantido em:

(01) Um véu cobria a cabeça de uma ou outra beata, ao atravessar a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval, indo para a igreja.
(02) Atravessando a rua, com um véu cobrindo a cabeça, uma ou outra beata ia à igreja tão extremamente vazia que se segue ao carnaval.
(04) Ao cobrir a cabeça com um véu, uma ou outra beata ia para a igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval.
(08) A rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval era atravessada por uma ou outra beata que ia à igreja com um véu na cabeça.
(16) Cobrindo a cabeça com um véu, para atravessar a rua extremamente vazia que se segue ao carnaval, uma ou outra beata ia à igreja.
(32) Uma ou outra beata que ia à igreja com um véu cobrindo-lhe a cabeça atravessava a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval.

Soma ( )

Questão 10 (UFBA)

O sentido sugerido pelo trecho em destaque está correto em:

(01) "... ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete." (parágrafo 1) - PESSIMISMO
(02) "Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate." (parágrafo 1) - EXTRAVASAMENTO
(04) "... entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados..." (parágrafo 3) - IDEALISMO
(08) "Boquiaberta, eu assista pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando." (parágrafo 5) - INVEJA
(16) "Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico?" (parágrafo 8) - FRUSTRAÇÃO
(32) "... eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados." (parágrafo 10) - ALIENAÇÃO
(64) "eu era, sim, uma rosa." (parágrafo 11) - PLENITUDE

Soma ( )

Questão 11 (PUC)

"Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, foi um samba-exaltação composto num contexto caracterizado pela censura às letras de música que falassem da malandragem e pela utilização política do samba através do rádio - inclusive com a composição de marchinhas de carnaval - no sentido de forjar o consenso político ao redor de um projeto de modernização populista e autoritário, que caracterizou o governo de

A - Juscelino Kubitschek
B - Eurico Gaspar Dutra
C - Castelo Branco
D - Jânio Quadros
E - Getúlio Vargas

Questão 12 (FUVEST)

Leia o poema de Manuel Bandeira para responder ao teste.

Não sei dançar
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste.
Mas o cálculo das probabilidades é uma pilhéria...
Abaixo Amiel!
E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff.

Sim, já perdi pai, mãe, irmãos.
Perdi a saúde também.
É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz-band.

Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu tomo alegria!
Eis aí por que vim assistir a este baile de terça-feira gorda.

(...) (Libertinagem, Manuel BandeirA -

Sobre os versos transcritos, assinale a alternativa incorreta:

A - A melancolia do eu-lírico é apenas aparente: interiormente ele se identifica com a atmosfera festiva do carnaval, como se percebe no tom exclamativo de "Eu tomo alegria!"
B - A perda dos familiares e da saúde são aspectos autobiográficos do autor presentes no texto.
C - A alegria do carnaval é meio de evasão para eu-lírico, que procura alienar-se de seu sofrimento.
D - O último verso transcrito associa-se ao título do poema, pois o eu-lírico não participa, de fato, do baile de carnaval.
E - O eu-lírico revela, em tom bem-humorado e descompromissado, ser uma pessoa exageradamente sensível.

Questão 13 (UFES)

NÃO atende adequadamente ao sentido do texto da figura a seguir e às exigências da língua padrão:

A - Para quem ama mergulhar na cachoeira, comer pão de queijo, cochilar de tarde na praia, comer pipoca no cinema, participar de happy-hour, admirar noites estreladas, comprar lingerie preta, assistir a comédia italiana, tomar champagne, vestir jeans, brincar carnaval e banhar-se em banheira de hidromassagem, nada mais natural do que também ter um Peugeot 106.
B - Se eu amo pão de queijo, happy-hour, noites estreladas, lingerie preta, comédia italiana, champagne, banhos de cachoeira, cochilo de tarde na praia, jeans, carnaval e banheira de hidromassagem, é lógico que eu também tenha um Peugeot 106.
C - Embora eu tenha um Peugeot 106, eu amo mergulhar na cachoeira, pão de queijo, cochilar de tarde na praia, comer pipoca no cinema, happy-hour, noites estreladas, lingerie preta, comédia italiana, champagne, jeans, carnaval e banheira de hidromassagem.
D - Além de ter um Peugeot 106, eu também amo praticar ações tais quais mergulhar na cachoeira, comer pão de queijo, cochilar de tarde na praia, comer pipoca no cinema, participar de happy-hour, admirar noites estreladas, acariciar lingerie preta, assistir a comédia italiana, tomar champagne, usar jeans, dançar no carnaval e banhar-me em banheira de hidromassagem.
E - Se eu tenho um Peugeot 106, é óbvio que eu também ame mergulhar na cachoeira, comer pão de queijo, cochilar de tarde na praia, comer pipoca no cinema, participar de happy-hour, observar noites estreladas, admirar lingerie preta, assistir a comédia italiana, tomar champagne, vestir jeans, dançar durante o carnaval e banhar-me em banheira de hidromassagem.

GABARITO

1: B
2: D
3: B
4: D
5: E
6: A
7: 14
8: 18
9: 40
10: 122
11: E
12: A
13: C