Notícias do vestibular Pela decisão, as Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG), de Viçosa (UFV), de Lavras (Ufal), de Uberlândia (UFU), de Juiz de Fora (UFJF), de Ouro Preto (Ufop), a Fundação de Ensino Superior de São João Del-Rei, a Escola Federal de Engenharia de Itajubá, a Faculdade Federal de Odontologia de Diamantina, a Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas, a Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro e o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) devem elaborar listas de aprovação nos vestibulares diferenciadas entre alunos de escolas privadas e públicas.
O pedido de reserva de vagas foi feito em ação civil pública ajuizada pela Procuradoria da República em Minas Gerais em 1999. Em maio de 2001, a 12ª Vara Federal de Belo Horizonte aceitou o pedido e obrigou os centros de ensino superior a destinarem metade de suas vagas a estudantes de escolas públicas. As faculdades recorreram ao TRF1, que manteve a obrigatoriedade das cotas.
Segundo a procuradora regional da República Denise Vinci Tulio, autora do parecer da PRR1, “a Constituição Federal garante a igualdade de oportunidades entre todos e, portanto, é direito de todos o acesso aos níveis mais elevados de ensino”. Para ela, “é induvidosa a grande distância entre as condições fornecidas pelas escolas públicas e pelas escolas particulares no preparo daqueles que pretendem prestar o exame vestibular”, o que justificaria a necessidade da reserva de vagas.
A desembargadora federal Selene Maria de Almeida, relatora do processo no TRF1, afirmou em seu voto que “o número de vagas nas universidades públicas é notoriamente insuficiente e o processo de privatização acelerado pelo qual o ensino superior está passando não atende às necessidades dos candidatos de baixa renda”. Ela acrescentou: “É preciso dar início ao processo de democratização do ensino superior, hoje, para que o futuro deste país não seja tão sombrio”.
A decisão do TRF1 é de dezembro de 2006. Mas só na última quarta-feira (19) recursos das universidades foram julgados e negados pelo Tribunal.
A UFMG já informou por nota oficial ainda não conhecer o resultado do julgamento do TRF1. Afirma ainda que não cogita mudanças para o vestibular 2008.