Nos últimos anos tem sido mais complicado conseguir o FIES, o programa de financiamento estudantil a juros baixos do governo federal.

As regras mudaram, o sistema ficou fora do ar por um tempo, depois apresentou problemas, as vagas foram limitadas e muita gente reclamou que ficou de fora do FIES.

Com isso, surgiram especulações de que o FIES iria acabar. Mas será que vai mesmo? Confira a seguir.

O que aconteceu com o FIES?

As regras do FIES mudaram. A partir de 2015, quem quiser se inscrever no programa precisa ter feito o Enem, com desempenho mínimo de 450 pontos na média das provas e nota maior do que zero na redação.

O Ministério da Educação (MEC) também anunciou que vai priorizar algumas regiões mais necessitadas e vai destinar boa parte das vagas para cursos de determinadas áreas prioritárias (divulgadas a cada edição).

O prazo de inscrições também mudou. Anteriormente, o FIES podia ser solicitado a qualquer época do ano. A partir de 2015, o MEC divulga prazos para novos contratos a cada semestre.

O requisito de renda familiar bruta mensal passou a ser de no máximo três salários mínimos por pessoa para quem quiser participar do FIES até 2017. A partir de 2018, pode ser de três ou cinco salários mínimos por pessoa, dependendo da modalidade em que o candidato concorrer.

O processo de contratação, a taxa de juros e as fases do programa também sofrem algumas alterações a partir de 2018.

O FIES vai acabar?

O orçamento para a Educação vem sofrendo cortes e, com isso, houve um limite para novos contratos do FIES.

Apesar disso, o MEC vem realizando o FIES duas vezes por ano: no primeiro e no segundo semestre. Não há indícios de que o programa vá ser extinto no curto prazo. Pelo contrário, a justificativa para as mudanças é deixar o programa mais sustentável financeiramente e fazer com que todas as vagas ofertadas sejam preenchidas por quem mais precisa. Uma das iniciativas é a abertura de inscrições para vagas remanescentes.
 

Faculdades que participam do FIES

A cada semestre, no período de inscrições, o MEC divulga todas as faculdades participantes e os cursos disponíveis para financiamento naquela edição do processo seletivo. Confira algumas das principais instituições de ensino que costumam participar do FIES:

Opções para quem não conseguiu o FIES

Quem ficou fora do FIES por causa das novas regras tem outras opções para realizar o sonho de entrar na faculdade. Conheça algumas:
  • Sisu: o Sistema de Seleção Unificada classifica candidatos a uma vaga em universidades públicas usando o desempenho no Enem. Não há limite de renda para participar. As inscrições são gratuitas e acontecem duas vezes por ano.
  • ProUni: o Programa Universidade para Todos usa a nota do Enem para classificar candidatos a uma bolsa de estudos em faculdade particular. As inscrições são gratuitas e são abertas semestralmente.
  • Financiamento estudantil privado: pode ser uma opção para quem está passando por dificuldades financeiras temporárias. Com taxas de juros mais altas do que o FIES e prazo menor para pagar, o crédito privado tem regras de participação mais flexíveis.
  • Bolsas de estudos: fora o ProUni, existem outras bolsas de estudos oferecidas pelo Governo Federal e instituições privadas. Há opções de bolsas parciais e integrais.

Veja também:
Principais bolsas de estudo oferecidas pelo governo e por instituições
 
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