O FIES é o financiamento estudantil do Governo Federal que ajuda a pagar a faculdade particular. Criado em 1999, o programa já beneficiou cerca de 2 milhões de estudantes brasileiros, que só precisam começar a quitar a dívida do financiamento depois da formatura.

Além de esperar a conclusão do curso para começar a cobrar a dívida, o FIES oferece também a possibilidade de parcelar o saldo devedor em vários anos.

Com isso, o estudante não precisa se preocupar enquanto estiver na faculdade - pode focar em se qualificar para conseguir logo um emprego. Vale lembrar que, mesmo com todas essas facilidades, o estudante que assina o contrato do FIES precisará pagar um valor maior do que recebeu, por causa da taxa de juros.

Descubra qual a taxa de juros do FIES, como funciona o programa e quanto você terá de devolver caso use o FIES para pagar a faculdade!

Taxa de juros do FIES

O FIES cobra juros de 6,5% ao ano, uma das taxas mais baixas do mercado. Outros produtos financeiros, como cartões de crédito por exemplo, cobram juros de quase 300% ao ano.

Apesar de ser uma taxa considerada baixa, o estudante que pede o FIES precisa estar ciente de que vai pagar de volta um valor maior do que pediu emprestado para financiar a faculdade.

A partir de 2018, o FIES adota uma modalidade "juro zero", com número limitado e destinado a quem tem renda familiar mais baixa. Nesse caso, é importante lembrar que a dívida do financiamento, mesmo que não tenha juros, levará em conta a inflação do período. Mas não se preocupe. Também a partir de 2018, a parcela do FIES não poderá ultrapassar 10% da renda do estudante. Os detalhes sobre essa nova modalidade você encontra no edital do processo seletivo do qual vai participar.


Como funciona o FIES

A partir de 2015, o FIES limitou o número de vagas e instituiu um processo seletivo que usa a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para classificar os candidatos. Pode ser usada qualquer edição do Enem a partir de 2010, desde que o estudante tenha conseguido pelo menos 450 pontos na média geral das provas e não tenha zerado na redação.

Também é obrigatório cumprir requisitos de renda familiar.

Uma vez selecionado para obter o financiamento, o estudante precisa fazer um cadastro e levar uma série de documentos à faculdade e depois ao banco para assinar o contrato.

As condições do financiamento dependem do tipo de FIES, do ano em que foi contratado e das regras vigentes no período. Como o programa vem sofrendo mudanças constantes nos últimos tempos, o ideal mesmo é consultar as regras da edição do processo seletivo no qual você vai se inscrever.

Como calcular os juros do FIES

Calcular os juros do FIES seria uma tarefa relativamente simples. No entanto, por causa das características do funcionamento do FIES, se você fizer a conta sozinho poderá chegar a um resultado muito diferente da realidade.

Veja, por exemplo, o caso das parcelas trimestrais. Esses boletos são referentes aos juros do financiamento, mas possuem um teto de pagamento: o estudante só paga uma parcela a cada três meses e o valor não pode ultrapassar uma quantia determinada. Por isso, mesmo que os juros do FIES ultrapassem esse valor, o estudante paga apenas uma parte. O restante do valor referente aos juros entra na fase de quitação da dívida.

O melhor jeito de saber quanto você vai precisar pagar de volta para o FIES é fazer uma simulação do financiamento. Só assim é possível saber, mês a mês, quanto você precisará pagar em cada uma das fases do financiamento. Dependendo da edição do FIES, essa simulação fica disponível no site do programa.

Universidades que aceitam o FIES

O número de faculdades e de vagas disponíveis muda a cada edição do programa. Confira algumas das principais instituições de ensino que costumam participar do FIES:

Veja também: 
Financiamento Estudantil


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