A primeira edição do Programa Universidade para Todos de 2017 já começou. Do dia 31 de janeiro a 3 de fevereiro, milhares de estudantes entrarão na disputa por uma das 214 mil bolsas de estudos parciais e integrais que o Governo Federal oferece.

As bolsas são para faculdades particulares bem avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato pode disputar o benefício em duas modalidades: livre concorrência ou ações afirmativas (as famosas cotas) – desde que se encaixe no perfil solicitado.

Se você está com dúvidas em relação às cotas do ProUni 2017, veio ao lugar certo. Vamos explicar a seguir o que é preciso para disputar bolsa nessa modalidade, como é a concorrência (se é mais fácil ou mais difícil) e muito mais. Confira!


Antes de mais nada, veja se você pode concorrer ao ProUni 2017

Todos os candidatos que vão participar do ProUni precisam atender a certos requisitos do MEC, independentemente se irão entrar na disputa por meio de cotas ou livre concorrência.

As exigências principais são:

1. Não ter diploma de nível superior.
2. Ter feito o Enem 2016, com pelo menos 450 pontos na média das provas e nota acima de zero na redação.
3. Ter renda familiar bruta de até 1,5 salário mínimo por pessoa para concorrer a uma bolsa integral ou de até 3 salários para tentar uma parcial, que paga metade da mensalidade.
4. Ter feito todo o ensino médio em escola pública ou em escola particular como bolsista integral.

Alternativamente, também podem concorrer:
• Pessoas com deficiência
• Professores da rede pública de ensino

Quais são as cotas disponíveis no ProUni?

O ProUni oferece cotas para:
• Pessoas com deficiência
• Indígenas
• Pardos
• Pretos

As categorias de cor e raça são autodeclaratórias, ou seja, dispensam documentação comprobatória. Já as pessoas com deficiência têm que apresentar laudo médico comprovando sua condição.

Quantas vagas por cota o ProUni oferece?

Depende do local onde você vai disputar. O ProUni distribui bolsas ao cotistas com base nos dados do último censo do IBGE. Ou seja: o número de vagas para negros, pardos e indígenas corresponde à mesma proporção dessas pessoas na região onde vivem.

Se em determinado estado 45% da população é negra, então 45% das vagas do ProUni para aquela região serão direcionadas a essa população. O mesmo vale para indígenas e pardos.


Como escolher vaga por cota?

Ao acessar o sistema do ProUni durante o período de inscrições, dá para fazer uma pesquisa por todas as bolsas disponíveis. Na listagem que aparece, é possível ver quais são destinadas à livre concorrência e quais vão para as cotas.

Também dá para ver se a bolsa é integral (para quem comprova 1,5 salário mínimo por pessoa do grupo familiar) ou parcial (para quem tem renda familiar de até 3 salários mínimos).

O sistema ainda mostra a nota de corte para cada uma delas – ou seja, a pontuação mínima que é preciso ter no Enem para conseguir entrar.

Para verificar as bolsas disponíveis, acesse o site do ProUni http://prounialuno.mec.gov.br//consulta/publica durante o processo seletivo.


É mais fácil entrar por cotas?

Isso é lenda. As notas para entrar por meio de cotas são quase tão altas quanto as da livre concorrência – às vezes, inclusive, até superam. No ano passado, por exemplo, a diferença entre as duas modalidades foi de apenas 4% - praticamente nada.

O mais importante é verificar no sistema qual a pontuação mínima necessária (a nota de corte) e mudar de opção caso não tenha nota mais alta que os demais concorrentes.

Cotista tem tratamento diferenciado?

Não! Para concorrer na modalidade de cotas é preciso atender a todos os requisitos do ProUni, como qualquer candidato, e além de tudo se encaixar no perfil da vaga.

Embora as cotas raciais sejam autodeclaratórias, no ato da inscrição o candidato que tiver fraudado o sistema terá a vaga cancelada.

Onde estudar com bolsa do ProUni

Conheça algumas instituições bem avaliadas pelo MEC que participam do ProUni!


Veja também:
Notas de Corte ProUni 2017

Vai entrar na disputa por meio de cotas? Conte para a gente!