O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é um programa do governo federal que amplia o acesso à educação superior em todo o Brasil.

Criado inicialmente para atender a todo mundo que queria fazer uma faculdade particular mas não tinha condições financeiras, o programa foi passando por uma série de modificações ao longo dos anos e hoje se tornou um tanto mais restrito.

Se você está pensando em participar do programa, veja agora quem tem direito ao FIES, os requisitos para participar, as mudanças efetuadas ao longo dos anos e algumas faculdades bem legais para levar em conta na hora de usar o financiamento!


Quem tem o direito de participar do FIES?

Desde que foi criado, no final da década de 1990, o FIES já sofreu muitas e muitas modificações.

A mais drástica, no entanto, foi a que incluiu uma etapa de seleção dos candidatos, em 2015.

Agora, tem direito a concorrer a uma vaga do FIES quem atender aos seguintes critérios:

• Ter feito qualquer edição do Enem a partir de 2010, com desempenho de pelo menos 450 pontos na média das provas e nota acima de zero na redação.
• Comprovar renda familiar bruta mensal de até cinco salários mínimos por pessoa.

O FIES tem um número limitado de vagas de financiamento. Para conseguir uma é preciso concorrer com outras pessoas. Sai na frente na disputa quem tiver as maiores notas no Enem.


Como o FIES pode ser usado?

O FIES ajuda a bancar os custos das mensalidades de uma faculdade particular. Pode ser utilizado em cursos de graduação de várias áreas do conhecimento. O governo e a instituição de ensino têm um acordo para o pagamento do valor, o dinheiro não passa pela mão do estudante.

O benefício na verdade é um crédito estudantil. O diferencial é que os juros são bem abaixo do valor do mercado – de 0% a 6,5% - e o prazo para quitar a dívida pode se estender por vários anos.

É uma vantagem e tanto para quem não pode mais adiar nem por um minuto o sonho de fazer uma faculdade e ter mais chances no mercado de trabalho.

Enquanto estiver cursando a graduação, o estudante só precisa pagar uma pequena taxa trimestral. A dívida do FIES só vai começar a ser quitada depois da formatura.

O FIES pode ser encontrado em faculdades por todo o Brasil. Por enquanto, o programa só pode ser usado em cursos presenciais.

A seleção para o financiamento acontece duas vezes ao ano, no início de cada semestre letivo. A inscrição é totalmente gratuita e feita exclusivamente pelo site oficial do FIES Seleção. http://fiesselecao.mec.gov.br/


As mudanças mais recentes do FIES

Em julho de 2017 o Governo Federal anunciou novas mudanças no FIES – muitas delas bem positivas.

A principal alteração aconteceu justamente no item que trata de quem direito ao programa. O FIES ampliou um pouco sua abrangência e agora a renda familiar bruta mensal para participar passou de três para cinco salários mínimos por pessoa.

Mas as mudanças vão muito além disso. Conheça:

• O Governo mudou o tempo de carência que o candidato tinha antes de começar a pagar as mensalidades do financiamento. Antes a conta começava a ser cobrada depois de um intervalo de 18 meses após da formatura. Agora, é debitada a partir do momento em que o beneficiário consegue um emprego.

• Agora existem três novas categorias de financiamento (FIES 1, 2 e 3), cada uma direcionada a determinado público-alvo.

• O FIES 1, por exemplo, é para candidatos com renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa. O que muda aqui é o financiamento a juro zero – uma super novidade anunciada pelo Governo! O melhor de tudo é que cerca de um terço das vagas do FIES serão destinadas a essa categoria.

• O FIES 2 será direcionado aos candidatos que vivem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. A ideia é beneficiar os locais que têm mais carência de profissionais de nível superior. Para participar é preciso ter renda familiar bruta mensal de até cinco salários mínimos por pessoa. Nesta categoria os juros serão de mais ou menos 3%.

• O FIES 3 deve ter juros de 6,5%, aproximadamente, e será voltado a quem tem renda familiar bruta mensal de até cinco salários mínimos por pessoa.

• O programa deixou de ter limite no valor da mensalidade financiada, que antes era de R$ 5 mil.

Quem está com nome sujo tem direito ao FIES?

O FIES pode ser solicitado por candidatos com nome sujo, desde que atendam a algumas restrições impostas pelo Governo.

O problema é complexo. Os bancos que fazem o empréstimo exigem uma série de documentos, além da presença de um fiador – a pessoa que vai “garantir” que as parcelas serão pagas. Normalmente, o FIES tem mais de uma modalidade de fiança para quem não tiver restrições de crédito.

Quem estiver com o nome sujo só vai poder contratar o FIES nas seguintes circunstâncias:

• Solicitar o benefício em algum curso de licenciatura (para formação de professores).
• Ter renda familiar bruta mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa.
• Ser beneficiário de uma bolsa parcial do ProUni e estiver contratando o FIES para financiar a outra metade do curso.

Qualquer que seja o motivo, o FIES vai exigir que o candidato com o nome sujo use um sistema de fiança chamado Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC), também conhecido como Fundo Garantidor.

Ah, o Fundo Garantidor só estará disponível caso a faculdade escolhida tenha aderido a essa modalidade.

O passo a passo para quem busca o FIES, independentemente de nome sujo ou limpo, é o mesmo. Não muda nada no processo seletivo. O candidato só terá que lidar com a questão do nome sujo quando chegar na última etapa de aprovação do financiamento, que é feita no banco.

O FIES não será concedido ao candidato que esteja inadimplente com o Programa de Crédito Educativo (PCE/CREDUC) do Governo Federal.


É difícil conseguir o FIES?

A resposta a essa pergunta depende muito do curso escolhido pelo candidato.

Aqueles super concorridos em outros processos seletivos, como Medicina, Direito, Psicologia e Odontologia, por exemplo, não mudam em nada por aqui. Para passar na maioria deles vai ser preciso apresentar uma boa nota no Enem.

Em muitos outros dá para entrar com pouco mais do que a nota mínima exigida, que é de 450 pontos na média das provas e não ter zerado na redação.

O segredo é ir acompanhando as mudanças nas notas de corte – a pontuação mínima necessária para passar – que vai mudando todos os dias no sistema do processo seletivo.

Caso o candidato tenha pontuação abaixo da nota de corte, poderá mudar a opção de curso por uma vaga que aceite desempenho menor.


Onde usar o FIES

Por lei, o FIES só pode ser usado em faculdades bem avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC). Ou seja: pode ir sem medo porque o investimento irá se reverter em bons frutos no mercado de trabalho mais adiante.

O candidato pode escolher entre os milhares de cursos disponíveis todos os anos – são mais de 300 mil vagas por ano em todo o país, somando as duas edições.

A gente separou algumas faculdades bem cotadas que trabalham com o FIES para você já ter em mente antes mesmo de entrar no processo seletivo.

Conheça:

Centro Educacional Anhanguera (ANHANGUERA)
Universidade Estácio de Sá (UNESA) 
Centro Universitário UNISEB (UNISEB-Estácio)
Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL) 
Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) 
Universidade de Franca (UNIFRAN) 
Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) 
Faculdade Pitágoras (PITÁGORAS) – em Minas Gerais
Faculdade Unime (UNIME) – na Bahia


Veja também:
10 dicas para quem vai pedir o FIES

E aí, você se encaixa no perfil de quem tem direito ao FIES? Conte aqui para a gente qual curso você gostaria de financiar e onde quer estudar!