Ainda não inventaram uma forma de financiar os estudos tão interessante quanto a oferecida pelo FIES.

Com juros baixos e prazo generoso para pagamento da dívida, o financiamento estudantil patrocinado pelo governo federal é uma boa para quem não quer adiar o sonho e fazer uma faculdade mas enfrenta dificuldades para arcar com os custos.

Não é à toa que programa já beneficiou mais de dois milhões de estudantes desde que foi criado, em 1999.

Só que nesses quase 20 anos de existência o FIES mudou, e mudou bastante. Inclusive, há pouco tempo passou por uma reformulação bem radical.

Para esclarecer as principais dúvidas, a gente foi atrás do que mudou e quem irá se beneficiar com as novas regras do FIES. Se você está pensando em participar da próxima edição do programa, fique aqui com a gente!


O que mudou no FIES

Em meados de 2017 o Ministério da Educação (MEC) resolveu mexer mais uma vez no FIES. A ideia foi adaptar o programa à nova realidade econômica brasileira.

Agora o FIES passou a ter três categorias de financiamento, mudou o formato de pagamento das mensalidades e começou a aceitar candidatos com renda familiar um pouco mais alta.

Veja todos os detalhes a seguir!


Quem pode participar do novo FIES

A partir do primeiro semestre de 2018 pode participar do FIES quem tiver renda familiar bruta mensal de até cinco salários mínimos por pessoa. Antes, o benefício estava restrito a quem tinha renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa.

O outro requisito de participação continua sendo a nota do Enem. Para entrar na disputa o candidato precisa apresentar, obrigatoriamente, desempenho igual ou superior a 450 pontos na média das provas e nota acima de zero na redação. Pode ser usada qualquer edição do exame a partir de 2010 – na verdade o próprio sistema de seleção irá escolher a nota mais alta, caso o interessado tenha feito o Enem mais de uma vez.


As novas categorias de contrato do FIES

Agora o FIES está dividido em categorias. São três tipos diferentes de financiamento, cada um destinado a um público específico.

Veja em qual deles você se encaixa:

FIES 1 – Este tipo de financiamento é direcionado a quem tem renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa. A imensa vantagem é que o benefício será concedido a juro zero – uma grande novidade do FIES! O MEC estima que pelo menos um terço de todos os financiamentos que devem ser concedidos por ano serão para esse perfil.

FIES 2 – O FIES 2 tem como público-alvo os moradores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste que apresentem renda familiar bruta mensal de até cinco salários mínimos por pessoa. O objetivo é equiparar o nível de formação superior em todo o Brasil, com incentivo aos locais que mais precisam. Os juros cobrados serão de 3% ao ano.

FIES 3 – O terceiro formato é o que mais se assemelha ao FIES que conhecíamos até 2017, com exceção do critério de renda familiar bruta mensal, que passa a ser de até cinco salários mínimos por pessoa. Os juros devem ficar na casa dos 6,5% ao ano.


 

A nova forma de pagamento do FIES

Até 2017, quem conseguia o FIES ganhava um período de carência de 18 meses (um ano e meio) após a formatura para começar a pagar as parcelas referentes ao financiamento.

Com as mudanças no FIES, o MEC pensou em outra forma de tornar o programa mais inteligente e reduzir a inadimplência.

As parcelas agora vão chegar a partir do momento que o estudante concluir o curso e começar a trabalhar.

Caso tenha emprego formal, o valor será descontado automaticamente da folha de pagamento. A mensalidade não deve ultrapassar o equivalente a 10% da renda. O mesmo acontece caso o participante resolva abrir sua própria empresa. Em ambos os casos, as cobranças serão feitas usando um sistema do governo chamado “eSocial”.

No caso de não conseguir um trabalho ao se formar, o participante do FIES vai continuar pagando a mesma taxa trimestral que já pagava ao longo do curso.


O processo seletivo para conseguir o FIES também mudou?

O processo seletivo para quem pensa em buscar o FIES continua o mesmo, com um porém: por ter se tornado mais abrangente (lembre-se de que agora pode participar quem tem renda familiar bruta mensal de até cinco salários mínimos por pessoa), é bem provável que a concorrência fique ainda mais acirrada.

O FIES continuará a ter duas edições por ano. A do primeiro semestre, que geralmente ocorre entre o final de janeiro e o início de fevereiro, distribui a maior parte dos benefícios.

A edição do segundo semestre ocorre entre o final de julho e o início de agosto, com um número menor de financiamentos.

O critério de seleção continua sendo a nota no Enem. Quanto mais alta, maiores as chances de garantir o FIES.

Depois que consegue ser pré-aprovado, o candidato ainda precisa encarar três outras etapas:

• Cadastro detalhado no sistema de financiamento, o SisFIES.
• Apresentação de documentos para validação junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da faculdade onde conseguiu o financiamento.
• Formalização do contrato de financiamento em uma agência bancária conveniada.

Onde fazer um curso com o novo FIES

O número de faculdades particulares que participam do FIES é imenso. Elas estão presentes em todas as regiões do país e oferecem cursos em diferentes áreas do conhecimento.

Por lei, o benefício só pode ser oferecido em instituições que tenham o selo de qualidade do governo federal. Em outras palavras, ela precisam ter obtido avaliação positiva nos rigorosos critérios de análise do Ministério da Educação (MEC).

Tudo isso assegura que seu dinheiro será investido em garantir um futuro profissional melhor, com mais oportunidades de obtenção de renda e crescimento na carreira.

Uma das formas de se dar bem na seleção por um financiamento estudantil é, além de apresentar uma boa nota no Enem, conhecer bem a faculdade onde deseja estudar. Pensando nisso, a gente separou algumas instituições bem avaliadas que participam do FIES.

O número de cursos disponíveis em cada uma delas pode mudar de semestre para semestre. Conheça nossas sugestões:

Centro Educacional Anhanguera (ANHANGUERA) 
Universidade Estácio de Sá (UNESA) 
Centro Universitário UNISEB (UNISEB-Estácio)
Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL) 
Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) 
Universidade de Franca (UNIFRAN) 
Faculdade Pitágoras (PITÁGORAS) – em Minas Gerais 

Veja também:
Quantos pontos preciso tirar no Enem pra conseguir o FIES?


Tirou todas as suas dúvidas em relação às novas regras do FIES? Vai tentar um financiamento? Conte para a gente aqui nos comentários!