Todos sabem que o mercado de trabalho está muito competitivo. Existem no Brasil cerca de quatro milhões de estudantes universitários. A economia tem crescido lentamente nos últimos vinte e cinco anos, criando poucos empregos de qualidade.

Milhares de jovens saem todo ano em busca do primeiro emprego, mas há poucos empregos de qualidade sendo oferecidos. Vivemos uma época de inflação de diplomas, onde só os muito bem formados alcançam o sucesso profissional.

As portas de entrada no mercado de trabalho

Os concursos para trainee são o caminho para entrar em grandes empresas, nacionais ou multinacionais. São concursos muito concorridos: há dez, vinte, trinta mil candidatos para dez ou quinze vagas. Em geral, esses concursos começam com provas de língua portuguesa e inglesa, de lógica e de conhecimentos do Brasil e do mundo.

Passam, em seguida, a uma avaliação da formação profissional e culminam em dinâmicas de grupo. As dinâmicas de grupo avaliam certas qualidades do candidato: iniciativa, liderança e capacidade para trabalhar em grupo, competência para pensar e resolver problemas concretos.

Os concursos públicos são o caminho para alcançar um bom emprego no governo.
O emprego público na área jurídica é atrativo há muitos anos: concursos para juiz, promotor, procurador, por exemplo, são disputadíssimos. Há milhares de candidatos e poucas vagas que freqüentemente nem chegam a ser preenchidas por falta de profissionais qualificados.

A novidade é que os empregos públicos ficaram muito atrativos em outras áreas como, por exemplo, no Banco Central, no BNDES, na Secretaria do Tesouro Nacional e nas Secretarias Estaduais de Fazenda.

O jovem profissional pode ainda abrir seu próprio negócio. Atenção: é muito difícil começar seu próprio negócio: 93% das novas empresas morrem antes de completarem três anos. Ser empresário ou ter seu próprio escritório exige um bom projeto e uma grande competência.

Finalmente, há os que vão trabalhar na empresa familiar. Nas condições econômicas do Brasil é difícil manter a empresa ativa por várias gerações.

Hoje em dia os filhos têm que estar muito bem preparados para no futuro sucederem a seus pais.

Quem é o Profissional de Elite

O profissional de elite deve reunir competências pessoais e ter uma formação completa.
As empresas têm buscado estruturas cada vez mais enxutas, dinâmicas, ágeis e competitivas. A tecnologia de informação conecta as pessoas, facilitando a comu-nicação e a troca de experiências profissionais.

No século passado, um gerente tinha que ser um chefe: ele mandava, controlava, punia e cobrava. Hoje, o gerente precisa ser um líder, capaz de influenciar, orientar, argumentar, conversar muito bem com as pessoas da sua equipe. Sobre-tudo ser capaz de gerenciar a sua própria credibilidade.

É muito diferente ser chefe e ser líder. As competências de liderança demoram muito mais tempo para serem desenvolvidas. O trabalho em equipe tem se intensificado nos últimos anos e de uma forma muito importante. Por isso é fundamental saber se relacionar com pessoas diferentes, de estilos diferentes.

O profissional precisa ter a cabeça organizada, pronta para lidar com situações de grande complexidade, trazendo respostas novas a um mundo de muita incerteza e muita mudança. Ele precisa criar, inovar, comunicar-se muito bem, relacionar-se com pessoas diferentes, adaptar-se, ter iniciativa e aprender sempre. Buscar novas oportunidades, novos mercados, novas necessidades do cliente e novas perspectivas na carreira.

Formação completa

Formação completa significa, primeiro, um domínio completo das línguas – português, obviamente, e inglês. Segundo, ter domínio completo das técnicas de sua área profissional. Terceiro, ter uma visão integrada de sua área de trabalho. Quarto, conhecer o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Quinto, atualizar-se constantemente e ter uma elevada capacidade de adaptação.


Conselho ao Vestibulando

Imagine-se daqui a dez anos: trabalhando na profissão que escolheu, desenvolvendo projetos interessantes e desafiadores, sendo bem remunerado.
Só os mais bem preparados entram com o pé direito no mercado de trabalho e têm perspectivas de êxito profissional.