No dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel, filha de dom Pedro II, assinou a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil.
Desde o período colonial, o trabalho escravo, associado à grande propriedade rural, esteve na base da economia brasileira.
A escravidão começou a declinar em 1850, com o fim do tráfico de escravos. Entretanto, a campanha abolicionista só tomou impulso a partir de 1870, quando setores de uma classe média emergente, formada por intelectuais, militares, pequenos empresários, advogados, jornalistas e outros profissionais liberais, começaram a se mobilizar pelo fim da escravidão.
Para esses setores, que se beneficiavam da prosperidade urbana e da educação, a escravidão era tida como uma deformação que provocava atraso econômico e degradação social.
O governo imperial tentava administrar a questão fazendo com que a abolição acontecesse de forma gradual, para não descontentar os políticos que eram também latifundiários ou que representavam os interesses do regime.
Assim, entre a primeira e a última das três leis abolicionistas, dezessete anos se passaram. Porém, quando a campanha abolicionista ganhou ruas e tornou-se um movimento de massas, engrossado pelos próprios escravos, o Império teve de ceder. A Lei Áurea foi assinada em 1888, quando em todos os outros países do continente já não havia mais escravidão.
A Abolição desagrada os poucos aliados do governo
No final da década de 1880, tudo se encaminhava para a mudança de regime do governo. A República era apenas uma questão de tempo.
Os fazendeiros que ainda apoiavam o governo imperial, como os cafeicultores do Vale do Paraíba e os fazendeiros do Nordeste, sentindo-se prejudicados com a assinatura da Lei Áurea, abandonaram o imperador e foram procurar apoio na alta direção militar para formar uma aliança republicana.
A campanha abolicionista
A campanha abolicionista comportou divergências e diferenças de atuação entre moderados e radicais. Embora alguns abolicionistas fossem a favor do trabalho assalariado, temiam que a libertação dos escravos pusesse em risco a grande propriedade.
Assim, os chamados moderados defendiam na imprensa e nas tribunas que a libertação fosse feita em etapas. Um deles era o deputado monarquista Joaquim Nabuco, que pregava a abolição por meios pacíficos e legais. Em 1880, no Rio de Janeiro, Joaquim Nabuco fundou com José do Patrocínio, jornalista e escritor de origem negra, a Sociedade Brasileira contra a Escravidão, que estimulava a criação de associações similares por todo o país.
Os abolicionistas mais radicais, como Luís Gama, ex-escravo, jornalista e advogado, atuou na imprensa e em campanhas de alforria de africanos que entraram no país através do tráfico clandestino e que, portanto, foram escravizados ilegalmente.
A corrente radical apoiava as rebeliões e fugas de escravos das fazendas, cada vez mais freqüentes. As idéias abolicionistas conquistaram adeptos nas grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife, e a escravidão era apontada nos meios acadêmicos e militares como a causa do atraso econômico do país.
O poeta baiano Castro Alves alcançou projeção nacional com seus versos abolicionistas, sendo chamado poeta dos escravos. Em 1884, os abolicionistas conseguiram grandes vitórias: foi extinta a escravidão nas províncias do Ceará, Amazonas e em alguns municípios da província do Rio Grande do Sul.
A campanha abolicionista, porém, não foi feita apenas de grandes nomes que passaram para a história do país.
Há registros na imprensa da época da intensa participação de populares, numa rede de solidariedade à causa da abolição: no Ceará, jangadeiros negavam-se a transportar escravos para dificultar os negócios dos traficantes, mesmo que esses lhes oferecessem altos preços; militares recusavam-se a perseguir escravos fugidos; mascates ajudavam na distribuição dos panfletos a favor da abolição; ferroviários escondiam negros nos trens ajudando-os nas fugas.
Alguns grupos, como os caifazes, de São Paulo, liderados por Antônio Bento, chegavam a infiltrar-se nas senzalas para organizar a fuga dos escravos.
As leis abolicionistas
Em 17 anos, o Brasil teve três leis abolicionistas. Conheça-as:
Lei do Ventre Livre (Lei Rio Branco), de 28 de setembro de 1871. Elaborada e aprovada pelo gabinete conservador do Visconde do Rio Branco. De acordo com essa lei, os filhos de escravos nascidos a partir da data de sua aprovação eram considerados livres. No entanto, ela mantinha o direito dos senhores ao trabalho dessas crianças até os 21 anos.
Lei dos Sexagenários (Lei Barão de Cotegipe), de 28 de setembro de 1885. Foi elaborada pelo gabinete liberal de José Saraiva e promulgada pelo gabinete conservador do Barão de Cotegipe.
Essa lei tornava livres os escravos com mais de 60 anos, depois de três anos de trabalho, e libertava imediatamente os que tivessem mais de 65. Na verdade, a lei favorecia os fazendeiros, pois eles se livravam dos poucos escravos que chegavam a essa idade e já não tinham mais condições de trabalhar.
Lei Áurea, de 13 de maio de 1888. Foi elaborada pelo gabinete conservador de João Alfredo e sancionada pela princesa Isabel, durante a ausência do imperador Pedro II, que se encontrava em viagem pela Europa. A lei determinou a libertação imediata dos escravos, que na época calculava-se em torno de 700 mil.
15 Comentário para "A ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA" 
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disse isso em 03 Apr 2008 4:50:30 PM US Mountain Standard Time
tudo que eu precisava tem aqui
sempre quando eu precisar eu entro nesse site |
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disse isso em 15 May 2008 12:42:02 AM US Mountain Standard Time
eu achei mt legal pois aprendi mt com isso não foi ó eu que aprendi não minha familia toda
eu que não sabia quase nada da história brasileira coisa q eu não dava a minima mas agora q eu to mi enteressando muito mas pela história brasileira .. por que afinal essa é a minha história é é história do nosso brasil!!! bom é isso q eu achei continue assim por que assim vai longe bjinnn ass:gabryella martins |
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disse isso em 15 May 2008 11:20:00 PM US Mountain Standard Time
è muito maneiro saber mais um pouco da historia do Brasil
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disse isso em 16 May 2008 10:04:31 PM US Mountain Standard Time
Oie...esse site eu achei muito legal...
Pois aprendi muitas coisas que eu naum sabia antes.... e agora tow bem imformada... hehehehehehehehe é serio aprendi muito.... |
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disse isso em 11 Jun 2008 8:57:14 PM US Mountain Standard Time
EU GOSTEI DESSE SITE
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disse isso em 14 Jun 2008 7:16:43 PM US Mountain Standard Time
muito ruin.nao gostei.
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disse isso em 07 Jul 2008 4:17:56 PM US Mountain Standard Time
Parabens!!!é so o que tenho a dizer
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disse isso em 14 Jul 2008 12:41:36 PM US Mountain Standard Time
legal vai ajudar no trabalho da escola
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disse isso em 15 Sep 2008 9:31:25 PM US Mountain Standard Time
muito bom tudo q eu precisava tava ai
Obrigada |
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disse isso em 16 Sep 2008 12:12:02 PM US Mountain Standard Time
Quero destacar algo que vai além de uma informação bem formulada. O texto permite a possibilidade de se esclarecer através de perguntas muitos interesses por traz da história brasileira.
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disse isso em 21 Oct 2008 6:40:59 PM US Mountain Standard Time
eu gostei da historia e é legal
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disse isso em 26 Oct 2008 7:33:08 AM US Mountain Standard Time
tiipo, esse siate esta com informaçoes mtt preciisas eu gosteii, era diisso que eu preciisava, mas a linguagem podiia ser menos formal :)
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disse isso em 27 Oct 2008 2:58:16 PM US Mountain Standard Time
me ajudou bastante. :D
tudo que eu queria tava ae. =X Obrigada mesmo. :* |
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disse isso em 08 Nov 2008 3:37:52 PM US Mountain Standard Time
me ajudou muito, eu tinha esquecido o meu material no colégio, e teria prova na 2 feira , me ajudou bastante.obrigado tchau.
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disse isso em 17 Nov 2008 3:35:28 PM US Mountain Standard Time
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