“Não mudamos para facilitar a vida do aluno”, justifica o presidente da CVU, Doherty Andrade. “A universidade espera um certo perfil do futuro aluno e isto não estava ocorrendo”, argumenta. Ele cita que nada impede novas mudanças nas próximas edições, pois a universidade tem foco em questões como cidadania e pesquisa, e pode buscar destacar isso no perfil do acadêmico.
Andrade diz que o sistema de questões discursivas com um único texto na redação colocava na universidade alunos que não estavam preparados para fazer crítica ou análise; além disso, as disciplinas não pedem textos narrativos ou discursivos nas aulas.
Já a redação agora cobra mais raciocínio e análise, e o vestibulando tem de escrever de dois a quatro textos entre dez gêneros. As mudanças pretendem melhorar o perfil do aluno da UEM e adequá-lo ao que é pedido pelos professores em sala de aula.
O novo modelo já provoca polêmica nos cursinhos pré-vestibulares e é questionado. “Acho que é problemático porque temos professores recém-formados que não trabalharam com somatória, e também é difícil para os vestibulandos”, avalia o coordenador do Colégio Universitário de Maringá, César Sperandio.
O colégio prepara uma média de 150 alunos para o vestibular, pesquisou modelos de provas semelhantes em universidades do Paraná e São Paulo e já está aplicando simulados com a somatória e redações variando os gêneros de textos.
Já para o diretor do Colégio Nobel, Carlos Anselmo Correa, as mudanças vão beneficiar os alunos que se prepararem melhor. “No cursinho, o estudante se prepara para diversas faculdades e modelos de provas”, considera, citando que a prova de somatória é mais difícil que a discursiva.
Todas as provas serão corrigidas
Assim, quem não se classificava ficava sem saber como foi seu desempenho no geral. Agora, todos os vestibulandos terão seus exames corrigidos.
A correção e divulgação da classificação de todos os candidatos seguem normas de uma lei federal que obriga as instituições a publicar a classificação de todos os candidatos. Para o diretor do Colégio Nobel, Carlos Anselmo Correa, isso chega a ser mais importante que as mudanças no formato da prova. “Era uma injustiça não corrigir a prova de todos”, afirma. (AI)


