As bactérias são os mais pequenos e mais antigos organismos conhecidos: o seu diâmetro varia entre 0,5 e 10 milésimos de milímetro, e o seu aparecimento na Terra data de há mais de 3,4 mil milhões de anos.

A extraordinária adaptabilidade, que lhes permite alimentar-se de todo o tipo de substâncias, aliada à grande velocidade de replicação, faz com que as bactérias sejam a forma de vida mais difundida no nosso planeta: estima-se que a sua massa corresponda a um valor 5 a 25 vezes superior à de todos os animais terrestres e marinhos no seu conjunto.

As bactérias são organismos procariontes e, por isso, não têm núcleo e possuem um único cromossoma em forma de anel. Para se reproduzirem, recorrem a um processo muito mais simples do que o utilizado pelos eucariontes: aumentam de volume e duplicam o ADN; em seguida, a membrana plasmática reduz-se aproximadamente para metade, fecha-se e separa as duas células-filhas.

Alguns tipos de bactérias têm capacidade para trocar entre si parte do seu património genético, à semelhança do que fazem os organismos que se reproduzem sexualmente. Isso acontece, por exemplo, quando duas bactérias se aproximam e uma das duas duplica uma parte do seu ADN, transferindo-o para a outra mediante um pequeno canal de ligação.

Desta forma, a bactéria receptora pode adquirir novas capacidades, como por exemplo a resistência a determinados antibióticos. Condições ambientais que lhes sejam desfavoráveis podem impedir a proliferação das bactérias, ou até matá-las.

Para se defenderem, algumas delas podem transformar-se em esporos, ou seja, recobrir-se de várias camadas de materiais resistentes a agressões químicas ou ao calor e, nalguns casos, até à fervura.

Alguns esporos que ficaram milhões de anos em depósitos fósseis, germinaram após terem sido colocados num ambiente adequado.


Colaboração: in Gallavotti, B. 1997. Segredos da Vida. DoGi. Itália.