O conflito árabe-israelense iniciou-se na época de descolonização (fim da Segunda Guerra Mundial) pela autodeterminação do Estado de Israel e, posteriormente, o relacionamento do Estado israelense com seus vizinhos árabes e principalmente com o povo palestino, que reivindica o estabelecimento de seu prórprio Estado. 

Cronologia

Período/Ano Acontecimentos
A partir de 1897 Fundado o movimento sionista. Os judeus voltam para a região da Palestina
1917 Declaração de Balfour e ocupação britânica de Jerusalém
De 1918 até 1939 Após o fim do Império Otomano, o protetorado da Palestina ficou sob o governo do Reino Unido. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, mais judeus voltam a Palestina.
1919 Acordo Faisal-Weizmann
1947 A ONU propõe a divisão das terras Palestinas entre judeus e árabes, com a proporção maior e mais rica para os judeus, o que os palestinos rejeitam.
1948 Os britânicos saem da região e os judeus proclamam o Estado de Israel, momento no qual o conflito se amplia, na Guerra árabe-israelense ou Guerra de independência de Israel. Egito, Jordânia,Líbano, Síria e Iraque atacam a região do Estado de Israel para conquistar território. O Egito ocupa a região da Faixa de Gaza e a Jordânia as regiões da Cisjordânia e Jerusalém oriental, e os Palestinos ficam sem território.
1956 Guerra de Suez
1964 Os Palestinos criam a OLP
1967 Guerra dos Seis Dias, quando Israel ocupa as regiões da Faixa de Gaza, Monte Sinai, Colinas de Golã, Cisjordânia e Jerusalém orinetal, e muitos palestinos refugiam-se em outros países.
1973 Guerra do Yom Kippur
1973 Guerra do Sinai
1977 a 1979 Israel e Egito negociam um acordo de paz e a região de Sinai é devolvida para o Egito
1982 Israel invade o Líbano.
1987 Início da primeira Intifada
1988 O Conselho Palestino renuncia à Intifada e aceita o Plano de Partilha da ONU.
1993 Com o Acordo de Paz de Oslo, foi criada a Autoridade Palestina sob o comando de Yasser Arafat
2000 Inicia-se o segundo levante da Intifada, após visita de Ariel Sharon ao Monte do Templo.
2001 Ariel Sharon é eleito primeiro ministro do Estado de Israel
2002 Início das negociações do processo de paz denominado de "Road map for peace", com a participação dos Estados Unidos, Nações Unidas, Rússia e União Européia.
2004 Início da construção do Muro da Cisjordânia, com ocupação de parte dos territórios palestinos
2004 Yasser Arafat morre e deixa o cargo da Autoridade Palestina para o eleito Mahmud Abbas. Israel destrói assentamentos palestinos na Faixa de Gaza
2005 Israel retira suas tropas da Faixa de Gaza com a Lei de Implementação do Plano de Evacuação

O Hezbollah

O Hezbollah (Partido de Deus), é um grupo de extremistas islâmicos que atuava originalmente apenas no Líbano, nasceu como uma milícia islâmica após a invasão israelense no Líbano em 1982.

A atual crise entre Israel e Líbano
 
Bombardeios de Israel já mataram dezenas de civis
O Oriente Médio mergulhou em uma nova crise. O jornalista da BBC Tarik Kafala explica os principais pontos da crise.

Como começou a mais recente crise?
O ataque do grupo xiita libanês Hezbollah em Israel – em que oito soldados israelenses foram mortos, e dois, capturados – foi encarado como uma ação surpreendente e provocativa. Alguns dizem que o objetivo do Hezbollah era testar o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que é inexperiente em crises militares.

O líder do grupo libanês, Hassan Nassrallah, disse que os soldados foram capturados como forma de pressionar o governo de Israel a soltar milhares de prisioneiros palestinos.A ação é uma manifestação clara de solidariedade aos militantes palestinos de Gaza que mantêm capturado um soldado israelense desde o dia 25 de junho.

Como Israel reagiu?
Israel está combatendo em duas frentes. Autoridades israelenses consideraram a invasão do Hezbollah como um “ato de guerra” e responderam com bombardeios aéreos, um ataque terrestre e um bloqueio marítimo, ameaçando lançar operações que “farão o tempo voltar 20 anos no Líbano”.

O objetivo parece ser, como em Gaza, pressionar o governo e a população do Líbano. O número de civis libaneses mortos é alto, com severos danos na infra-estrutura das cidades. Estradas, usinas de energia elétrica e o aeroporto internacional foram atingidos. Os ataques de Israel que não visam instalações do Hezbollah são, no mínimo, uma forma de punir a população.

A resposta de Israel provocou críticas internacionais, que não devem ser ouvidas pelo governo. O Hezbollah continua lançando foguetes contra Israel. Haifa, a terceira maior cidade do país, já foi atingida.