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ARQUEOLOGIA ENFOCA A PRESERVAÇÃO
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Arqueologia e Museologia chegaram para mudar a idéia de que essas profissões são voltadas para o passado.
Pesquisas sobre povos antigos e sociedades secretas, buscas por vestígios que levem à resolução de mistérios do passado, estudos para preservar a integridade do patrimônio cultural, histórico e pré-histórico do País, além de inúmeras expedições. Esse poderia até ser o roteiro perfeito para mais um filme de Indiana Jones, mas quem disse que a rotina de um arqueólogo não tem suas aventuras? Embora o caráter documental seja mais presente no dia-a-dia desse profissional e a vida real seja bem menos glamurosa do que a cinematográfica, a arqueologia também tem seus atrativos. E o novo curso da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) veio para inovar, buscando o reconhecimento de uma área essencial para o desenvolvimento do Estado.
O bacharelado em arqueologia vai oferecer 30 vagas anuais para os candidatos ao vestibular e terá duração de quatro anos. A ênfase será na formação de profissionais para a pesquisa e contribuição com a integridade, preservação e restauração do patrimônio cultural, histórico e pré-histórico do País e, principalmente, da região.
Para Ana Catarina Torres, vice-coordenadora do curso, diversas opções oferecem oportunidade de emprego para esse profissional, mas a arqueologia de contrato - prestadora de serviço - é a mais visada. “Nos últimos anos a atuação dos arqueólogos vem crescendo em todo o País. A UFPE já possui o programa de pós-graduação em Arqueologia - mestrado e doutorado - e por isso resolvemos implantar esse curso promissor”, explica a vice-coordenadora.
Para oferecer suporte aos estudantes, 19 professores e técnicos serão contratados, oito ainda para este ano. E, no aspecto estrutural, as obras para a construção do laboratório de arqueometria já começaram. Nessa oficina serão realizadas análises químicas e físico-químicas dos materiais de estudo.
Segundo Ana Catarina Torres, o intuito da formação superior nesse departamento diz respeito, principalmente, ao reconhecimento legal da arqueologia. “Normalmente quem atua com isso é formado em outros cursos e fez a especialização na área. Queremos profissionais mais preparados no mercado, ajudando na luta pela regularização da profissão”, ressalta.
Entrevista - Paulo Tadeu, Arqueólogo
Qual a atual situação da arqueologia em Pernambuco?
Moramos em um Estado maravilhoso e propício ao desenvolvimento da profissão. Mas, apenas três equipes de arqueólogos atuam: a da UFPE, Unicap e Fundarpe. O que dificulta é que as pessoas confundem até um caco de louça com um artefato arqueológico.
E qual é à discussão em relação a nova graduação?
A complexidade está no fato de existirem duas arqueologias bem distintas, a acadêmica e a de contrato, voltada para o mercado de trabalho. Sou a favor da arqueologia dentro da universidade, mas você tem que adequar a pessoa à realidade do mercado.
Quais as possíveis áreas de atuação de um arqueólogo?
A lei dos crimes ambientais já inclui crimes arqueológicos, isso quer dizer que é preciso arqueólogos para trabalhar em praticamente todos os setores do desenvolvimento urbano. Podemos focar em Suape, no Bairro do Recife, nas malhas viárias, nos licenciamentos e estudos de impacto de vizinhança ambiental e até no lixão. Além das áreas que são tombadas como patrimônios, onde é preciso fazer análises. É um profissional que dá suporte ao arquiteto, administrador e ao engenheiro.
Piso salarial mínimo é de R$ 4.456
Muita sensibilidade, poder de observação, gostar de artes e ter afinidade com a área. As características primordiais para quem deseja ser um museólogo são fáceis de ser encontradas e não acarretam em dificuldades para os interessados. Entretanto, é altamente perceptível a diferença nas produções de um especialista formado e um curioso, ainda que esteja na área há tempos. Segundo a presidente do Fórum dos Museus de Pernambuco, Marilene Rubim, a criação de um curso de graduação em Museologia pela UFPE irá atender à significativa demanda profissional no Estado. “Além de atender aos interessados, o curso também fortalece a luta dos museólogos pela consolidação de uma carreira universitária criada em 1932 e regulamentada desde 18 de dezembro de 1984”, diz.
A profissão oferece piso salarial estipulado pelo Conselho Federal de Museologia. Para os museólogos graduados que trabalham 20, 30 e até 40 horas semanais - variando de acordo com o local e com o tipo de trabalho a ser exercido - e com menos de oito anos de formados, o piso é de R$ 4.356; para quem tem de oito e 16 anos de formação e é mestre, o valor sobe para R$ 5.227; e para quem tem 16 anos de formado ou doutorado, chega a R$ 6.277.
Ainda de acordo com Marilene, há campo de trabalho para todos. “No Estado existem cerca de 83 museus e hoje as pessoas começaram a perceber que esse é o lugar para se guardar a memória e histórias do povo. E isso pode contribuir muito na educação, como mais uma parceria para as escola. Em síntese, nós trabalhamos desde a seleção de documentos e objetos para a conservação e montagem da exposição até o processo educativo”. Apesar do desconhecimento por parte da maioria da população, o Ministério da Cultura (MinC) homenageou dois estados por reconhecimento de trabalho desenvolvido em Museologia. E Pernambuco acompanhou o Rio Grande do Sul na premiação.
Museologia tem carência de profissionais
Volta no tempo ou prospecção de um cenário inimaginável. Ao adentrar no mágico mundo dos museus, o visitante embarca em realidades paralelas vivenciando o que o artista propôs. Seja na forma de pintura, escultura, nas letras ou até mesmo no indescritível abstrato, o importante é sentir a arte em toda a sua essência e romper com as barreiras do preconceito cultural existente.
As sensações que temos ao ver as obras expostas, entretanto, não indicam nem um terço de todo o trabalho executado para que a mostra se realize. A museologia é o estudo feito sobre a influência dos museus na existência interativa entre homem, cultura e natureza e também é mais uma novidade na lista de opções que a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) está oferecendo aos feras para a graduação. O curso vai oferecer 30 vagas para a segunda entrada, em 2009, e terá duração de quatro anos.
Segundo o coordenador da graduação, Antônio Motta, é necessário explorar uma lacuna em relação a museus e políticas culturais para que haja um maior desenvolvimento do setor. “Pernambuco é o estado que mais tem museus do Norte e Nordeste, mas não temos profissionais efetivamente qualificados para essa atuação.
Nós pretendemos capacitar esses profissionais para que eles possam atuar na cultura em geral, no planejamento e administração de museus, em curadorias e exposições com espírito de inovação”. Apesar de ser uma profissão registrada e reconhecida, o fato de ser nova no mercado causa o desconhecimento e a ausência de profissionais no ramo.
O museólogo trabalha em centros culturais, de documentação e informação, institutos de pesquisa, galerias de arte, universidades e escolas, bibliotecas, arquivos, museus e ainda pode prestar serviços de consultoria técnica e especializada vinculada à pesquisa, documentação, proteção, conservação e difusão do patrimônio integral da humanidade. Antônio Motta ainda ressalta a importância de não identificar o museu como espaço apenas para guardar e mumificar os objetos.
“O curso é voltado para a inovação dos espaços museais. Queremos estimular a criação de museus a céu aberto, de bairro, de comunidade, ecomuseus com patrimônios ambientais, trilhas museais, porque nada disso existe em Pernambuco. Esperamos alavancar e despertar o interesse para a cultura do Estado que tem um potencial muito grande apesar de pouco explorado”.
5 Comentários:
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Feb 15, 2009
Nota:
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Feb 28, 2011
Nota:
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Sep 26, 2008
Nota:
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Suzane Góis disse:
Olá fiquei feliz em ler
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Jul 03, 2008
Nota:
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Letícia Terezinha Ramme Afonso disse:
Adorei, gostaria de fazer
Trabalh |
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Jun 12, 2008
Nota:
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monica cardoso disse:
excelente.....é &o
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