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A FARSA INÊS PEREIRA - Gil Vicente (Resumo)
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Nota:




Gil Vicente foi acusado de plagiar obras do teatro espanhol de Juan del Encina. Em vista disso, pediu para que aqueles que o acusavam dessem um tema para que ele pudesse, sobre ele, escrever uma peça. Deram-lhe o seguinte ditado popular como tema: “Mais vale asno que me leve que cavalo que me derrube”.
No auge de sua carreira dramática, sobre este tema, Gil Vicente criou A Farsa de Inês Pereira, respondendo assim àqueles que o acusavam de plágio. A peça foi apresentada pela primeira vez para o rei D. João III, em 1523.
A Farsa de Inês Pereira é considerada a peça mais divertida, complexa e humanista de Gil Vicente. O aspecto humanístico da obra vê-se pelo fato de que a protagonista trai o marido e não recebe por isso nenhuma punição ou censura, diferentemente de personagens de O Auto da Barca do Inferno e O Velho da Horta, que são castigadas por fatos moralmente parecidos.
A Farsa de Inês Pereira é composta de três partes:
1. Inês fantasiosa
2. mal-maridada
3. Inês quite e desforrada
Personagens:
Inês Pereira: jovem esperta que se aborrece com o trabalho doméstico. Deseja ter liberdade e se divertir. Sonha casar-se com um marido que queira também aproveitar a vida.
Mãe de Inês: mulher de boa condição econômica, que sonha casar Inês com um homem de posses.
Leonor Vaz: fofoqueira, encarregava-se normalmente em arranjar casamentos e encontros amorosos.
Pero Marques: primeiro pretendente de Inês rejeitado por ser grosseiro e simplório, apesar da boa condição financeira. Foi seu segundo marido.
Latão e Vidal: judeus casamenteiros, assim como Leonor.
Brás da Mata: escudeiro, índole má, primeiro marido de Inês.
Moço: criado de Brás.
Ermitão: antigo pretendente de Inês e amante depois de seu casamento com Pero.
Fernando e Luzia: amigos e vizinhos da mãe de Inês.
Resumo:
Inês Pereira é uma jovem solteira que sofre a pressão constante do casamento, e reclama da sorte por estar presa em casa, aos serviços domésticos, cansando-se deles. Imagina Inês casar-se com um homem que ao mesmo tempo seja alegre, bem-humorado, galante e que goste de dançar e cantar, o que já se percebe na primeira conversa que estabelece com sua mãe e Leonor Vaz. Essas duas têm uma visão mais prática do matrimônio: o que importa é que o marido cumpra suas obrigações financeiras, enquanto que Inês está apenas preocupada com o lado prazeroso, cortesão.
O primeiro candidato, apresentado por Leonor Vaz, é Pero Marques, camponês de posses, o que satisfazia a idéia de marido na visão de sua mãe, mas era extremamente simplório, grosseirão, desajeitado, fatos que desagradam Inês. Por isso Pero Marques é descartado pela moça.
Aceita então a proposta de dois judeus casamenteiros divertidíssimos, Latão e Vidal, que somente se interessam no dinheiro que o casamento arranjado pode lhes render, não dando importância ao bem-estar da moça. Então lhe apresentam Brás da Mata, um escudeiro, que mostra-se exatamente do jeito que Inês esperava, apesar das desconfianças de sua mãe.
Eles se casam. No entanto, consumado o casamento, Brás, seu marido, mostra ser tirano, proibindo-a de tudo, até de ir à janela. Chegava a pregar as janelas para que Inês não olhasse para a rua. Proibia Inês de cantar dentro de casa, pois queria uma mulher obediente e discreta.
Encarcerada em sua própria casa, Inês encontra sua desgraça. Mas a desventura dura pouco pois Brás torna-se cavaleiro e é chamado para a guerra, onde morre nas mãos de um mouro quando fugia de forma covarde.
Viúva e mais experiente, fingindo tristeza pela morte do marido tirano, Inês aceita casar-se com Pero Marques, seu antigo pretendente. Aproveitando-se da ingenuidade de Pero, o trai descaradamente quando é procurada por um ermitão que tinha sido um antigo apaixonado seu. Marcam um encontro na ermida e Inês exige que Pero, seu marido, a leve ao encontro do ermitão. Ele obedece colocando-a montada em suas costas e levando Inês ao encontro do amante.
Consuma-se assim o tema, que era um ditado popular de que "é melhor um asno que nos carregue do que um cavalo que nos derrube".
Por: Orfeu Apostilas
37 Comentários:
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Sep 13, 2011
Nota:
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Fernanda Carvalho disse:
Muito bom esse resumo !
Valeu mesm |
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Sep 13, 2011
Nota:
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Fernanda Carvalho disse:
Esse resumo me ajudou mui
Tava mesmo precisan |
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Jul 18, 2011
Nota:
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Rhamara disse:
muito interessante,um res
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Jun 26, 2011
Nota:
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Marcela Christine disse:
Amei a peça recomendo a
Apesar de já ter visto Muito obrigada |
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Jun 14, 2011
Nota:
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Jun 14, 2011
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Jun 12, 2011
Nota:
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Sulamita-laranjal do jari disse:
Bom,eu achei otimo o resu
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Jun 02, 2011
Nota:
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May 19, 2011
Nota:
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sabrinahessel disse:
Otima essa pesa fui com a
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May 11, 2011
Nota:
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Apr 28, 2011
Nota:
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Nathalia disse:
Eu fui assistir a esta pe
é uma Otima peça d Recomendo. |
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Apr 27, 2011
Nota:
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Apr 18, 2011
Nota:
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Moskao disse:
Muito obrigado caros por
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Nov 18, 2010
Nota:
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Nov 11, 2010
Nota:
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Nov 10, 2010
Nota:
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Sep 14, 2010
Nota:
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thais disse:
um resumo espectivamente
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Jun 20, 2010
Nota:
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Jun 16, 2010
Nota:
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Kelle Garcia disse:
Resumo mt elaborado, amee
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Jun 08, 2010
Nota:
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Ayla Monteiro disse:
Sou 1º ano, e meu profes
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Jun 06, 2010
Nota:
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Camiila disse:
ameii ameii *--*
apesar entendiidoo n entender maiis a histór Mee ajudoou poor d Mtoo agradecida |
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Jun 04, 2010
Nota:
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May 17, 2010
Nota:
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May 06, 2010
Nota:
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CONFIDENCIAL disse:
MUUITO BOM RELAMENTE TA B
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Apr 02, 2010
Nota:
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Mar 14, 2010
Nota:
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Sep 16, 2009
Nota:
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Oct 29, 2008
Nota:
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Oct 28, 2008
Nota:
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Oct 05, 2008
Nota:
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Jul 29, 2008
Nota:
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Nov 06, 2010
Nota:
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May 29, 2008
Nota:
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Pay girl ;D disse:
nooooossa excelenteeeee
nooossa to im =' que emoçã era tudo que salvou a mi cara eu amo ess nossa tah aqui p eu amo vcs gente zo/ |
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Apr 23, 2008
Nota:
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Apr 23, 2008
Nota:
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Luiz Leonardo disse:
Achei o resumo muito bom
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Apr 09, 2008
Nota:
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Odon Máximo dos Santos Filho disse:
Execelente e veio na hora
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Mar 25, 2008
Nota:
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suzana rocha vaz disse:
eu adorei este artigo poi
muito obrigada. |

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