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FOTÓGRAFO, FOCO NA IMAGEM
- por Orientação Vocacional
- Publicado 16/06/2008
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Orientação Vocacional
Teste vocacional para ajudá-lo na escolha de sua futura carreira.
Veja todos os artigos por Orientação VocacionalAtenção ao detalhe, paciência, habilidade técnica e percepção de mercado são características do fotógrafo
Na era digital, fotografar se tornou um ato corriqueiro. Com uma câmera na mão, quase todo mundo pode registrar boas imagens. Mas a fotografia é arte e técnica. E a tecnologia ainda não é capaz de superar o olhar apurado do profissional que capta o momento certo, consegue dar vida e brilho a uma expressão, sem precisar de uma só palavra.
Entre os fotógrafos, o único com a profissão regulamentada é o que atua com o fotojornalismo. Nesse caso, além de talento e gosto pelas lentes, precisará do curso de Jornalismo. O mundo da imagem abre um amplo mercado para quem prefere áreas como publicidade, moda, eventos, arquitetura ou outros segmentos como o ambiente ou meio científico. Para iniciar essas carreiras, não é mais preciso enfrentar quatro anos na Comunicação Social. A graduação pode ser feita em dois anos, na modalidade superior de tecnologia.
- Quando começou, o curso atraiu basicamente quem já estava no mercado. Hoje, ele rejuvenesceu. Temos muitos estudantes que escolhem a fotografia como primeira opção, aos 17 anos - diz o repórter fotográfico Antônio Sobral, coordenador do curso da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).
Pioneiro no Estado, o currículo da Ulbra está dividido em três capacitações. Busca desenvolver a técnica, o conhecimento humanístico (ética e legislação) e noções de marketing e administração (o fotógrafo precisa empreender o seu trabalho). São 24 disciplinas, 17 delas específicas para os diferentes tipos de foto, além de laboratório em preto e branco, semiótica, iluminação, arte e história da fotografia e fotodigital.
O conhecimento de informática e de equipamentos digitais se tornaram tão importantes para o fotógrafo como o bom gosto, o bom senso e a criatividade para elaborar e realizar projetos. Boas relações também fazem parte do perfil do profissional que precisa investir nas idéias e empreender o seu trabalho.
- Publicamos em março o livro Vida Palafita, com imagens da população da Ilha Grande dos Marinheiros, com financiamento da prefeitura de Porto Alegre. Foi um trabalho importante, uma descoberta das possibilidades da fotografia e um marco na minha vida - diz Caio Monçalves, 42 anos, aluno do curso da Ulbra, que integra com outros quatro colegas de faculdade um grupo de novos fotógrafos da Capital.
Há dois anos na graduação, Caio que é técnico em edificações, está próximo do primeiro diploma. Até pouco tempo, a fotografia, para ele, era um hobby. Transformou-se em paixão, estudo e, quem sabe, em uma nova profissão em breve.
Por Lúcia Pires
Como eu fiz
"Comecei em uma oficina de fotografia, como um hobby. Passei a investir em equipamentos e a me envolver com fotos. Trabalho como técnico em uma empresa de Engenharia e nunca havia me interessado em um curso superior. Depois de um ano de prática em foto, senti necessidade de conhecimento acadêmico, de teoria mesmo para entender como funciona a construção de uma imagem. Ela vai além da racionalidade e da técnica. A faculdade mostra muitos caminhos e abriu a minha cabeça. Já não descarto a possibilidade de viver da fotografia."
Caio Monçalves, 42 anos, aluno da Ulbra
"Estou formada há dois anos. Durante o curso, morei em Canoas para me dedicar aos estudos. Quando concluí a graduação, voltei para minha cidade (Terra de Areia, no Litoral Norte) onde abri meu estúdio de fotografia. Comecei com fotos, e hoje trabalho com eventos e tenho uma equipe de profissionais. A área social tem muito mercado e é bastante concorrida, mas a faculdade dá um diferencial, e eu consegui expandir meu negócio. A atualização é importante em todas as profissões, mas na fotografia ela é essencial porque a tecnologia avança a cada dia."
Diana Girardi, 20 anos, tecnóloga em fotografia
O curso
- Dura dois anos e tem ingresso semestral. Reúne fotógrafos, profissionais de diferentes áreas que buscam conhecimento na área e estudantes que desejam iniciar a carreira. Para as primeiras etapas do curso, não é preciso ter equipamento. O estudante pode usar o material da universidade para as disciplinas práticas, que são realizadas em estúdio ou em saídas de campo em horários alternativos. As aulas são noturnas e, ao final do currículo, é previsto um seminário de atividades profissionais em fotografia.
Mercado
- O profissional atua de forma autônoma prestando serviços ou contratado por empresas de comunicação social, instituições de ensino, comércio de equipamentos e empresas ligadas a arquitetura, moda, entre outras. Em qualquer área, o mercado exige um profissional atualizado em técnicas digitais e em informática. A foto publicitária é a que melhor remunera o profissional e também a que exige mais qualificação. A área social (casamentos, formaturas) está em alta com a tendência do uso da linguagem jornalística, que capta momentos mais descontraídos e expressivos e produz documentário de eventos.
O que faz o fotógrafo
- Discute idéias com clientes, entende os objetivos do trabalho e faz sugestões
- Decide métodos e equipamentos para captar as imagens
- Seleciona modelos para ensaios fotográficos, contrata estilistas e maquiadores
- Escolhe e transfere imagens digitais da máquina para o computador, revela e imprime fotos, fornece instruções ao laboratório para processamento do filme
- Arquiva material, restaura fotos antigas, produz e prepara exposições
- Gerencia seus projetos e/ou negócio
Dica
O fotógrafo precisa empreender o seu trabalho e manter-se atualizado. Estar bem equipado não significa ser bom profissional. Às vezes, com um bom olhar e pouco equipamento, é possível obter grandes imagens.
- Sugestão do leitor Adriano Viganico Barreto, de Porto Alegre

