Teste vocacional para ajudá-lo na escolha de sua futura carreira. O curso superior de Comunicação Social continua sendo questionado nas redações e na maioria das vezes a crítica supera qualquer benefício ministrado durante os quatro anos da graduação.
No Ministério da Educação já é voz corrente a preparação de uma grande operação de investigação nos cursos existentes, nos moldes do que está acontecendo com o Direito e a Medicina.
Apesar de atuação firma dos Sindicatos e da Federação Nacional de Jornalismo, não temos uma instituição forte capaz de capitanear essa ação, como acontece com a OAB e o CRM. Mas muitos cursos poderão ser penalizados pela fragilidade na formação dos jovens que embarcam no Jornalismo e na Publicidade.
Momento ideal para colocar em discussão a transformação da Graduação de quatro anos em Especialização de dois anos, com a exigência de curso superior em qualquer área para sua implantação. Nossas cidades estão inundadas por rádios AMs e FMs, TVs nacionais e regionais, emissoras de empresas, de supermercados, comunitárias, universitárias e piratas. Sem contar a WEB, que abre uma janela de rádio e TV pessoais para o mundo.
Quatro anos nos bancos escolares são arrastados e muitas vezes distanciados da realidade, sem levar em conta um semestre inteiro para montagem do TCC (Trabalho de Conclusão do Curso).
Uma boa grade possibilitaria a formação mais rápida e melhor, abriria a porta para graduados das mais diferentes áreas (muitos que já atuam como convidados, consultores, etc.), e possibilitaria a contratação de acadêmicos titulados e profissionais da área para uma prestação de trabalhos mais rápida.
A transformação jamais passaria pela eliminação do título (diploma) para exercício da profissão, mas serviria para adequá-lo à nossa realidade. Além disso valorizaria brilhantes companheiros que se esfalfam para suprir no ensino superior as deficiências da péssima escola de base e fundamental.
Não podemos mais continuar com a “catilinária” de que o curso não forma como o mercado quer. E continuar jogando no mesmo balaio as instituições que tem compromisso real com a educação, tem a missão de formar, com aquelas que visam apenas o lucro fácil proveniente da ilusão dos mais jovens.