Enya Friede Silva dos Santos vai encontrar os amigos no próximo sábado em uma festa junina. A expectativa da menina era enorme porque ela planejava contar a todos que passou no vestibular para biologia. Mas a surpresa não é ela ter sido aprovada, mas ter conseguido isso aos 14 anos.
Faltando duas séries para concluir o ensino fundamental (8ª e 9ª). Orgulhosos, os pais querem matriculá-la no ensino superior e vão percorrer na Justiça um caminho já trilhado por outros estudantes — normalmente os que não conseguem ser liberados no terceiro ano do ensino médio.
Tímida, a menina demora a se soltar. Só abre o belo sorriso quando começa a falar das coisas de que gosta, sobretudo do balé. “Faço desde os oito anos. Me esforço muito porque quero ser bailarina profissional”, conta. O sonho é levado a sério com seis aulas semanais, de segunda a sábado.
Tamanha dedicação, no entanto, não atrapalha o relacionamento de Enya com outra paixão: os livros. “Ela é esperta, mas muito esforçada. O desempenho na escola é ótimo e eu já esperava que ela fosse passar nesse vestibular”, destaca a mãe, Deane dos Santos, 31, que incentivou a adolescente a fazer a prova. Ela escolheu a biologia mesmo sem nunca ter cursado a disciplina, que só entra no currículo escolar do ensino médio.
“Eu estudo ciências (que engloba noções de física, química e biologia) e tive uma professora no ano passado que fez com que eu me apaixonasse por assuntos como o estudo das plantas e do corpo humano”, explica Enya, que já quis ser veterinária.
A prova do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) não foi considerada difícil pela estudante. “Algumas questões deram mais trabalho porque eu nunca estudei, mas lendo bem o enunciado dá para deduzir algumas coisas”, ensina. “O desempenho dela foi ótimo, principalmente em inglês. De 15 questões ela acertou 13.
Algumas de gramática eu mesmo não teria acertado”, destaca a mãe coruja. O UniCeub informou, por meio da assessoria de comunicação, que o desempenho da candidata foi realmente bom, com destaque para a redação. Segundo a instituição, a aprovação foi facilitada pela baixa concorrência do curso de biologia, que tem 0,8 candidatos por vaga.
Em cursos como engenharia civil, comunicação social e direito, nos quais há mais de um inscrito por vaga, ela não teria passado. Exigências legais A portaria 391/2002, do Ministério da Educação, manda as instituições de ensino superior exigir, ainda no ato de inscrição, o certificado de que o vestibulando está cursando ou concluiu
o ensino médio. Como não é o caso da garota, ela só poderia ter participado do processo seletivo como “treineira”. Por esse processo 42 treineiros conseguiram notas que seriam suficientes para a aprovação.
A Lei Federal de Diretrizes e Bases da Educação (lei nº 9394/1996) diz em seu artigo artigo 44 que, para cursar o ensino superior é preciso que o aluno tenha concluído o ensino médio e obtido classificação em um processo seletivo. Mas, como há vários casos em que estudantes conseguiram segurar a vaga na Justiça, a família de Enya vai correr atrás.
Os pais querem que a garota continue no ensino regular, mas também que entre na universidade. A possibilidade foi descartada pelo UniCeub, mas a família não pretende desistir. “O pai dela é advogado e já trabalhou em caso igual a esse há cinco anos e conseguiu vencer.
Vamos lutar porque acreditamos que ela tem condições de fazer o curso. Você vê em países como Japão e Estados Unidos, jovens de 15, 16 anos fazendo doutorado. Acho que é um caso para se avaliar a maturidade, não a idade”, opina a mãe.
Faltando duas séries para concluir o ensino fundamental (8ª e 9ª). Orgulhosos, os pais querem matriculá-la no ensino superior e vão percorrer na Justiça um caminho já trilhado por outros estudantes — normalmente os que não conseguem ser liberados no terceiro ano do ensino médio.
Tímida, a menina demora a se soltar. Só abre o belo sorriso quando começa a falar das coisas de que gosta, sobretudo do balé. “Faço desde os oito anos. Me esforço muito porque quero ser bailarina profissional”, conta. O sonho é levado a sério com seis aulas semanais, de segunda a sábado.
Tamanha dedicação, no entanto, não atrapalha o relacionamento de Enya com outra paixão: os livros. “Ela é esperta, mas muito esforçada. O desempenho na escola é ótimo e eu já esperava que ela fosse passar nesse vestibular”, destaca a mãe, Deane dos Santos, 31, que incentivou a adolescente a fazer a prova. Ela escolheu a biologia mesmo sem nunca ter cursado a disciplina, que só entra no currículo escolar do ensino médio.
“Eu estudo ciências (que engloba noções de física, química e biologia) e tive uma professora no ano passado que fez com que eu me apaixonasse por assuntos como o estudo das plantas e do corpo humano”, explica Enya, que já quis ser veterinária.
A prova do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) não foi considerada difícil pela estudante. “Algumas questões deram mais trabalho porque eu nunca estudei, mas lendo bem o enunciado dá para deduzir algumas coisas”, ensina. “O desempenho dela foi ótimo, principalmente em inglês. De 15 questões ela acertou 13.
Algumas de gramática eu mesmo não teria acertado”, destaca a mãe coruja. O UniCeub informou, por meio da assessoria de comunicação, que o desempenho da candidata foi realmente bom, com destaque para a redação. Segundo a instituição, a aprovação foi facilitada pela baixa concorrência do curso de biologia, que tem 0,8 candidatos por vaga.
Em cursos como engenharia civil, comunicação social e direito, nos quais há mais de um inscrito por vaga, ela não teria passado. Exigências legais A portaria 391/2002, do Ministério da Educação, manda as instituições de ensino superior exigir, ainda no ato de inscrição, o certificado de que o vestibulando está cursando ou concluiu
A Lei Federal de Diretrizes e Bases da Educação (lei nº 9394/1996) diz em seu artigo artigo 44 que, para cursar o ensino superior é preciso que o aluno tenha concluído o ensino médio e obtido classificação em um processo seletivo. Mas, como há vários casos em que estudantes conseguiram segurar a vaga na Justiça, a família de Enya vai correr atrás.
Os pais querem que a garota continue no ensino regular, mas também que entre na universidade. A possibilidade foi descartada pelo UniCeub, mas a família não pretende desistir. “O pai dela é advogado e já trabalhou em caso igual a esse há cinco anos e conseguiu vencer.
Vamos lutar porque acreditamos que ela tem condições de fazer o curso. Você vê em países como Japão e Estados Unidos, jovens de 15, 16 anos fazendo doutorado. Acho que é um caso para se avaliar a maturidade, não a idade”, opina a mãe.
4 Comentários:
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Jul 10, 2008
Nota:
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Lyla disse:
PARABÉNS.... MUITO
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Jul 01, 2008
Nota:
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um usuário desconhecido disse:
UUHUUUL!!!
PARABÉ DO GÜTZ, |
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Jun 25, 2008
Nota:
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Jun 25, 2008
Nota:
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D3v14nt disse:
não é um gr
p.s.:a respeito da |


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