A primeira prova de uma instituição pública de Ensino Superior do
Estado de São Paulo com sistema de cotas para alunos negros, pardos e
indígenas que estudaram em escolas públicas foi realizada nesta
quarta-feira em 12 cidades paulistas.
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), antiga Escola Paulista de Medicina, foi a primeira instituição pública de São Paulo a implementar o sistema e teve 1.026 candidatos cotistas para 27 vagas em 5 cursos. Eles também concorrem às 273 vagas gerais. Ao todo, o vestibular teve 13.835 candidatos inscritos.
O índice de abstenção foi de 7%. As vagas para os cotistas em medicina são 11. Em enfermagem são 8. E fonoaudiologia, tecnologia oftálmica e ciências biomédicas têm 3 vagas cada uma. A estudante Renata Aparecida Ferreira, de 24 anos, concluiu o ensino médio em 1999, mas não prestou vestibular na época, pois estava procurando um emprego. Hoje ela é técnica de enfermagem e conseguiu pagar o cursinho.
"Estou estudando há quatro meses e acho ótimo ter essa oportunidade de poder crescer no mercado de trabalho e mudar a próxima geração. Em vez de ter a maioria de negros na profissão de faxineiros, poderemos nos tornar médicos", disse Renata, que prestou medicina. Dois lados - Ana Paula Rosa de Andrade, de 17 anos, também prestou para o curso de medicina. Na sua opinião, a idéia das vagas extras tem dois lados.
"Ajuda porque tem menos concorrência entre os cotistas, mas, por outro lado, deveria ser igual para todo mundo. Eu acho que todos têm a mesma condição de passar se estudarem". "É uma ajuda extra, mas deveria existir uma base melhor no estudo da escola pública, pois só o sistema de cotas não ajuda a população negra", afirmou Elídio Miguel Andrade, pai de Ana Paula. Ele é eletricitário
e tem mais duas filhas, que também farão o
vestibular nos próximos anos.
"Eu não tenho como pagar para todas uma faculdade particular. Assim elas podem aproveitar essa facilidade", disse ele. Insuficiente - O pró-reitor de Graduação da Unifesp, Edmundo Baracat, explicou que o aumento de 10% no número de vagas da instituição para que ela possa adotar o sistema de cotas é um número significativo, mas não o suficiente.
"O número de cotas não é pouco e melhora as desigualdades. Mas, para ajudar os alunos, é preciso aumentar a qualidade do ensino médio". Em relação às cotas do ano que vem, Bacarat disse que haverá um fórum de discussão e o conselho universitário poderá ou não ampliar o sistema.
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), antiga Escola Paulista de Medicina, foi a primeira instituição pública de São Paulo a implementar o sistema e teve 1.026 candidatos cotistas para 27 vagas em 5 cursos. Eles também concorrem às 273 vagas gerais. Ao todo, o vestibular teve 13.835 candidatos inscritos.
O índice de abstenção foi de 7%. As vagas para os cotistas em medicina são 11. Em enfermagem são 8. E fonoaudiologia, tecnologia oftálmica e ciências biomédicas têm 3 vagas cada uma. A estudante Renata Aparecida Ferreira, de 24 anos, concluiu o ensino médio em 1999, mas não prestou vestibular na época, pois estava procurando um emprego. Hoje ela é técnica de enfermagem e conseguiu pagar o cursinho.
"Estou estudando há quatro meses e acho ótimo ter essa oportunidade de poder crescer no mercado de trabalho e mudar a próxima geração. Em vez de ter a maioria de negros na profissão de faxineiros, poderemos nos tornar médicos", disse Renata, que prestou medicina. Dois lados - Ana Paula Rosa de Andrade, de 17 anos, também prestou para o curso de medicina. Na sua opinião, a idéia das vagas extras tem dois lados.
"Ajuda porque tem menos concorrência entre os cotistas, mas, por outro lado, deveria ser igual para todo mundo. Eu acho que todos têm a mesma condição de passar se estudarem". "É uma ajuda extra, mas deveria existir uma base melhor no estudo da escola pública, pois só o sistema de cotas não ajuda a população negra", afirmou Elídio Miguel Andrade, pai de Ana Paula. Ele é eletricitário
"Eu não tenho como pagar para todas uma faculdade particular. Assim elas podem aproveitar essa facilidade", disse ele. Insuficiente - O pró-reitor de Graduação da Unifesp, Edmundo Baracat, explicou que o aumento de 10% no número de vagas da instituição para que ela possa adotar o sistema de cotas é um número significativo, mas não o suficiente.
"O número de cotas não é pouco e melhora as desigualdades. Mas, para ajudar os alunos, é preciso aumentar a qualidade do ensino médio". Em relação às cotas do ano que vem, Bacarat disse que haverá um fórum de discussão e o conselho universitário poderá ou não ampliar o sistema.


