Com a aproximação da data dos principais vestibulares, aumenta a tensão entre os estudantes que estão na reta final em busca de uma vaga. O momento é de tirar as dúvidas que ainda possam existir e saber se organizar nessa época é fundamental. Professores, educadores e estudantes ouvidos pela reportagem da Agência Anhangüera de Notícias (AAN) dão dicas preciosas de como deve ser o trabalho nos meses que antecedem as provas.

“A primeira questão é o planejamento. É muito importante o vestibulando planejar o seu dia-a-dia e fazer uma divisão de disciplinas por horários”, recomenda o diretor da Faculdade de Jaguariúna e da Policamp, professor José Carlos Pacheco Coimbra.

Muitas escolas oferecem um programa diferenciado que visa preparar o aluno para enfrentar as provas. Uma dessas escolas é o Rio Branco, que realiza simulados dos grandes vestibulares desde o 1º ano do Ensino Médio. “A preparação começa no 1º ano e quando chega o segundo semestre do 3º ano, nós fazemos uma revisão de todo conteúdo aprendido”, explica o coordenador do Ensino Médio do Colégio Rio Branco, Edgard Dohn. Professores ressaltam que essa é uma das melhores formas de se preparar para os vestibulares.

“Uma boa dica é fazer simulados desde o começo, para o aluno ir se habituando ao ritmo do vestibular”, defende Dohn.

Criar uma rotina de estudos requer organização e dedicação do vestibulando a algumas horas de estudo também em casa. Outra saída pode ser usar os plantões de dúvidas que as escolas oferecem.

A estudante Sarah Adani, de 18 anos, vai tentar uma vaga em economia (Unicamp e FGV) e Direito (PUC-Campinas e USP), mas não está fazendo cursinho. Aluna do Colégio Rio Branco, ela conta que se prepara para o vestibular desde o início do Ensino Médio. “Não vejo necessidade de fazer cursinho.”

O estudante Diego Sartori também começou a se preparar no 1º ano, mas na reta final estuda até quatro horas por dia em casa, após as aulas. “Uma dica importante é ler a lista de livros ao invés de ficar apenas nos resumos”, afirma. Além disso, reforçam os professores, é necessário que o estudante se mantenha informado sobre o que acontece no Brasil e no mundo. “É indicada a leitura de jornais e revistas semanais”, reforça o orientador do Rio Branco.

Quando a disciplina for inglês, a dica é investir na leitura de livros, jornais e noticiário de sites. A professora do Centro Cultural Brasil Estados Unidos, Daniele Juliana de Sousa, orienta seu alunos a enfatizarem a leitura porque os vestibulares da Fuvest e Unicamp enfatizam muito a interpretação de texto. “As questões gramaticais têm muita interpretação de texto”, avisa.

Intensivo

Há ainda o caso de vestinulandos que deixaram os estudos para a última hora e tentam recuperar o tempo perdido. É nessa época também que muitos tendem a partir para os cursos intensivos na esperança de recuperar o conteúdo que não foi revisto. Apesar de não haver milagres, professores alertam que todo o esforço é bem-vindo. “Não dá para começar agora, mas se o estudante resolver arriscar, tem levar tudo com muita seriedade porque assim pode saber o que pode melhorar no próximo ano”, completa
Dohn.

Combate ao estresse inclui horas de lazer

Estudar é preciso, mas diversão também ajuda a combater o estresse no período que antecede os vestibulares. Segundo o professor Carlos Eduardo Bindi, diretor do cursinho Etapa, a tensão nesse período é natural. Por isso, reforça Bindi, o estudante deve descansar, se alimentar bem e manter um tempo para lazer. As baladas madrugada adentro, no entanto, são contra-indicadas. “Obedecer os limites orgânicos é importante”, ressalta o professor. A estudante Sarah Adani, de 18 anos, quer passar nos vestibulares das melhores universidades do País e para isso não descansa. Ela estuda quase todos os dias e só reserva os sábados para o lazer e descanso. “No domingo, eu estudo das 14h às 22h”, afirma. Ela conta que o sábado é reservado para sair com o namorado. Outra preocupação reforçada pelos professores é com relação à saúde do candidato. Nesse ponto eles são unânimes: uma alimentação leve e balanceada e uma rotina que inclua atividades físicas são fundamentais para garantir um aprendizado mais eficiente. O estudante Diego Sartori conta que apesar da intensa rotina de estudos, separa um espaço na agenda para a prática de atividades físicas. “Eu faço basquete e academia à noite”, explica. Os finais de semana, diz Diego, são reservados para o lazer.