Teste vocacional para ajudá-lo na escolha de sua futura carreira. Veste aqui, troca de roupa, pensa em um modelito novo, desenha, costura, ajusta, lança moda! Pode até parecer brincadeira de criança, mas o trabalho de todo profissional do mundo da moda é bem diferente de um conto de fadas. É o que o diga a produtora, Aline Firjam, que desde muito jovem atua no ramo. "Nunca temos horários fixos e há sempre muito trabalho", revela.
Nascida em uma família de industriais, Aline conviveu com inúmeras etapas de confecção e decidiu encarar a profissão, influenciada por seus pais. O caminho pelo setor levou-a ao curso superior em uma faculdade especializada no Rio de Janeiro e, mais tarde, à pós-graduação, no centro mundial da moda, Paris.
Atualmente, ela trabalha como estilista em uma confecção, ministra cursos na área e produz o Fashion Days, maior evento da categoria de Juiz de Fora e região. Para quem quer encarar o batente? A produtora aconselha: "é preciso muito fôlego e acabar com esse pensamento de que moda é glamour".
Este também é um dos pontos levantados pela ex-modelo e atual produtora de moda Ariane Sarto. Com uma experiência que saiu das passarelas para os bastidores, ela sabe muito bem a diferença entre glamour e trabalho. "Passamos horas nos preparando para um evento e temos que ser rápidos, pois muita coisa saí em cima da hora", revela.
Outra dica de Ariane: "Na profissão, a atualização é fundamental", ressalta. Isso significa estar por dentro de cabelo, maquiagem, tecidos, modelos, cenários, tendências... tudo o que envolve o mundo da moda. No caso específico da organização de desfiles, ela explica que o produtor possui diversas responsabilidades que vão desde a escolha de cada peça, até o transporte das roupas, por exemplo.
Se a sua idéia é arregaçar as mangas e ingressar no mundo fashion, o mercado de trabalho está em expansão. Segundo Aline Firjam, o país está carente de profisionais no ramo. "A formação em moda ainda é novidade em muitas cidades e faz a diferença", afirma.
Durante o curso superior, são dadas disciplinas teóricas, como a História e Cultura da Moda, além de matérias práticas, através da promoção de eventos e estágios. O diploma garante ao profissional o direito de atuar como estilista, empresário, jornalista especializado em moda, consultor em projetos culturais e artístico, assistente de produção e figurinista em teatro, cinema e TV.
Gabi conta que com apenas 13 anos já freqüentava a aula de corte e costura e sempre se interessou pelo ofício. "A faculdade de artes me ajudou a enxergar novas possibilidades, que saem do padrão de moda convencional", salienta.
Há dois anos, a estilista atua desenhando e confeccionando bolsas, que deram origem a uma grife que já faz sucesso em todo o país. "As pessoas estão cansadas de serem como as outras, por isso acho que o caminho certo está em propor o novo, o diferente", reforça.
O rapaz, de apenas 22 anos, diz que o mercado absorve muito bem os homens no setor, apesar da idéia de moda estar associada à figura feminina. "A família e a sociedade é que discriminam", explica. No entanto, Manoel utilizou duas ferramentas importantes para ganhar o reconhecimento na cidade: o estudo e a experiência na área.
As faculdades de administração e arquitetura serviram de alicerce para a pós-graduação em produção de moda. "Quero estudar e aprender cada vez mais. Para quem curte e gosta, é uma profissão muito gratificante", recomenda.