Apesar
da falta de interesse de alguns alunos, entretanto, o Enem pode
garantir pontos a mais na disputa por uma vaga no ensino superior. O
exame foi criado em 1998 para avaliar a qualidade do ensino médio no
país, mas passou a ser usado como um bônus nos processos seletivos de
diversas faculdades e universidades.
Hoje, cerca de 500 instituições de
ensino superior estão cadastradas no Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da
Educação, para utilizar os resultados da prova em seus vestibulares,
seja de forma complementar, substitutiva ou como critério de desempate
entre os candidatos.
A avaliação também pode servir como complemento do currículo em uma
disputa no mercado de trabalho, como lembra o estudante Vinícius Silva
da Fonseca, 18 anos. “Vou fazer o exame porque ele funciona como um
preparatório para o fim do ano, quando vou prestar vestibular para
Publicidade e Propaganda.
A outra razão é porque ouvi dizer que as
empresas podem usar a nota da prova como uma das formas de selecionar
os candidatos a um emprego”, afirma. O Inep irá oferecer ainda este ano
uma plataforma virtual com os dados de desempenho dos estudantes que
poderá ser consultada por empresas.
Além disso, ter participado do Enem é pré-requisito para quem deseja se inscrever no Programa Universidade para Todos (ProUni), projeto do governo federal que concede bolsas de estudo a estudantes de baixa renda em faculdades particulares. Nesse caso, o aluno precisa ter obtido pelo menos 45 pontos – média aritmética da prova objetiva e da redação – no último Enem.
Em matérias de Humanas, olho em atualidades
O professor de História Osvaldo Luis Meza Siqueira, do Curso
Unificado, lembra que o Enem traz textos longos e exige interpretação.
Segundo ele, algumas questões carregam a resposta no próprio enunciado;
por isso, é importante ler a prova com cuidado. Siqueira orienta os
estudantes que estão se preparando para o Enem a dar maior ênfase à
História do Brasil, especialmente ao século XX.
Em História Geral, segundo ele, os temas quentes são feudalismo, grandes navegações, reforma protestante, renascimento cultural, absolutismo e iluminismo. “O aluno deve pensar nas revoltas que ocorreram no Brasil do período colonial e em outros países do continente americano após a Revolução Francesa, e que por ela foram influenciadas, como a Inconfidência Mineira e a independência norte-americana”, sugere.
Segundo o professor Giuliano Andreso, que leciona Português e
Literatura no Colégio Novo Ateneu, o conhecimento da língua portuguesa
é avaliado no Enem por meio da interpretação de textos e da redação.
“Não cai quase nada de gramática”, afirma.
Já para responder às
questões de Literatura, o estudante precisa conhecer as características
das escolas literárias e de seus autores representativos. “A prova pode
fundir eras, pegando, por exemplo, uma carta de Pero Vaz de Caminha e
relacionando-a com um texto do Modernismo.
O diálogo entre textos é comum”, relata. O professor acredita ainda que o exame pode solicitar ao participante o conhecimento das características responsáveis pela inserção de um texto em determinada corrente artística.
O professor Márcio José Vassani Santos, do Curso Expert, explica que, em uma mesma questão do Enem, normalmente estão diluídos conhecimentos de diferentes disciplinas, como Geografia, História e Literatura.Entre outros assuntos, ele afirma que o estudante deve ficar atento à descoberta de novas bacias petrolíferas no Brasil, como o campo de Tupi, em Santos. “A partir do momento em que essas bacias passarem a ser exploradas, o Brasil se tornará um exportador de petróleo”, diz.
A expansão da agricultura, especialmente da plantação de soja na região Centro-Oeste do país, também pode ser abordada no exame, assim como o desmatamento da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica. Outra dica de Santos é que o aluno se informe sobre as controvérsias provocadas pelo aumento da produção de biocombustíveis no Brasil e nos Estados Unidos.
Não esqueça
Saiba quais documentos e materiais é preciso levar no dia do exame
- Carteira de identidade ou outro documento com foto
- Comprovante de inscrição ou comprovante de entrega da ficha de inscrição
- Folha de respostas do questionário socioeconômico preenchida
- Lápis preto nº 2
- Caneta esferográfica de tinta preta
- Borracha macia
Nota reflete porcentagem de acerto
Tanto a prova objetiva quanto a Redação do Enem valem 100. As 63 questões que compõem a parte objetiva do exame têm o mesmo valor. Segundo o Ministério da Educação, a nota que aparece no boletim individual de desempenho do aluno é a porcentagem de acertos que ele obteve. Assim, uma nota 74,60, por exemplo, indica que o estudante acertou 47 das 63 questões.4 Comentário para "ENEM parece fácil, mas nem sempre é assim" 
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disse isso em 26 Aug 2008 5:56:39 PM US Mountain Standard Time
Eu como aluno egresso, estou enferrujado, portanto foi de muita ajuda.
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disse isso em 26 Aug 2008 10:40:18 PM US Mountain Standard Time
Dicas valiosas,ainda mais pra quem está um bom tempo sem estudar e pretende retomar os estudos! Obigada.
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disse isso em 29 Aug 2008 12:51:42 PM US Mountain Standard Time
Gostei muito das dicas vocês tem mim dado durante esse periodo escolar que estou passando, é sempre bom saber mais um pouco de cada coisa, brigado pelas diacas.
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disse isso em 29 Aug 2008 8:14:47 PM US Mountain Standard Time
foi bom!!!
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