A ansiedade para ter acesso ao resultado das avaliações solicitadas
pela justiça levou os irmãos Davi Andrade Amorim Nunes, 15 anos, e
Jônatas Andrade Amorim Nunes, 14, e o pai dos garotos, Cléber Andrade
Nunes, a chegarem no início do expediente do Fórum da comarca, na tarde
desta quarta-feira (27).
No entanto, somente às 17h30 o tão esperado relatório elaborado pela equipe de 16 professores da rede pública que examinou os adolescentes foi protocolado junto à justiça. E para alívio e satisfação da família, o resultado dos testes superou a média de 60% exigida pelo ensino brasileiro. Enquanto Davi alcançou aproveitamento de 68%, Jônatas conquistou 65% na nota geral.
O resultado gerou satisfação nos filhos e, principalmente, nos pais, que acompanharam de perto o esforço dos garotos na maratona de provas da última semana. “Eu fiquei satisfeito, porque o teste contou com matérias que os meninos ainda nem tinham aprendido. Do que caiu, as únicas disciplinas que eles já vinham estudando é o português e o inglês”, declarou Cléber, com orgulho. Ele salientou ainda que os filhos tiveram pouco tempo para estudar. “Quatro matérias foram incluídas uma semana antes das provas.
Então, este foi o tempo que eles tiveram para estudar alguns conteúdos”, observou. Esperançoso agora com um entendimento favorável da justiça em relação ao resultado, o pai e educador de Davi e Jônatas destaca que, independente de qual seja o parecer do juiz, os filhos já podem ser considerados vitoriosos. “Para mim, eles são mais do que vencedores.
Esse resultado só veio mostrar isso. Que apesar de todas as dificuldades que apareceram, eles venceram”, pontuou. Também com ar de alegria, Davi e Jônatas comentaram o relatório geral. “Para mim, o resultado foi bom, pelo pouco tempo que tivemos que estudar. A minha pior nota foi em Ciências, 46%.
Mas a prova estava mesmo muito difícil. Eles cobraram coisas bem específicas”, avaliou Davi, o mais velho.Para Jônatas, o resultado foi satisfatório. Mas, segundo ele, como acontece com qualquer aluno, alguns erros foram cometidos por “bobeira”. “Acho que faltou um pouco de atenção em algumas questões. Mas achei que chegamos a um resultado legal.
Na prova que eu fui pior (história – 37%), caiu muita coisa que eu ainda não tinha visto, como a Revolução de 30”, revelou.Ao todo, os garotos tiveram que responder a questões relativas a oito disciplinas – língua portuguesa, matemática, geografia, história, ciências, artes, inglês e educação física.
Cada prova continha cinco questões fechadas e 15 abertas. ProcessoConforme explicou o advogado da família, Gesiney Campos Moura, a aprovação no teste não representa algo determinante no processo de julgamento dos pais. “Essa providência se assemelha a uma perícia. Foi com o objetivo de ampliar o arsenal de provas que o juiz, juntamente ao Ministério Público, fez a solicitação das provas. Mas ela não é determinante.
Há muitas etapas ainda a serem cumpridas”, disse.De acordo com o advogado, a defesa ainda pode questionar aspectos dos quais tenha discordado. “Como defesa, eu, por exemplo, ainda posso questionar os critérios das provas, se perceber que eles não foram compatíveis com a nossa visão. Poderia, inclusive, pedir a anulação dos testes e solicitar a aplicação de outro”, expôs. Um dos aspectos questionados pelo advogado é a quantidade de professores presentes na elaboração e na correção das provas. “Por certo, teremos muitas coisas para questionar.
Uma delas é o recrutamento de 16 professores para a elaboração e correção das provas, número que considero exagerado em se tratando da avaliação de dois alunos”, argumentou. Já o pai dos garotos avalia que o maior problema relacionado às avaliações tenha sido o rigor com que a situação foi tratada.
Segundo Cléber, depois que o juiz responsável pelo caso, Eduardo Augusto Gardesani Guastini, abrir vista para o posicionamento do Ministério Público quanto ao relatório, a defesa da família também se manifestará. Entre os aspectos que serão questionados pelos réus está a complexidade de algumas questões. “Os meninos tiveram que responder questões da UFMG, da Fuvest, da PUC, das Olimpíadas de Matemática... Acho que esse rigor com que os meus filhos foram tratados não
existe nos instrumentos de avaliação da rede pública.
Se existisse, aí sim teríamos uma educação de qualidade”. No entanto, ainda assim Cléber não voltaria com os filhos para as salas de aulas, conforme declarou. “Não vejo esse como o único problema. Acho que existem várias falhas no sistema de educação atual, que passam pela relação aluno/professor, pela grade curricular estabelecida, entre outros pontos.
Não concordo com a idéia de que o aprendiz tenha que primeiro que assimilar matérias para depois aprender a deduzir. Acredito que o processo de aprendizagem atual está invertido. No método que usamos, procuramos primeiro treinar para a aprendizagem, de modo que os meninos aprendam a aprender. E, a partir daí, possam partir para a área do conhecimento que desejem. O propósito é exatamente fazê-los buscar, se transformarem em autodidatas”, explicou.
Em casa, os pais de Davi e Jônathas ensinam atualmente aos estudantes as disciplinas língua portuguesa, inglês, informática e hebraico. Outros casos Para que o processo envolvendo os pais de Davi e Jônatas chegue ao fim, algumas pessoas ainda precisam ser ouvidas pela justiça.
Algumas delas são parte de uma família americana. Residentes na cidade de Goiânia, elas foram educadas pelo mesmo sistema dos irmãos timotenses. Outra testemunha do processo foi ouvida esta semana. Ela mora em Vila Velha-ES, e conforme Gesiney Campos é uma das pessoas do país que teve ótimas experiências com o ensino em casa.Resultado dos irmãos em cada prova
Davi
Português: 61% Inglês: 74% Matemática: 60% Ciências: 46%* Geografia: 86% História: 85% Artes: 73% Educação Física: 58%*
Jônatas Português: 81% Inglês: 68% Matemática: 54%* Ciências: 63% Geografia: 66% História: 37%* Artes: 80% Educação Física: 71%
*NOTAS INSUFICIENTES
No entanto, somente às 17h30 o tão esperado relatório elaborado pela equipe de 16 professores da rede pública que examinou os adolescentes foi protocolado junto à justiça. E para alívio e satisfação da família, o resultado dos testes superou a média de 60% exigida pelo ensino brasileiro. Enquanto Davi alcançou aproveitamento de 68%, Jônatas conquistou 65% na nota geral.
O resultado gerou satisfação nos filhos e, principalmente, nos pais, que acompanharam de perto o esforço dos garotos na maratona de provas da última semana. “Eu fiquei satisfeito, porque o teste contou com matérias que os meninos ainda nem tinham aprendido. Do que caiu, as únicas disciplinas que eles já vinham estudando é o português e o inglês”, declarou Cléber, com orgulho. Ele salientou ainda que os filhos tiveram pouco tempo para estudar. “Quatro matérias foram incluídas uma semana antes das provas.
Então, este foi o tempo que eles tiveram para estudar alguns conteúdos”, observou. Esperançoso agora com um entendimento favorável da justiça em relação ao resultado, o pai e educador de Davi e Jônatas destaca que, independente de qual seja o parecer do juiz, os filhos já podem ser considerados vitoriosos. “Para mim, eles são mais do que vencedores.
Esse resultado só veio mostrar isso. Que apesar de todas as dificuldades que apareceram, eles venceram”, pontuou. Também com ar de alegria, Davi e Jônatas comentaram o relatório geral. “Para mim, o resultado foi bom, pelo pouco tempo que tivemos que estudar. A minha pior nota foi em Ciências, 46%.
Mas a prova estava mesmo muito difícil. Eles cobraram coisas bem específicas”, avaliou Davi, o mais velho.Para Jônatas, o resultado foi satisfatório. Mas, segundo ele, como acontece com qualquer aluno, alguns erros foram cometidos por “bobeira”. “Acho que faltou um pouco de atenção em algumas questões. Mas achei que chegamos a um resultado legal.
Na prova que eu fui pior (história – 37%), caiu muita coisa que eu ainda não tinha visto, como a Revolução de 30”, revelou.Ao todo, os garotos tiveram que responder a questões relativas a oito disciplinas – língua portuguesa, matemática, geografia, história, ciências, artes, inglês e educação física.
Cada prova continha cinco questões fechadas e 15 abertas. ProcessoConforme explicou o advogado da família, Gesiney Campos Moura, a aprovação no teste não representa algo determinante no processo de julgamento dos pais. “Essa providência se assemelha a uma perícia. Foi com o objetivo de ampliar o arsenal de provas que o juiz, juntamente ao Ministério Público, fez a solicitação das provas. Mas ela não é determinante.
Há muitas etapas ainda a serem cumpridas”, disse.De acordo com o advogado, a defesa ainda pode questionar aspectos dos quais tenha discordado. “Como defesa, eu, por exemplo, ainda posso questionar os critérios das provas, se perceber que eles não foram compatíveis com a nossa visão. Poderia, inclusive, pedir a anulação dos testes e solicitar a aplicação de outro”, expôs. Um dos aspectos questionados pelo advogado é a quantidade de professores presentes na elaboração e na correção das provas. “Por certo, teremos muitas coisas para questionar.
Uma delas é o recrutamento de 16 professores para a elaboração e correção das provas, número que considero exagerado em se tratando da avaliação de dois alunos”, argumentou. Já o pai dos garotos avalia que o maior problema relacionado às avaliações tenha sido o rigor com que a situação foi tratada.
Segundo Cléber, depois que o juiz responsável pelo caso, Eduardo Augusto Gardesani Guastini, abrir vista para o posicionamento do Ministério Público quanto ao relatório, a defesa da família também se manifestará. Entre os aspectos que serão questionados pelos réus está a complexidade de algumas questões. “Os meninos tiveram que responder questões da UFMG, da Fuvest, da PUC, das Olimpíadas de Matemática... Acho que esse rigor com que os meus filhos foram tratados não
Se existisse, aí sim teríamos uma educação de qualidade”. No entanto, ainda assim Cléber não voltaria com os filhos para as salas de aulas, conforme declarou. “Não vejo esse como o único problema. Acho que existem várias falhas no sistema de educação atual, que passam pela relação aluno/professor, pela grade curricular estabelecida, entre outros pontos.
Não concordo com a idéia de que o aprendiz tenha que primeiro que assimilar matérias para depois aprender a deduzir. Acredito que o processo de aprendizagem atual está invertido. No método que usamos, procuramos primeiro treinar para a aprendizagem, de modo que os meninos aprendam a aprender. E, a partir daí, possam partir para a área do conhecimento que desejem. O propósito é exatamente fazê-los buscar, se transformarem em autodidatas”, explicou.
Em casa, os pais de Davi e Jônathas ensinam atualmente aos estudantes as disciplinas língua portuguesa, inglês, informática e hebraico. Outros casos Para que o processo envolvendo os pais de Davi e Jônatas chegue ao fim, algumas pessoas ainda precisam ser ouvidas pela justiça.
Algumas delas são parte de uma família americana. Residentes na cidade de Goiânia, elas foram educadas pelo mesmo sistema dos irmãos timotenses. Outra testemunha do processo foi ouvida esta semana. Ela mora em Vila Velha-ES, e conforme Gesiney Campos é uma das pessoas do país que teve ótimas experiências com o ensino em casa.Resultado dos irmãos em cada prova
Davi
Português: 61% Inglês: 74% Matemática: 60% Ciências: 46%* Geografia: 86% História: 85% Artes: 73% Educação Física: 58%*
Jônatas Português: 81% Inglês: 68% Matemática: 54%* Ciências: 63% Geografia: 66% História: 37%* Artes: 80% Educação Física: 71%
*NOTAS INSUFICIENTES
2 Comentários:
|
Sep 12, 2008
Nota:
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Erich Cavalcanti disse:
O Governo deveria ser é
Imagina só 1º A imensa pressão 2º 3º UMA SEMA 4º UMA C |
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Sep 02, 2008
Nota:
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Ana Beatriz disse:
Muito bom que eles passar
|


Autor/Admin)
