Infra-estrutura da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) melhorou e houve incremento no número de alunos e de docentes

Depois de um nascimento prematuro, em setembro de 2006, a Universidade Federal do Pampa (Unipampa), agora, cresce forte. Do começo, quando as condições de ensino não eram ideais, faltavam professores e os alunos estavam mal-acomodados em prédios com infra-estrutura precária. A nova realidade traduz o fortalecimento em números.

Criada oficialmente em janeiro deste ano, a Unipampa registra um aumento de 146% no número de alunos – passou de 1.502 para 3.697. O corpo docente da universidade também cresceu nos 10 campi. De 159 professores em 2006, a instituição conta hoje com 230 profissionais, sendo 60 deles empossados pela reitoria, com sede em Bagé, no dia último dia 13 de agosto. A infra-estrutura também melhorou, quatro campi estão com prédios próprios. Os que ainda não têm estão em fase de construção e até o final do ano devem ser concluídos.

Em unidades como a de Itaqui, por exemplo, que oferece o curso de Agronomia, o número de alunos triplicou desde a abertura das atividades.

A Unipampa também está mais organizada no que diz respeito a seus funcionários. São 154 servidores técnico-administrativos, todos nomeados após concursos públicos para cargos de nível superior e médio. Os serviços de apoio, como portaria, segurança, limpeza e transportes, são realizados por profissionais contratos por meio de empresas especializadas, devidamente licitadas.

Por Marina Lopes.

Alunos mais satisfeitos com a Unipampa

A universidade conta com mais professores e melhor infra-estrutura nos diferentes campi

Alvo de manifestações dos alunos por diversas vezes, a Unipampa hoje parece estar recuperando o respeito com seu principal público: os estudantes. Em setembro de 2006, ZH consultou alguns acadêmicos sobre o início das atividades na universidade. Analice Azevedo, 20 anos, foi uma das entrevistadas. A insegurança de 2006 se transformou em satisfação em 2008.

A aluna do curso de Jornalismo disse que desde a mudança para o prédio próprio, no ano passado, tudo melhorou.

– Não estamos num mar de rosas, precisamos melhorar em termos de laboratórios. Mas ganhamos novos professores, o prédio é novo, e do jeito que a coisa vai, temos a esperança de resolvermos os pequenos problemas em breve – explica.

Os alunos da área da saúde, do campus Uruguaiana da Unipampa, que ano passado realizaram uma série de manifestações não só em função das acomodações, mas também pela falta de professores, hoje estão mais aliviados:

– Foi uma solução legal nos trazer para a PUC, estamos bem aqui. Foram contratados professores muito bons – acredita Vilma dos Santos, 19 anos, no quarto ano de enfermagem.

A colega Mariana Folleto, 19 anos, também se sente satisfeita com as modificações:

– Estávamos em um espaço onde a universidade não poderia abrigar novos alunos. Agora, nem temos vontade de sair daqui e ir para o prédio próprio – salienta.