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Nanotecnologia promete facilitar o dia-a-dia
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Isso é possível graças à nanotecnologia. As nanopartículas têm um tamanho aproximado de um bilionésio de milímetro. Ou seja, um milímetro dividido um bilhão de vezes. As nanopartículas estão revolucionando a tecnologia por causa da variedade de usos que podem ter: algumas descobertas prometem trazer grandes avanços na medicina, na prevenção de doenças e até na conservação de alimentos.
Nos laboratórios das universidades, como da USP, pesquisadores tentam achar soluções para o conforto diário dos consumidores. Logo a vida pode ficar bem mais fácil, por exemplo, com a camisa com tecido que não suja. “Quando coloco massa de tomate sobre o tecido, a nanotecnologia permite que o tecido seja limpo só com água. Duas batidinhas e está seco”, mostra o professor Henrique Toma, do laboratório de nanotecnologia da USP.
A tecnologia também já criou o tecido que promete o combate à celulite. “Os cristais bioativos que estão inseridos na molécula do fio, ativam a circulação e a elasticidade da pele é aumentada”, garante a gerente de produto Daniela Antunes.
Já quando se trata do combate ao desperdício, o professor Toma apresenta um pote plástico que pode guardar alimentos por quase um ano, sem que eles estraguem. “Partículas de prata, quando incorporadas, por exemplo, em todo o plástico torna os utensílios antibacterianos”, explica.
Saúde
Na medicina, menos pode significar mais. A promessa da medicina do futuro é mais eficiência, menos efeito colateral. Um colírio que está sendo desenvolvido na USP quer acabar com o incômodo de quem tem problemas oftalmológicos. Não será necessário aplicar o remédio três, quatro vezes por dia. Para ter o mesmo resultado, uma vez por semana será suficiente. A experiência está em fase de teste.
A tecnologia também pode ser muito útil na prevenção do câncer. Nesse caso, um crachá indica quando a exposição à radiação solar já colocou em risco a saúde. “As nanopartículas sensoriais mudam de cor em função do tempo de exposição ao ultravioleta. Olhando pela gradação de cores podemos saber o tempo e a dose de ultravioleta que foi absorvida”, diz o professor Toma.
O crachá poderá ser usado por pessoas que precisam trabalhar o dia inteiro expostas ao sol, como carteiros, lixeiros e motoristas. As nanopartículas também podem ser adicionadas ao tecido de roupas, que mudariam de cor com a exposição ao sol. Assim, ninguém precisaria se preocupar em pendurar o crachá no biquíni ou na sunga.


