Levantamento do IBGE apresentado no dia 1/12 destaca o aumento da expectativa de vida no Brasil para 71,7 anos. O brasileiro ganhou em 2004 uma sobrevida de quatro meses e 24 dias em relação a 2003 ao ver sua esperança de vida aumentar de 71,3 anos para 71,7. Essa expectativa vem aumentando continuamente desde 1980, quando era de 62,6. Uma das principais causas para esse movimento é a queda na taxa de mortalidade infantil, item em que o Rio Grande do Sul se destaca.

Segundo o IBGE, que divulgou a Tábua de Vida 2004, a proporção de mortes de bebês até um ano de idade foi de 26,6 por mil no ano passado. Em 2003, essa taxa era de 27,5 por mil bebês e, em 1980, de 69,1.

Apesar da tendência de diminuição dessa mortalidade, os técnicos do IBGE alertam que o ritmo de queda ainda não é suficiente para garantir o cumprimento das metas do milênio da ONU. Entre essas metas - estabelecidas em 2000 - está o compromisso de diminuir em dois terços as taxas de mortalidade infantil e na infância até 2015, em comparação com 1990.

Acidentes de trânsito e violência ameaçam jovens

Pelas projeções do instituto, se nada for feito para acelerar a queda, o país terá em 2015 uma taxa de mortalidade infantil (óbitos com menos de um ano de idade) de 18,2 por mil. A meta para o Brasil é de reduzir ao patamar de 15,6 por mil bebês. No caso da mortalidade na infância (óbitos até cinco anos de idade), a projeção indica uma taxa de 21,6 por mil em 2015, quando a meta é de 19,9 por mil.

Segundo a Tábua da Vida, o país não está conseguindo
garantir que jovens adultos ultrapassem a chamada fase de risco de vida. Nos últimos 25 anos, por exemplo, o número de mortes no primeiro ano de vida, provocadas por diarréias, desnutrição, desidratação ou péssimas condições sanitárias, caiu 61,5%, índice duas vezes maior do que a redução do número de mortes por causas externas na faixa dos 15 aos 34 anos, com predominância de acidentes de trânsito e homicídios.

Em 1980, para cada dois jovens do sexo masculino entre 20 e 24 anos, morria uma jovem da mesma faixa etária. Em 2004, essa proporção chegou a quatro por um. Rio, São Paulo e Distrito Federal lideram a trágica realidade.