Em 1975, o presidente francês Valéry Giscard d"Estaing reuniu os líderes de estado e governo da Alemanha, EUA, Japão, Reino Unido e Itália, em um encontro informal em seu castelo em Paris.

Sua idéia era discutir todos os problemas do mundo de forma descontraída. De lá pra cá, a reunião é realizada todo o ano. O que o francês não imaginava é que junto com o encontro, fosse incitar manifestantes espalhados pelo mundo inteiro que promovem todo o tipo de protesto contra as decisões tomadas pelos líderes.

Atualmente fazem parte do G8 Estados Unidos (George W. Bush), Japão (Primeiro Ministro Shinzo Abe), Alemanha (Chanceler Angela Merkel), Reino Unido (Primeiro Ministro Tony Blair), França (Nicolas Sarkozy), Itália (Primeiro Ministro Romano Prodi), Canadá (Primeiro Ministro Stephen Harper) e a Rússia (Presidente Vladimir Putin), último país a integrar o grupo.

G8: três dias pra tentar salvar o mundo

Para Tony Blair, sair desse encontro com um acordo na área climática é mais que obrigação. A reunião será um dos últimos compromissos dele como Primeiro Ministro britânico.

E como nem só de natureza vive a política, na pauta entrarão também a disucssão
de acordos econômicos e de ajuda à África. "Nós teremos muito trabalho pela frente, mas estamos fazendo progresso", disse Merkel.

Na TV alemã, ela reprimiu os protestos violentos e resumiu em uma frase o que espera deste encontro. "Nunca é o bastante para dois líderes se falarem ao telefone. Às vezes nós precisamos sentar juntos, olho no olho, e discutir como podemos dar à globalização uma cara humana".

Ou seja, serão três dias de tentativa, tanto para fazer oito cabeças entrarem num acordo, quanto para salvar o mudo.