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Em 2030, áreas urbanas reunirão 60% da população
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Em vez de conter o crescimento urbano, os países em desenvolvimento devem acompanhá-lo com políticas sociais para tirar proveito do processo, ressaltou o informe sobre a população mundial de 2007, apresentado simultaneamente em Paris e Nova York.
Por volta de 3,3 bilhões de habitantes viverão em áreas urbanas em 2008. Este número continuará crescendo rapidamente, para chegar a 4,9 bilhões em 2030, ou seja, seis em cada dez pessoas, para um total de 8 bilhões de habitantes nessa época.
Este relatório chega às mesmas conclusões que o Instituto Nacional de Estudos Demográficos (INED) da França que elaborou o informe "População e Sociedades" no dia 19 de junho. "A maior parte deste crescimento será registrado nos países em desenvolvimento. A previsão é de que a população urbana de África e Ásia duplicará até 2030", ressalta o texto do organismo da ONU.
Também na região da América Latina e do Caribe a população urbana manterá seu crescimento, embora em um ritmo mais lento. Por outro lado, a população urbana do mundo desenvolvido aumentará relativamente pouco, segundo o relatório.
O resultado é que em 2030, 81% da população urbana mundial viverá nos países em desenvolvimento, e 70% na África e na Ásia.
Esta explosão urbana será muito mais difícil de ser controlada, já que "os pobres constituirão grande parte do futuro crescimento urbano", adverte o organismo das Nações Unidas.
Se planejada, a urbanização poderá desempenhar um papel favorável no desenvolvimento econômico, destaca o informe, que faz "um chamado à ação" aos países em desenvolvimento para que tirem proveito deste cenário. "As cidades concentram pobreza, mas também representam a melhor esperança de se escapar dela", destaca o informe da UNFPA.
"As cidades também estão em melhores condições de aproveitar as oportunidades da globalização e de gerar empregos e investimentos para um maior número de pessoas", acrescenta, destacando em seguida que "as cidades podem oferecer acesso à infra-estrutura e aos serviços básicos a um custo muito mais baixo, em benefício de toda sua população".
O texto denuncia em particular as políticas de luta contra o êxodo rural, como a expulsão de ocupantes de moradias abandonadas ou a rejeição em prestar serviços, como o fornecimento de água potável ou de eletricidade. "Opor-se à migração e se negar a ajudar os pobres urbanos pelo temor de atrair novos imigrantes só gera mais pobreza e maior degradação do meio ambiente", denuncia o organismo da ONU.
A prioridade para regular o crescimento demográfico urbano, segundo o informe, é permitir que as mulheres evitem a gravidez não desejada, por meio de ações de promoção da igualdade de sexos, permitindo que as meninas freqüentem a escola e facilitando os meios contraceptivos.
O segundo ponto inclui "uma explícita preocupação com as necessidades dos pobres em matéria de habitação". "Ter uma habitação segura e um domicílio legal é imprescindível para que as pessoas aproveitem o que a cidade pode oferecer", destaca o organismo da ONU.


