No final da II Guerra Mundial, consolidou-se nos Bálcãs, a Iugoslávia, federação que agrupava sob um regime comunista peculiar povos de diversas nacionalidades, com diferentes línguas, culturas e religiões (Faziam parte seis repúblicas: Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegóvina, Montenegro e Macedônia; Kosovo e Voivodina eram regiões autônomas dentro da Sérvia).

Após a morte do marechal Tito, que governou o país desde 1945, o sistema político comunista entrou em crise e a federação iugoslava se desagregou. O país ficou limitado à Sérvia e Montenegro. No final da década de 80, com a queda do Muro de Berlim, a tentativa dos sérvios de impor sua hegemonia ao país deflagrou o rompimento. A Macedônia, a Eslovênia e a Croácia proclamaram a independência.

Entre 1991 e 1995, foi palco da primeira guerra em solo europeu em mais de três décadas, opondo separatistas eslovenos, croatas e bósnios a grupos armados sérvios. O conflito estourou com enorme violência e crueldade na Bósnia-Herzegóvina, em que proclamou-se um modelo de convivência multirracial, frente ao critério de “limpeza étnica” dos sérvios e aceitaram-se as condições da ONU para o fim do conflito armado.

Em novembro de 1995, foi assinado em Dayton (EUA) um acordo de paz que manteria a Bósnia como um único Estado, formado por duas entidades: uma sérvia e outra, croato-muçulmana. Apesar disso, novos conflitos se seguiram (ex: Kosovo 1999).