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Orientação Vocacional
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Por Orientação Vocacional
Publicado em 6/08/2010
 
O que falta na formação dos estudantes de publicidade para melhor prepará-los para as atividades no mercado publicitário?

Por: O Povo
O que falta na formação dos estudantes para melhor prepará-los para as atividades no mercado publicitário?

Política de estágio

“Não acho que o papel do ensino superior seja simplesmente a formação de mão-de-obra. Seu papel é, sem dúvida, bem maior: é de levar o conhecimento em sua forma mais completa a quem o queira, para aplicá-lo no ofício - ou não. Às agências cabe atrair esses estudantes e transformá-los em bons profissionais. É isso, o papel de preparar os profissionais que trabalharão em nosso mercado é das agências de publicidade: o mercado os qualificará. Posso dizer que mais de 80% do nosso pessoal, aqui na Verve, é oriundo das universidades. (...)
Chico Gualbernei, da Verve


Parceria

“Em primeiro lugar falta maturidade para esses estudantes, pois a maioria dos universitários tem atitudes muito imaturas, diria que um tanto “secundaristas”, o que dificulta ao mercado vê-los como profissionais em potencial, na verdade um curso do momento. Ao mesmo tempo as faculdades e universidades não se preocupam tanto em levar aos estudantes um pouco da prática que é vivida nas agências, veículos de comunicação e fornecedores, o que é fundamental na hora da escolha do caminho a ser seguido. Isso tornaria a escolha mais fácil para os estudantes, como também poderia permitir maior visibilidade aos mesmos pelo mercado. Para isso acredito que o melhor caminho seria uma parceria firmada entre universidades e empresas de comunicação com programas de estágio real e obrigatório. (...)
Paulo Henrique, da PHD Propaganda


Fomentar concursos

“Este assunto sobre formação profissional é bem pertinente, pois, mesmo com tantos alunos concluíndo seus cursos de comunicação com habilitação em publicidade todos os anos, o mercado publicitário ainda está numa batalha de salários para alguns setores. Vejo com bons olhos um mercado em que existe boa remuneração e uma justa distribuição de ganhos. Mas, atualmente, parece que a procura ainda está bem além da oferta de bons profissionais. O mercado local têm crescido muito profissionalmente e, mais recentemente, quantificadamente. Nossas agências têm ganho merecido destaque em festivais nacionais e internacionais, bem como desenvolvido estratégias para grandes anunciantes de atuação regional e nacional. Mas ainda carecem de oferta suficiente para atender as demandas de seus quadros funcionais. É bem verdade que as agências, hoje em dia, contam com uma significativa ajuda na formação de novos profissionais, vinda dos cursos de comunicação das inúmeras faculdades. (...)
Duda Brígido, da EBM Novotempo


Potencializar a curiosidade

“Assim como na formação para outras profissões, o estudante de publicidade padece, antes de tudo, pela falta de preparo no ensino médio. Entenda-se como falta de preparo a prioridade que o ensino médio dá ao “passar no vestibular”. No lugar de ler o livro indicado para as provas, se torna mais fácil ler a apostila com resumos e dicas, ou, até, alugar o DVD do filme, quando existe. É um pequeno exemplo dos vícios do ensino médio. A cultura geral, a informação fundamentada, é a principal matéria-prima do fazer publicitário. (...)
Marcelo Lavor, da Promosell


Partilhar experiências

“Em todos os mercados, grandes ou pequenos, globais ou regionais, o estudante se defronta com essa realidade: a de pouco preparo para entrar de vez no mercado com um mínimo de discernimento para os desafios do cotidiano. Algumas escolas, como a ESPM, a Miami AdSchool e, aqui no Ceará, a Central Criativa, foram e são experiências que tentam suprir esta lacuna.

Na verdade, é por aí mesmo que o mercado anda. Em algumas áreas, como nas artes, no jornalismo, no marketing, na comunicação publicitária e algumas outras, onde não se deve seguir regras, porque cada caso é um caso, o ensino e o aprendizado dependem de outros fatores. E muito, muito mesmo, da capacidade do aluno de criar, de discernimento. (...)
Luiz Santos, da LS Estratégia


Proximidade do mercado

“Uma grande parte dos estudantes chega nas agências de propaganda perguntando “como funciona uma agência”, e isso é um indicativo de que o ensino acadêmico está distante do mercado e os alunos não estão recebendo o conhecimento básico para iniciar sua carreira profissional. Provavelmente as faculdades estão cumprindo os programas exigidos para as disciplinas, mas sem referencial na realidade em que o aluno vai atuar. Outra questão é que mais de 80% dos estudantes que procuram as agências querem trabalhar na Criação. Dificilmente aparece estudante com habilitação para a Mídia, para a Produção, para a Finalização, para o Planejamento, para o Atendimento, para o Marketing dos clientes. Todos os estudantes querem trabalhar na Criação. (...)
Bob Santos, da SG Propag


Ir além

“Diante da enorme oferta de cursos universitários de publicidade, todo ano publicitários são formados sem ter mercado de trabalho. O que acaba causando a abertura das inúmeras “eugências”. O paradoxo é que ao mesmo tempo que existem muitos recém-formados, não existe mão-de-obra qualificada. Encontramos uma grande dificuldade em todos os setores: criação, mídia, produção, atendimento, para citar alguns. (...)
Raquel Barros, da DEZ Comunicação

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