Escreveu, não leu, o vestibular perdeu. O ditado popular adaptado à realidade dos feras enfatiza a atenção que a redação requer dos estudantes.

Um texto mal escrito pode eliminar o candidato no processo seletivo, seja qual for o desempenho nas demais disciplinas da prova. O primeiro passo é escrever todas as idéias num rascunho e organizar o texto de acordo com a tríade introdução, desenvolvimento e conclusão. "Na primeira parte, o aluno expõe a tese.

Em seguida, aponta os fatos que confirmem e reforçam a idéia apresentada. No final, cabe um retorno ao tema inicial com um fechamento", explicou o professor de redação do Colégio Motivo, Mário Sérgio.

Segundo ele, as redações dos vestibulares das universidades federais (UFPE, UFRPE e Univasf) e Universidade de Pernambuco visam avaliar a capacidade do candidato de refletir sobre um tema e apresentar as idéias de forma objetiva. "É importante estar informado sobre a realidade em todo o mundo.

Mas, no texto, não deve-se simplesmente relatar os fatos, mas saber interpretá-los. Quem corrigir a prova, por exemplo, não estará interessado sobre todos os detalhes do caso Isabella Nardoni, mas sobre o que há por trás disso, sobre a realidade social", frisou.

A gramática também deve ser bem utilizada na redação. Pontuação, concordância, regência e acentuação são os principais itens a serem observados ao longo do texto. "Se
há dúvida sobre o uso da crase, faça aplicações para comprovar. Não tem certeza sobre como se escreve uma palavra? Faça uma substituição e evite o erro", salientou o professor de redação do Colégio NAP, Nestor Accioly.

Ele também alertou sobre a importância de observar a ocorrência de palavras repetidas. A estética do texto também merece atenção. "Os parágrafos devem ter, mais ou menos, o mesmo número de linhas. A introdução e conclusão podem ser menores", completou. Vale ter cuidado ainda com as margens e o número de linhas a ser utilizado.