No ano em que forma suas primeiras turmas, a USP Leste deve deixar de
ser chamada assim. Está em curso um movimento para popularizar o nome
dado à unidade instalada no local: Escola de Artes e Ciências Humanas,
cuja sigla - nada sonora - é EACH.
Um concurso escolheu o novo logotipo e, no site do campus e em documentos oficiais da diretoria, quase não há mais referências ao antigo nome. Professores e alunos divergem sobre a mudança, que tem gerado polêmica na unidade, inaugurada em 2005 no bairro pobre de Jardim Keralux, em São Paulo, às margens da rodovia Ayrton Senna. "Ninguém diz que estuda na Cidade Universitária.
E sim na Poli, na FEA", explica o diretor da EACH, Dante De Rose Junior. Para ele, a zona leste é a "apenas a localização" do campus, assim como o bairro do Butantã abriga a USP do outro lado da cidade. "A escola tem nome e ele precisa ser trabalhado", afirma.
Dante foi um dos que escolheram o logotipo da EACH. O desenho lembra a imagem colorida vista em um caleidoscópio. Hoje, quem anda pelo campus ainda vê a inscrição USP Leste em portas e placas. Mas o texto que conta a história da unidade no site não menciona mais o antigo nome.
A nova unidade da Universidade de São Paulo (USP) começou a ser discutida em 2001, em uma tentativa de incluir mais estudantes de baixa renda a uma das melhores instituições de ensino superior do País. Na época, só 10% dos alunos da USP vinham da zona leste da cidade - hoje, são 30%.AAAAAA. Os primeiros documentos sobre o projeto não davam nome algum à nova unidade. Em 2003, quando o governo do Estado escolheu a região do parque ecológico do Tietê para construir o campus e destinou os primeiros milhões de reais à unidade, o projeto se tornou mais conhecido - e o nome USP Leste pegou.
O então reitor Adolpho José Melfi costumava dizer, no entanto, que se tratava da USP na zona leste, e não da zona leste. Na recente campanha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) à prefeitura de São Paulo, a USP Leste aparecia, com essa denominação, como uma das suas principais realizações. "É um nome forte. Nas publicações de textos e artigos, ele já é conhecido", diz o coordenador do ciclo básico da unidade, Ulisses Araújo. "Ainda há muito preconceito.
O pessoal do Butantã costuma chamar a gente de USP Lost", reclama Lorena de Souza, de 21 anos, aluna do campus. Lost, em inglês, quer dizer perdido, e é também o nome da série de TV em que um grupo de pessoas vive em uma ilha deserta. "Com a mudança, fica mais claro que nós também somos USP", diz a colega Sheylla Alves, de 21 anos. Julie Anne Serafim, de 19 anos, defende o nome EACH para que não haja mal-entendidos.
"Como a
zona leste é mais pobre, esta seria uma
faculdade mais pobre, o que não é verdade. Quando alguém pergunta onde
eu estudo, respondo só USP." PRIMEIROS FORMANDOS. Não há diferenciação
na USP entre os campus leste, oeste ou os do interior.
Os cursos usam parte do mesmo orçamento de R$ 2 bilhões, o vestibular é o mesmo e os professores ingressam por concurso público. A USP Leste tem hoje cerca de 4.100 alunos, 230 professores e um projeto pedagógico inovador, que inclui um ciclo básico e uma disciplina em que os alunos de todos os cursos propõem projetos para resolver problemas da região.Sua estrutura, que começou com apenas um prédio acadêmico, cresceu muito em quatro anos de funcionamento.
Há três anfiteatros, biblioteca, laboratórios, posto de saúde, refeitório e está sendo finalizada a obra de um centro esportivo. Neste ano, se formam os primeiros cerca de mil estudantes dos dez cursos oferecidos na unidade. Em nota divulgada ontem, De Rose lembra que eles receberão seus diplomas em nome da EACH, "assim como alunos da Poli recebem seus diplomas pela Escola Politécnica e não pela USP Oeste ou USP Butantã".
Um concurso escolheu o novo logotipo e, no site do campus e em documentos oficiais da diretoria, quase não há mais referências ao antigo nome. Professores e alunos divergem sobre a mudança, que tem gerado polêmica na unidade, inaugurada em 2005 no bairro pobre de Jardim Keralux, em São Paulo, às margens da rodovia Ayrton Senna. "Ninguém diz que estuda na Cidade Universitária.
E sim na Poli, na FEA", explica o diretor da EACH, Dante De Rose Junior. Para ele, a zona leste é a "apenas a localização" do campus, assim como o bairro do Butantã abriga a USP do outro lado da cidade. "A escola tem nome e ele precisa ser trabalhado", afirma.
Dante foi um dos que escolheram o logotipo da EACH. O desenho lembra a imagem colorida vista em um caleidoscópio. Hoje, quem anda pelo campus ainda vê a inscrição USP Leste em portas e placas. Mas o texto que conta a história da unidade no site não menciona mais o antigo nome.
A nova unidade da Universidade de São Paulo (USP) começou a ser discutida em 2001, em uma tentativa de incluir mais estudantes de baixa renda a uma das melhores instituições de ensino superior do País. Na época, só 10% dos alunos da USP vinham da zona leste da cidade - hoje, são 30%.AAAAAA. Os primeiros documentos sobre o projeto não davam nome algum à nova unidade. Em 2003, quando o governo do Estado escolheu a região do parque ecológico do Tietê para construir o campus e destinou os primeiros milhões de reais à unidade, o projeto se tornou mais conhecido - e o nome USP Leste pegou.
O então reitor Adolpho José Melfi costumava dizer, no entanto, que se tratava da USP na zona leste, e não da zona leste. Na recente campanha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) à prefeitura de São Paulo, a USP Leste aparecia, com essa denominação, como uma das suas principais realizações. "É um nome forte. Nas publicações de textos e artigos, ele já é conhecido", diz o coordenador do ciclo básico da unidade, Ulisses Araújo. "Ainda há muito preconceito.
O pessoal do Butantã costuma chamar a gente de USP Lost", reclama Lorena de Souza, de 21 anos, aluna do campus. Lost, em inglês, quer dizer perdido, e é também o nome da série de TV em que um grupo de pessoas vive em uma ilha deserta. "Com a mudança, fica mais claro que nós também somos USP", diz a colega Sheylla Alves, de 21 anos. Julie Anne Serafim, de 19 anos, defende o nome EACH para que não haja mal-entendidos.
"Como a
Os cursos usam parte do mesmo orçamento de R$ 2 bilhões, o vestibular é o mesmo e os professores ingressam por concurso público. A USP Leste tem hoje cerca de 4.100 alunos, 230 professores e um projeto pedagógico inovador, que inclui um ciclo básico e uma disciplina em que os alunos de todos os cursos propõem projetos para resolver problemas da região.Sua estrutura, que começou com apenas um prédio acadêmico, cresceu muito em quatro anos de funcionamento.
Há três anfiteatros, biblioteca, laboratórios, posto de saúde, refeitório e está sendo finalizada a obra de um centro esportivo. Neste ano, se formam os primeiros cerca de mil estudantes dos dez cursos oferecidos na unidade. Em nota divulgada ontem, De Rose lembra que eles receberão seus diplomas em nome da EACH, "assim como alunos da Poli recebem seus diplomas pela Escola Politécnica e não pela USP Oeste ou USP Butantã".
2 Comentários:
|
Nov 07, 2008
Nota:
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Raaah disse:
não tem o site da USP da
obrigada pela atenção |
|
Nov 28, 2008
Nota:
![]() ![]() ![]() ![]()
andreza disse:
Provavelmente não tem co
De nada |



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