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População brasileira pára de crescer em 2030, aponta Ipea
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Nota:




Essa tendência é apontada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação pública federal vinculada ao Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, a partir da análise dos dados demográficos e de gênero da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios de 2007 (Pnad).
De acordo com o levantamento, a taxa média de fecundidade da mulher brasileira em 2007 era de 1,83 filho (essa tendência já havia sido apontada pelo IBGE na análise dos dados da Pnad, para quem a taxa está em 1,95 filho por mulher; os números não batem porque os dois institutos utilizam metodologias diferentes na análises dos dados levantados na pesquisa).
Em 1992, a taxa era de 2,8 filhos. Orientado por esta diminuição, o Ipea projetou que a população brasileira atingirá seu máximo em 2030, com um contingente aproximado de 204,3 milhões de habitantes. A partir desta data, a tendência é que a população brasileira comece a reduzir e em 2035 caia para 200,1 milhões.
Alguns grupos populacionais já estão experimentando taxas negativas
de crescimento, aqueles com idades abaixo de 30 anos. Outros passarão a
experimentar ao longo dos próximos 25 anos. Entre 2030-2035, os únicos
grupos populacionais que deverão apresentar crescimento positivo são os
de idade superior a 45 anos
Cresce a População em Idade Ativa (PIA)
A redução na fecundidade acarretou, segundo a Pnad, em um aumento no percentual da População em Idade Ativa (PIA) - indivíduos com mais de 15 anos. De 1992 para 2007, a PIA passou de 58,3% para 64,2% da população.
A população idosa também cresceu, de 7,9% para 10,6% da população. O percentual dos idosos com idade superior a 80 anos passou de 1% em 1992 para 1,4% em 2007, o que corresponde a 1,6 milhões de pessoas.
A PIA madura e idosa deverá crescer tanto em valores absolutos
quanto em participação no total da população, chegando a 47% em 2035.
Isto colocará pressões diferenciadas no mercado de trabalho, como o
possível aumento na demanda de empregos para as pessoas com mais 45
anos.
Fecundidade cai mais no Nordeste
Segundo a Pnad, a redução na taxa de fecundidade ocorreu em todas as faixas de renda, de escolaridade e em todas as regiões do país. As maiores reduções foram observadas nos 20% das mulheres que têm a faixa de renda mais baixa, com menos tempo de estudo (0 a 4 anos) e da região Nordeste.
Já entre as 20% das mulheres com maior renda, a taxa de fecundidade chegou a 1,3, índice próximo ao de países como Espanha, Itália e Japão. A diminuição da fecundidade também ocorreu em todas as faixas de idade, mas com menos intensidade entre as mulheres de 15 a 19 anos.
A combinação da redução da taxa de fecundidade com a diminuição da mortalidade tem como conseqüência direta o envelhecimento da população, processo observado na maior parte dos países desenvolvidos. De acordo com o Ipea, se confirmada essa tendência, aumentará a demanda por cuidados de longa duração e os gastos com pagamento de benefícios previdenciários e assistências por um período de tempo mais longo.

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