O empreendedorismo juvenil pode mudar muito a vida nas periferias. Mark
Vogt, sócio da PricewaterhouseCoopers, acredita nisso e desde 2003
comanda o conselho da United Way Brasil, organização que tem como
público-alvo as comunidades das periferias das grandes cidades.
É ali que a UWB identifica, capacita lideranças e prepara o jovem para o mercado de trabalho - com carteira assinada ou como empreendedor. "Ele pode ser o que quiser e vai ser treinado para isso", diz Vogt. A Pró-Morato, de Francisco Morato, em São Paulo, é uma das organizações de periferia apoiadas pela UWB. Benigna Siqueira, a coordenadora, diz que a entidade atendeu mais de 2.100 jovens entre 16 e 24 anos em pouco mais de dez anos.
Agora, com a chegada da UWB, há a possibilidade de os microempreendedores contarem com recursos do microcrédito. Um dos projetos tem como candidatos os membros da Orquestra Experimental Pró-Morato, que reúne 40 jovens. "O maior problema é que eles não acreditavam neles mesmos, não sabiam se comunicar direito, tinham um vocabulário precário e, para completar, ainda sofriam uma grande pressão da família por geração de renda", diz.
O apoio da UWB foi providencial. Com uma verba de R$ 42 mil, Benigna pode agora distribuir uma ajuda de custo de R$ 80 para cada músico. Eles tocam em festas e vêm conseguindo alguma renda. "Muitos até estão fazendo faculdade de música", diz Benigna. Mesmo com a comprovação de que podem transformar a própria história, o empreendedorismo ainda não entrou no repertório desses jovens. "Em geral eles não encaram o que empreendem como um negócio para a vida toda", afirma.
Há exceções. Benigna conta que muitas meninas da comunidade vêm apresentando projetos e se qualificando para receber o monitoramento da UWB e, posteriormente, um microcrédito de até R$ 500. Uma delas abriu uma oficina de crochê e, para comprar linhas e tecidos, recebeu um crédito de R$ 200 a serem pagos em seis meses. A retirada na oficina chega a R$ 150 - "mas elas sabem que podem faturar mais", diz Benigna.
O empreendedorismo é também o mote da Jr. Achievement desde 1919, quando foi criada, nos Estados Unidos. Henrique Luz, presidente do conselho da Jr. Achievement Brasil e um dos sócios da PricewaterhouseCoopers, diz que "metade dos congressistas americanos já passaram pelos programas da Jr. na juventude", diz ele. No Brasil, a Jr. começou a operar em 1983 com o objetivo de despertar no jovem a necessidade de permanecer
na escola.
Mais que isso, diz Luz, o objetivo é mostrar aos alunos do ensino médio de escolas públicas que eles podem ser tudo o que quiserem, desde que aprendam a empreender " . Em 2008, passaram pela Jr. 25 mil alunos de escolas municipais e estaduais; 70% deles participaram dos cursos de mini-empresa.
O curso conta com a participação de monitores voluntários que levam suas experiências para a sala de aula durante a hora do almoço ou à noite. Os alunos aprendem o que precisam para montar uma empresa - desde a abertura da firma até finanças, marketing, recursos humanos, produção e vendas. "Os alunos são divididos em turmas que montam suas empresas, determinam o produto que vão fabricar e competem entre si", explica Luz.
No próximo ano, Luz planeja estender o curso de mini-empresa também para os jovens da classe média das escolas privadas. "Há muito espaço para a formação de jovens que podem se favorecer com o empreendedorismo", diz ele, que pretende formar 50 mil jovens em São Paulo até 2010.
É ali que a UWB identifica, capacita lideranças e prepara o jovem para o mercado de trabalho - com carteira assinada ou como empreendedor. "Ele pode ser o que quiser e vai ser treinado para isso", diz Vogt. A Pró-Morato, de Francisco Morato, em São Paulo, é uma das organizações de periferia apoiadas pela UWB. Benigna Siqueira, a coordenadora, diz que a entidade atendeu mais de 2.100 jovens entre 16 e 24 anos em pouco mais de dez anos.
Agora, com a chegada da UWB, há a possibilidade de os microempreendedores contarem com recursos do microcrédito. Um dos projetos tem como candidatos os membros da Orquestra Experimental Pró-Morato, que reúne 40 jovens. "O maior problema é que eles não acreditavam neles mesmos, não sabiam se comunicar direito, tinham um vocabulário precário e, para completar, ainda sofriam uma grande pressão da família por geração de renda", diz.
O apoio da UWB foi providencial. Com uma verba de R$ 42 mil, Benigna pode agora distribuir uma ajuda de custo de R$ 80 para cada músico. Eles tocam em festas e vêm conseguindo alguma renda. "Muitos até estão fazendo faculdade de música", diz Benigna. Mesmo com a comprovação de que podem transformar a própria história, o empreendedorismo ainda não entrou no repertório desses jovens. "Em geral eles não encaram o que empreendem como um negócio para a vida toda", afirma.
Há exceções. Benigna conta que muitas meninas da comunidade vêm apresentando projetos e se qualificando para receber o monitoramento da UWB e, posteriormente, um microcrédito de até R$ 500. Uma delas abriu uma oficina de crochê e, para comprar linhas e tecidos, recebeu um crédito de R$ 200 a serem pagos em seis meses. A retirada na oficina chega a R$ 150 - "mas elas sabem que podem faturar mais", diz Benigna.
O empreendedorismo é também o mote da Jr. Achievement desde 1919, quando foi criada, nos Estados Unidos. Henrique Luz, presidente do conselho da Jr. Achievement Brasil e um dos sócios da PricewaterhouseCoopers, diz que "metade dos congressistas americanos já passaram pelos programas da Jr. na juventude", diz ele. No Brasil, a Jr. começou a operar em 1983 com o objetivo de despertar no jovem a necessidade de permanecer
Mais que isso, diz Luz, o objetivo é mostrar aos alunos do ensino médio de escolas públicas que eles podem ser tudo o que quiserem, desde que aprendam a empreender " . Em 2008, passaram pela Jr. 25 mil alunos de escolas municipais e estaduais; 70% deles participaram dos cursos de mini-empresa.
O curso conta com a participação de monitores voluntários que levam suas experiências para a sala de aula durante a hora do almoço ou à noite. Os alunos aprendem o que precisam para montar uma empresa - desde a abertura da firma até finanças, marketing, recursos humanos, produção e vendas. "Os alunos são divididos em turmas que montam suas empresas, determinam o produto que vão fabricar e competem entre si", explica Luz.
No próximo ano, Luz planeja estender o curso de mini-empresa também para os jovens da classe média das escolas privadas. "Há muito espaço para a formação de jovens que podem se favorecer com o empreendedorismo", diz ele, que pretende formar 50 mil jovens em São Paulo até 2010.


