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Só falta um mês, mas evite o pânico
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Falta pouco menos de um mês para a primeira fase do vestibular da
UFPR, e nessa hora pode bater um pânico: como se comportar nessa reta
final? A recomendação dos professores para os candidatos é uma só –
manter o mesmo ritmo de estudos até o fim.
O duro é convencer os alunos
disso. Basta visitar as salas de estudo dos cursinhos para perceber a
superlotação do espaço nessa época. Quem se esforçou durante o ano quer
aprender um pouquinho mais e quem não estudou o suficiente quer
aprender tudo agora.
Com
pelo menos quatro décadas de experiência, o professor Renato Ribas Vaz,
diretor do Curso Positivo, conhece bem o desespero dos alunos às
vésperas do vestibular. “Alguns querem estudar 18 horas por dia, querem
tomar remédio para não dormir. Esses não têm solução”, diz o professor.
É natural que a proximidade da prova provoque nervosismo e ansiedade,
mas quem não manteve uma rotina regular de estudos durante o ano não
vai conseguir recuperar o tempo perdido. “Se só estudar na véspera
funcionasse, todo mundo faria a mesma coisa”, afirma Vaz.
O ideal é continuar com o mesmo método de estudos adotado ao longo do ano. Não precisa aumentar o tempo, mas relaxar também não pode. De acordo com o professor Vaz, alguns cuidados podem ser tomados agora. A primeira fase do vestibular da UFPR é de conhecimentos gerais e todas as matérias são importantes. Não compensa, então, dedicar-se apenas às disciplinas da segunda fase. O vestibulando tem de estar afiado em tudo, ou corre o risco de nem se classificar. Por isso a revisão é fundamental, pois vai permitir que ele identifique suas dificuldades. “Ele deve estudar mais a matéria em que se sente mais fraco”, diz o diretor. O aluno tem de principalmente acompanhar as últimas semanas de aula, pois os professores vão falar de assuntos que provavelmente serão cobrados no vestibular.
Nicole Luy, Karin Pruner e Priscila Ribeiro vão prestar o vestibular da UFPR e são unânimes em dizer que vão aumentar o ritmo de estudos no último mês. Nicole, que vai fazer Direito, conta que nessa época os alunos são tomados por uma doença chamada “outubrite”, que faz com que todos passem a se preocupar mais com a prova. “O pessoal assiste à aula em cima do tablado. É uma loucura. A gente tem a impressão de que não lembra mais as matérias do começo do ano”, diz ela.
Para manter a tranqüilidade, a dica das meninas é não perder o foco na reta final. “Os alunos devem olhar para o trabalho que foi feito durante o ano”, afirma Karin, vestibulanda de Letras. Para ela, o contato com os professores é fundamental. “Eles estão preparados para deixar a gente mais tranqüila”, explica. “Não ir ao cursinho parece que gera uma tensão maior”, acrescenta Nicole.
Elas admitem que, por conta da preparação, acabam não tendo tempo para cuidar da saúde. “Acho que posso dizer por nós três que ninguém come direito”, conta Nicole. “Minha atividade (física) é andar do ponto de ônibus até o cursinho e depois voltar. Não tenho tempo para academia”, afirma Priscila, que também estuda para o vestibular de Direito.
Para o professor Vaz, o maior risco decorrente do aumento da carga horária de estudos é sobre a saúde dos alunos. Segundo ele, o vestibular não é apenas uma prova que testa os conhecimentos, mas também uma prova de resistência. “O aluno tem de estar preparado fisicamente no dia da prova. O vestibular da Federal dura cinco horas e o candidato não tem a opção de sair antes de terminar”, afirma Vaz. Para estar inteiro é necessário dormir bem e praticar alguma atividade física durante as semanas que antecedem a prova.
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Interatividade
Qual é o seu plano de estudos para as semanas que antecedem a primeira fase da UFPR?


