Neste ano, ao menos quatro instituições de ensino superior de São Paulo
- Ibmec, FGV, Fecap e Trevisan - lançaram a dupla graduação. Por esse
sistema, o estudante escolhe uma carreira no vestibular e, ao longo da
graduação, pode optar por um segundo curso e concluir os dois em menos
tempo do que se eles fossem cursados um em seguida do outro.
A Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) acaba de lançar o seu programa, que inclui as graduações de administração e ciências contábeis.
Se o aluno fizesse os dois cursos separadamente, levaria seis anos, mas, com a dupla titulação, fica só quatro anos na faculdade. "O objetivo é formar um profissional que saia com mais conhecimento", afirma Luiz Guilherme Brom, superintendente institucional da escola. Haverá um vestibular específico para o curso duplo, com maior cobrança de inglês, no dia 29 de novembro.
Valdemar de Macedo Júnior, 19, concorrerá à dupla graduação da Fecap. Aluno do Anglo, diz estar se preparando para a prova. "Ter duas formações me fará um profissional melhor."Na FGV (Fundação Getulio Vargas), a dupla titulação, que combina administração e direito, existe desde agosto.
Mas só alunos que já estão cursando uma das graduações podem concorrer à vaga --nesta primeira etapa foram só cinco."Direito e administração são duas áreas que dialogam muito", afirma Adriana Ancona de Faria, coordenadora de direito. "Criamos esse sistema porque o mercado de trabalho tem cada vez mais integração entre áreas, e os profissionais também têm que ter um conhecimento interdisciplinar."Na dupla graduação da FGV, em vez de ficar nove anos para concluir os dois cursos, o aluno se forma em sete. Predomina a mensalidade do curso mais caro --a de direito (R$ 2.750).
Segundo Adriana, a escola discute a criação da dupla formação com economia e direito, já para o ano que vem.Ingressante da primeira turma de direito da FGV-SP, John Peter Paz, 24, se formará, em sete anos, em direito e administração. "É uma oportunidade enorme para mim", diz ele, que faz estágio em um escritório de advocacia, mas está sempre com a calculadora sobre a mesa, pois lida com mercados.
Na Trevisan, a dupla graduação surgiu pela procura dos formados em fazer um segundo curso na escola. "Muitos se formavam em administração e voltavam para fazer ciências contábeis", afirma Luciana Onusic, coordenadora do curso de ciências contábeis. "Assim, criamos a dupla graduação."Segundo Luciana, o curso de administração é mais generalista e o de ciências contábeis enfoca a área financeira.
Discute-se na Trevisan a criação da dupla graduação de relações internacionais com marketing e com administração.O sistema de dupla titulação no Ibmec-São Paulo também surgiu em resposta aos pedidos dos
alunos. "Os três
primeiros semestres de economia e administração são iguais, então,
criamos o curso duplo", diz Sérgio Lazzarini, diretor acadêmico de
graduação. "Fazendo a dupla, quem for para a área econômica vai
entender de marketing, que um economista normalmente não sabe.
"Na Uninove, qualquer aluno recebe, geralmente na metade do curso, uma certificação, com que a instituição pretende qualificar o aluno para o mercado de trabalho. "O jovem tem pressa, por isso, ele pode começar a trabalhar antes", diz a reitora, Cristina Storópoli.A UFABC também oferece a oportunidade de obter dois diplomas com apenas um vestibular.
Qualquer aluno que ingressa na instituição se forma em ciência e tecnologia em três anos. Depois, ele pode continuar, e, em mais um ou dois anos, se formar em uma das áreas oferecidas pela instituição, como engenharia de gestão ou ciência da computação.
OpiniãoMas a importância da dupla graduação não é uma unanimidade. "Para o mercado, é melhor uma graduação e depois fazer uma pós", afirma Constantino Cavalheiro, diretor da agência de empregos Catho. "E é mais válido ter experiência profissional que duas graduações."
A Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) acaba de lançar o seu programa, que inclui as graduações de administração e ciências contábeis.
Se o aluno fizesse os dois cursos separadamente, levaria seis anos, mas, com a dupla titulação, fica só quatro anos na faculdade. "O objetivo é formar um profissional que saia com mais conhecimento", afirma Luiz Guilherme Brom, superintendente institucional da escola. Haverá um vestibular específico para o curso duplo, com maior cobrança de inglês, no dia 29 de novembro.
Valdemar de Macedo Júnior, 19, concorrerá à dupla graduação da Fecap. Aluno do Anglo, diz estar se preparando para a prova. "Ter duas formações me fará um profissional melhor."Na FGV (Fundação Getulio Vargas), a dupla titulação, que combina administração e direito, existe desde agosto.
Mas só alunos que já estão cursando uma das graduações podem concorrer à vaga --nesta primeira etapa foram só cinco."Direito e administração são duas áreas que dialogam muito", afirma Adriana Ancona de Faria, coordenadora de direito. "Criamos esse sistema porque o mercado de trabalho tem cada vez mais integração entre áreas, e os profissionais também têm que ter um conhecimento interdisciplinar."Na dupla graduação da FGV, em vez de ficar nove anos para concluir os dois cursos, o aluno se forma em sete. Predomina a mensalidade do curso mais caro --a de direito (R$ 2.750).
Segundo Adriana, a escola discute a criação da dupla formação com economia e direito, já para o ano que vem.Ingressante da primeira turma de direito da FGV-SP, John Peter Paz, 24, se formará, em sete anos, em direito e administração. "É uma oportunidade enorme para mim", diz ele, que faz estágio em um escritório de advocacia, mas está sempre com a calculadora sobre a mesa, pois lida com mercados.
Na Trevisan, a dupla graduação surgiu pela procura dos formados em fazer um segundo curso na escola. "Muitos se formavam em administração e voltavam para fazer ciências contábeis", afirma Luciana Onusic, coordenadora do curso de ciências contábeis. "Assim, criamos a dupla graduação."Segundo Luciana, o curso de administração é mais generalista e o de ciências contábeis enfoca a área financeira.
Discute-se na Trevisan a criação da dupla graduação de relações internacionais com marketing e com administração.O sistema de dupla titulação no Ibmec-São Paulo também surgiu em resposta aos pedidos dos
"Na Uninove, qualquer aluno recebe, geralmente na metade do curso, uma certificação, com que a instituição pretende qualificar o aluno para o mercado de trabalho. "O jovem tem pressa, por isso, ele pode começar a trabalhar antes", diz a reitora, Cristina Storópoli.A UFABC também oferece a oportunidade de obter dois diplomas com apenas um vestibular.
Qualquer aluno que ingressa na instituição se forma em ciência e tecnologia em três anos. Depois, ele pode continuar, e, em mais um ou dois anos, se formar em uma das áreas oferecidas pela instituição, como engenharia de gestão ou ciência da computação.
OpiniãoMas a importância da dupla graduação não é uma unanimidade. "Para o mercado, é melhor uma graduação e depois fazer uma pós", afirma Constantino Cavalheiro, diretor da agência de empregos Catho. "E é mais válido ter experiência profissional que duas graduações."


