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Duas grafias valem na prova
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Mas os candidatos desatentos que utilizarem as regras antigas no vestibular do próximo ano não devem perder pontos no concurso. Segundo o decreto presidencial que instituiu o calendário das mudanças, haverá um período de transição até 31 de dezembro de 2012, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atual e a nova norma estabelecida.
“As duas formas conviverão até 2012, inclusive em concursos. Nenhum candidato poderá ser punido por escrever de acordo com as regras antigas”, afirma Godofredo de Oliveira Neto, presidente da Comissão de Língua Portuguesa (Colip) do Ministério da Educação, criada para representar o Brasil nas discussões sobre a unificação ortográfica. Ele ressalta que durante os próximos quatro anos a antiga norma terá de ser aceita, inclusive, nas provas escolares. “Isso não quer dizer que os professores devem deixar para ensinar as novas regras no último dia”, enfatiza. De acordo com a assessoria de imprensa do MEC, todas as escolas precisarão aderir à reforma até o começo de 2010.
Em Curitiba, professores de colégios e cursinhos já preparam os alunos para as mudanças e dizem que utilizarão material didático adaptado às novas regras a partir do ano que vem. Apesar das declarações do presidente da Colip, algumas instituições afirmam que irão cobrar as novas regras nas avaliações escolares. “As mudanças já começaram a ser comentadas em sala de aula, até porque os alunos ouvem coisas por aí e nos perguntam a respeito. No ano que vem o material trará as modificações e, se houver uma prova com questões de acentuação, os estudantes terão de levar em conta as alterações”, adianta Francisco Silva de Oliveira, professor de Língua Portuguesa, Literatura e Redação do Curso e Colégio Unificado.
No Colégio Bom Jesus, o conhecimento sobre a reforma também será exigido nas avaliações do próximo ano, mas as duas ortografias serão consideradas corretas na prova de Redação. “A sensatez manda que não privilegiemos uma ou outra ortografia, punindo os alunos que escreverem ‘idéia’ no lugar de ‘ideia’, porque o decreto prevê que até 2012 as duas formas estarão corretas. Mas podemos pedir para que o estudante escreva uma palavra de acordo com a reforma, deixando claro qual das ortografias está sendo cobrada”, explica Cleuza Cecato, professora de Língua Portuguesa e Produção Textual do Bom Jesus.
Segundo o professor de Português João Filipe de Souza Magnani, do Curso e Colégio Acesso, os alunos já começarão a exercitar a nova ortografia em 2009, mas as regras só serão exigidas nas provas escolares quando a Universidade Federal do Paraná (UFPR) decidir cobrar o acordo ortográfico em seu vestibular. Ele enfatiza, entretanto, que o prejuízo para o candidato que não estiver por dentro da reforma será mínimo. “O desconto para erros de português na prova de Redação dos vestibulares é muito pequeno”, afirma. Além disso, o professor lembra que as mudanças, no Brasil, irão alterar menos de 1% das palavras, algumas delas muito pouco utilizadas pelos estudantes.
Alterações
Conheça algumas mudanças previstas na reforma ortográfica
Trema – Deixará de existir, exceto em nome próprios e seus derivados
Acento agudo – Não se usará mais:
1) nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “idéia” e “jibóia”
2) nas palavras paroxítonas com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: “feiúra” e “baiúca” passam a ser grafadas “feiura” e “baiuca”.
Acento diferencial – Não se usará mais para diferenciar:
1) pára (flexão do verbo parar) de para (preposição).
2) péla (verbo pelar) de pela (combinação de “per” + “la”)
3) pêlo (substantivo) de pelo (combinação de “per” + “lo”)
Acento circunflexo – Não se usará mais:
1) nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver”. A grafia correta será “creem”, “deem”, “leem” e “veem”.
2) em palavras terminadas em hiato “oo”, como “enjôo” ou “vôo”.
Alfabeto – O “k”, o “w” e o “y” entram no alfabeto, que passa a ter 26 letras.
Hífen – O hífen some quando o segundo elemento da palavra começar com “s” ou “r”. “Anti-semita”, por exemplo, torna-se “antissemita”.
Exceção: quando os prefixos terminam em “r” se mantém o hífen. Como “hiper-requintado” e “super-resistente”.
2 Comentários:
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Nov 04, 2008
Nota:
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Mandý' disse:
Gostei bastante desse art
Acho que o português Para professores e alu Ainda bem Com as féria |
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Oct 30, 2008
Nota:
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