¿Hablas español? A pergunta é bem pertinente para os estudantes que
estão se candidatando à seleção de vestibular. Há pelo menos três anos,
no lugar do Inglês, a língua vem sendo a opção mais pedida pelos
candidatos, uma escolha traduzida pela proximidade com o nosso bom
Português e, mais recentemente, por causa da influência do idioma no
mercado.
Continuando a série sobre dicas para o Vestibular, veja que, para essas provas, deve-se esperar muito de compreensão contextual. E cuidado com os falsos amigos: atenção às semelhanças e diferenças entre o Espanhol e a língua portuguesa. Para os que optarem pela prova de Inglês, professores alertam que o nível das federais é alto.
Primeira grande cobrança na vida de um estudante, para aquele que não quer arriscar no Espanhol, a prova de línguas dos vestibulares é comumente de Inglês. Um dos motivos da escolha dos alunos deve-se à aplicabilidade do idioma dentro e fora do campus universitário.
No globo, dez países o têm como primeira língua, além dos tantos outros que o têm como secundária. Por isso é que, para receber seus freqüentes turistas, dos 243 funcionários do Atlante Plaza Hotel, em Boa Viagem, no Recife, cerca de 20% falam fluentemente a língua inglesa. A recepcionista Andrea dos Santos Melo, de 24 anos, é uma delas. “Das 100 pessoas que atendo diariamente, pelo menos 20% vêm de fora do Brasil.
Sou eu quem resolvo qualquer problema que eles tiverem - de comunicação ou não -, também explico sobre o funcionamento e a estrutura do hotel e ainda, quando necessário, indico passeios. As pessoas esperam que você fale Inglês. Fiz um curso do idioma, mas aprendi mesmo trabalhando, com um ano de experiência em museu e mais de três aqui”, contou.
Guest relations (funcionária de relacionamento de hóspedes) do mesmo hotel, Thaíse Assis, de 22 anos, recebe, por dia, cerca de 80 pessoas. “Não uso o idioma só com americanos e ingleses, mas também preciso utilizá-lo com os alemães, que falam conosco em inglês. Além de recepcioná-los no hotel, também sou responsável pela indicação de restaurantes, centros de compras, pontos turísticos e tudo o mais que eles precisarem.
Já recepcionei chefes de estado e artistas, como o cineasta Francis Ford Copolla, que veio ao Recife numa passagem relâmpago, há pouco menos de dois meses. Ele é muito simpático, por sinal”, contou. Sobre o aprendizado da língua, Thaíse diz que fez por pouco tempo curso de Inglês, tendo estudado mais sozinha. “Busquei também aprender com pesquisas pela internet e lendo exemplares da literatura inglesa, mas continuo em busca do aprimoramento, até porque eu pretendo fazer vestibular para Relações Internacionais no próximo ano”, completou.
Eterno turista de negócios, o empresário carioca Edison Roberto Arnaud, de 36 anos, importador de matéria-prima para a confecção de produtos de perfumaria e limpeza que comercializa, abusa do Inglês para sobreviver em suas transações comerciais. “Toda matéria-prima que utilizo compro fora do Brasil. De apenas uma delas, compramos 125 toneladas mensalmente.
Pelo menos uma vez por mês, faço viagens entre o Rio de Janeiro, os Estados Unidos (EUA) e a China, ou para algum país da Europa. São muitas reuniões com os nossos fornecedores e muitas negociações, principalmente agora com essa crise financeira mundial, desencadeada pelos EUA. Tudo é conversado em inglês, até mesmo entre os chineses, já que eu não domino a língua deles. É uma eterna preocupação manter o nível do idioma”, acrescentou Arnaud.
Teste das federais é mais contextualizado
O manual do candidato ao Vestibular 2009 das universidades federais de Pernambuco advertem: o exame de língua estrangeira destina-se a avaliar a capacidade do candidato para compreender os textos escritos, identificar as diferentes
funções sintático-semânticas dos vocábulos,
locuções e expressões idiomáticas de uso corrente, além de ter o
entendimento dos usos da língua em contextos situacionais.
Para a prova, os candidatos devem esperar que a formulação dos quesitos possa ser redigida em português ou na língua estrangeira; e os textos, de interesse geral, serão extraídos de livros, revistas, jornais, ou outras publicações não-especializadas. São oito perguntas, divididas entre cinco de interpretação, uma de vocabulário e duas de gramática.
Segundo o professor Marco Antônio, que há 18 anos está no ensino da língua, sendo seis só com preparação de vestibulares, há dois estilos de provas no Estado. “O aluno que estuda para a Universidade de Pernambuco (UPE), deve estar preparado para as duas perguntas sobre gramática.
Já na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a prova é toda contextualizada”, comparou. Sobre o conteúdo, ele indica revisar bastante voz passiva, discurso reportado (direto e indireto), comparativos e superlativos. “Aqueles que já tiveram a oportunidade de fazer um curso particular e/ou passaram um tempo no exterior ficam em posição privilegiada”, criticou.
De acordo com o professor, a prova da UPE é essencialmente gramatical. “Das 16 questões, dez exploram a gramática inglesa, uma visa sondar o vocabulário do candidato (podendo vir ao não vinculada a um texto) e cinco são de compreensão”, explicou Marco Antônio. Para ele, os assuntos mais relevantes para os estudantes intensificarem o cuidado são ainda os tempos verbais, as preposições e os condicionais.
Continuando a série sobre dicas para o Vestibular, veja que, para essas provas, deve-se esperar muito de compreensão contextual. E cuidado com os falsos amigos: atenção às semelhanças e diferenças entre o Espanhol e a língua portuguesa. Para os que optarem pela prova de Inglês, professores alertam que o nível das federais é alto.
Primeira grande cobrança na vida de um estudante, para aquele que não quer arriscar no Espanhol, a prova de línguas dos vestibulares é comumente de Inglês. Um dos motivos da escolha dos alunos deve-se à aplicabilidade do idioma dentro e fora do campus universitário.
No globo, dez países o têm como primeira língua, além dos tantos outros que o têm como secundária. Por isso é que, para receber seus freqüentes turistas, dos 243 funcionários do Atlante Plaza Hotel, em Boa Viagem, no Recife, cerca de 20% falam fluentemente a língua inglesa. A recepcionista Andrea dos Santos Melo, de 24 anos, é uma delas. “Das 100 pessoas que atendo diariamente, pelo menos 20% vêm de fora do Brasil.
Sou eu quem resolvo qualquer problema que eles tiverem - de comunicação ou não -, também explico sobre o funcionamento e a estrutura do hotel e ainda, quando necessário, indico passeios. As pessoas esperam que você fale Inglês. Fiz um curso do idioma, mas aprendi mesmo trabalhando, com um ano de experiência em museu e mais de três aqui”, contou.
Guest relations (funcionária de relacionamento de hóspedes) do mesmo hotel, Thaíse Assis, de 22 anos, recebe, por dia, cerca de 80 pessoas. “Não uso o idioma só com americanos e ingleses, mas também preciso utilizá-lo com os alemães, que falam conosco em inglês. Além de recepcioná-los no hotel, também sou responsável pela indicação de restaurantes, centros de compras, pontos turísticos e tudo o mais que eles precisarem.
Já recepcionei chefes de estado e artistas, como o cineasta Francis Ford Copolla, que veio ao Recife numa passagem relâmpago, há pouco menos de dois meses. Ele é muito simpático, por sinal”, contou. Sobre o aprendizado da língua, Thaíse diz que fez por pouco tempo curso de Inglês, tendo estudado mais sozinha. “Busquei também aprender com pesquisas pela internet e lendo exemplares da literatura inglesa, mas continuo em busca do aprimoramento, até porque eu pretendo fazer vestibular para Relações Internacionais no próximo ano”, completou.
Eterno turista de negócios, o empresário carioca Edison Roberto Arnaud, de 36 anos, importador de matéria-prima para a confecção de produtos de perfumaria e limpeza que comercializa, abusa do Inglês para sobreviver em suas transações comerciais. “Toda matéria-prima que utilizo compro fora do Brasil. De apenas uma delas, compramos 125 toneladas mensalmente.
Pelo menos uma vez por mês, faço viagens entre o Rio de Janeiro, os Estados Unidos (EUA) e a China, ou para algum país da Europa. São muitas reuniões com os nossos fornecedores e muitas negociações, principalmente agora com essa crise financeira mundial, desencadeada pelos EUA. Tudo é conversado em inglês, até mesmo entre os chineses, já que eu não domino a língua deles. É uma eterna preocupação manter o nível do idioma”, acrescentou Arnaud.
Teste das federais é mais contextualizado
O manual do candidato ao Vestibular 2009 das universidades federais de Pernambuco advertem: o exame de língua estrangeira destina-se a avaliar a capacidade do candidato para compreender os textos escritos, identificar as diferentes
Para a prova, os candidatos devem esperar que a formulação dos quesitos possa ser redigida em português ou na língua estrangeira; e os textos, de interesse geral, serão extraídos de livros, revistas, jornais, ou outras publicações não-especializadas. São oito perguntas, divididas entre cinco de interpretação, uma de vocabulário e duas de gramática.
Segundo o professor Marco Antônio, que há 18 anos está no ensino da língua, sendo seis só com preparação de vestibulares, há dois estilos de provas no Estado. “O aluno que estuda para a Universidade de Pernambuco (UPE), deve estar preparado para as duas perguntas sobre gramática.
Já na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a prova é toda contextualizada”, comparou. Sobre o conteúdo, ele indica revisar bastante voz passiva, discurso reportado (direto e indireto), comparativos e superlativos. “Aqueles que já tiveram a oportunidade de fazer um curso particular e/ou passaram um tempo no exterior ficam em posição privilegiada”, criticou.
De acordo com o professor, a prova da UPE é essencialmente gramatical. “Das 16 questões, dez exploram a gramática inglesa, uma visa sondar o vocabulário do candidato (podendo vir ao não vinculada a um texto) e cinco são de compreensão”, explicou Marco Antônio. Para ele, os assuntos mais relevantes para os estudantes intensificarem o cuidado são ainda os tempos verbais, as preposições e os condicionais.


