A confirmação, por meio de dados
oficiais do Ministério do Trabalho, de que, num ano de expansão do
emprego formal como o de 2007, as oportunidades aumentam para quem tem
mais escolaridade, diminuindo para quem estudou pouco, reafirma a
importância de uma formação adequada para quem busca uma vaga ou quer
se manter empregado.
Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) revelam que, no ano passado, o nível de emprego cresceu 7% em geral no país, mas caiu para quem é analfabeto ou tem apenas a 4ª série do Ensino Fundamental. Os resultados não deixam dúvida sobre a diferença que o aprendizado faz em momentos nos quais o crescimento econômico estimula uma maior procura por mais vagas com carteira assinada.
O levantamento divulgado agora mostra que, entre os analfabetos, o número de empregos, já inferior ao necessário, caiu 1,13%. Houve também uma redução importante para candidatos que não conseguiram completar oito anos de Ensino Fundamental. Em compensação, aumentaram em 11,6% as chances para quem tem Ensino Médio.
No Brasil, as oportunidades para quem tem curso superior ainda são inferiores às oferecidas para quem já concluiu o Ensino Médio. Mesmo assim, o acréscimo de vagas para quem já concluiu a universidade foi de 10,75% no último ano. O quadro confirma uma tendência crescente da exigência de maior qualificação de mão-de-obra por parte das empresas empregadoras.
Obviamente, o que faz a diferença na hora de assegurar uma vaga no mercado formal de trabalho não é apenas o número de anos de estudo, mas a forma como o aprendizado foi absorvido durante a freqüência à escola.
Por isso, nem sempre a simples conclusão do Ensino Médio ou mesmo de um curso universitário é suficiente para garantir um passaporte no mercado de trabalho, no qual a competição ampliou o número de exigências. Recente levantamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento revela que, de cada cem brasileiros na faixa etária entre 15 e 19 anos, 72 estão despreparados para conseguir uma boa colocação.
O fenômeno ocorre justamente porque, mesmo tendo um número de anos de estudo comparável com o de sua faixa
etária, uma grande
parcela de jovens brasileiros não teve acesso a uma educação de
qualidade. Isso significa que não desenvolveram capacidades exigidas
como pressuposto em qualquer atividade, como habilidade para lidar com
a língua falada e escrita e fazer relações entre diferentes conteúdos.
Isso sem falar em exigências crescentes, como o conhecimento de uma
língua estrangeira e de familiaridade com as novas tecnologias.
A reafirmação da importância da educação para a conquista de uma vaga no mercado de trabalho, feita por estudo oficial, serve de alerta para quem busca emprego e para o governo, que tem condições de recorrer a políticas públicas para assegurá-lo. O pressuposto deve estar presente sobretudo em momentos de crise como o atual, quando a competição tende a se mostrar ainda mais acirrada.
“O quadro confirma uma tendência crescente da exigência de maior qualificação”
Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) revelam que, no ano passado, o nível de emprego cresceu 7% em geral no país, mas caiu para quem é analfabeto ou tem apenas a 4ª série do Ensino Fundamental. Os resultados não deixam dúvida sobre a diferença que o aprendizado faz em momentos nos quais o crescimento econômico estimula uma maior procura por mais vagas com carteira assinada.
O levantamento divulgado agora mostra que, entre os analfabetos, o número de empregos, já inferior ao necessário, caiu 1,13%. Houve também uma redução importante para candidatos que não conseguiram completar oito anos de Ensino Fundamental. Em compensação, aumentaram em 11,6% as chances para quem tem Ensino Médio.
No Brasil, as oportunidades para quem tem curso superior ainda são inferiores às oferecidas para quem já concluiu o Ensino Médio. Mesmo assim, o acréscimo de vagas para quem já concluiu a universidade foi de 10,75% no último ano. O quadro confirma uma tendência crescente da exigência de maior qualificação de mão-de-obra por parte das empresas empregadoras.
Obviamente, o que faz a diferença na hora de assegurar uma vaga no mercado formal de trabalho não é apenas o número de anos de estudo, mas a forma como o aprendizado foi absorvido durante a freqüência à escola.
Por isso, nem sempre a simples conclusão do Ensino Médio ou mesmo de um curso universitário é suficiente para garantir um passaporte no mercado de trabalho, no qual a competição ampliou o número de exigências. Recente levantamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento revela que, de cada cem brasileiros na faixa etária entre 15 e 19 anos, 72 estão despreparados para conseguir uma boa colocação.
O fenômeno ocorre justamente porque, mesmo tendo um número de anos de estudo comparável com o de sua faixa
A reafirmação da importância da educação para a conquista de uma vaga no mercado de trabalho, feita por estudo oficial, serve de alerta para quem busca emprego e para o governo, que tem condições de recorrer a políticas públicas para assegurá-lo. O pressuposto deve estar presente sobretudo em momentos de crise como o atual, quando a competição tende a se mostrar ainda mais acirrada.
“O quadro confirma uma tendência crescente da exigência de maior qualificação”


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