Vestibular da Unicamp começa só para quem sabe escrever
É hoje, às
13h, que 49.287 mil estudantes vão realizar a primeira fase da prova de
um dos vestibulares mais disputados do país, o da Unicamp. Somente para
as 124 vagas oferecidas na Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto),
64 para medicina e 60 para enfermagem, são 3.096 e 285 candidatos,
respectivamente.
A prova é temida pelas suas questões. Óbvio? Não. A principal dificuldade encontrada por alguns estudantes não está no conteúdo. O problema é que não existe teste de múltipla escolha. Todas as perguntas são dissertativas, o que dificulta o famoso chutômetro.
A 1ª fase, obrigatória para todos os candidatos, é constituída de uma única prova composta de redação e de um conjunto de 12 questões gerais sobre o conteúdo das disciplinas: matemática, física, química, biologia, história e geografia.
Na redação, o candidato deve escolher entre três propostas: dissertação, narrativa ou carta. Se o candidato tirar nota zero nela, será automaticamente desclassificado.
As questões valem 48 pontos. A redação só é corrigida se pelo menos a metade delas estiverem corretas.
A novidade deste ano é que as questões poderão ser resolvidas a lápis. Mas os organizadores do vestibular e professores de escolas e cursinhos ainda recomendam o uso da caneta, para não haver manipulação da prova.
A redação obrigatoriamente tem de ser escrita com caneta. “Eu teria medo de fazer uma prova a lápis. Pedimos aos alunos para que façam a caneta, até para que não se torne um costume. A Fuvest, por exemplo, não permite isso”, diz Luis Otávio, professor de cursinho.
A estudante de cursinho Camila Mendes Aguera, 18 anos, afirma que prefere questões discursivas do que testes. “Me dou melhor em provas que posso escrever. Assim consigo expressar melhor minhas idéias.”
Camila conta que está confiante, mas afirma que se não passar fará outro ano de cursinho porque quer uma vaga na Unicamp. “Quero medicina na própria Unicamp, em Campinas”, comenta, ansiosa.
Ela e os amigos José Carlos, 18, Guilherme, 21, e Harissa, 18, que também realizarão a prova da Unicamp hoje, se preparam nas salas de aula e também em reuniões de grupo. “Nos dedicamos ao máximo”, afirma.
Professores dão dicas de como se dar bem na prova
“Primeiramente é essencial ler todas as questões. Depois disso, os estudantes devem começar por eliminação. Fazer as mais fáceis e deixar as difíceis para quebrar a cabeça depois”, diz o professor de cursinho Luís Otávio.
Segundo ele, os temas da redação também devem ser lidos e as principais idéias, grifadas.
“Diferentemente do que muitos dizem, acho que a prova da Unicamp não seleciona alunos com um determinado perfil. Qualquer um, que estude de verdade, consegue realizar e passar na prova.”
As provas da Unicamp são sempre temáticas.
Todas as questões são baseadas em um único assunto e disseminadas entre as disciplinas.
“Acredito que neste ano será sobre meio ambiente. A crise econômica mundial seria um ótimo tema, mas provavelmente a prova já estava pronto antes de tudo.”
Para Luís Otávio, o ensino médio no Brasil incentiva pouco o desafio e a competição entre os alunos.
Segundo a estudante da 3ª série do ensino médio Livia Figueira, talvez o desafio logo cedo colaborasse para acabar com as tensões na hora da prova de vestibular.
“Quando faço
simulados, parece que vou
congelar pelo tanto que fico ansiosa. Na maioria deles eu sei o
resultado de quase todas as questões, mas sempre me dou mal pelo
nervosismo.”
Ir para uma prova com o pensamento de que ela não é a última oportunidade também é uma dica sugerida por professores de cursinhos.
O professor Celso Silva também dá dicas para a prova da Unicamp. “Os alunos devem ficar atentos ao assunto principal. Provavelmente será meio ambiente porque não deve ter dado tempo de falar sobre a crise econômica mundial.”
O tema principal é destrinchado pelas questões de todas as disciplinas.
Revisora da redação pede cautela
Importante para compor a nota final da primeira fase (vale 50% dos pontos), a redação da Unicamp tem uma particularidade: é elaborada em cima do mesmo tema que norteia as questões de conhecimentos gerais.
Segundo a revisora do BOM DIA, Telma Mazzocato, que é corretora de redação de um dos grandes vestibulares, o principal erro é fugir do tema proposto.
“O vestibulando, muitas vezes, tem um problema de foco: ele começa desenvolvendo a idéia e, de repente, muda de assunto. E fugir do assunto tira mais pontos do que problemas com ortografia e concordância”, diz.
Na Unicamp, alguns trechos de textos são dados para que os candidatos não só tomem conhecimento do tema como também utilizem esses fragmentos na redação. “São três propostas: dissertação, narração e carta argumentativa, cada uma com um recorte do tema geral.”
A prova é temida pelas suas questões. Óbvio? Não. A principal dificuldade encontrada por alguns estudantes não está no conteúdo. O problema é que não existe teste de múltipla escolha. Todas as perguntas são dissertativas, o que dificulta o famoso chutômetro.
A 1ª fase, obrigatória para todos os candidatos, é constituída de uma única prova composta de redação e de um conjunto de 12 questões gerais sobre o conteúdo das disciplinas: matemática, física, química, biologia, história e geografia.
Na redação, o candidato deve escolher entre três propostas: dissertação, narrativa ou carta. Se o candidato tirar nota zero nela, será automaticamente desclassificado.
As questões valem 48 pontos. A redação só é corrigida se pelo menos a metade delas estiverem corretas.
A novidade deste ano é que as questões poderão ser resolvidas a lápis. Mas os organizadores do vestibular e professores de escolas e cursinhos ainda recomendam o uso da caneta, para não haver manipulação da prova.
A redação obrigatoriamente tem de ser escrita com caneta. “Eu teria medo de fazer uma prova a lápis. Pedimos aos alunos para que façam a caneta, até para que não se torne um costume. A Fuvest, por exemplo, não permite isso”, diz Luis Otávio, professor de cursinho.
A estudante de cursinho Camila Mendes Aguera, 18 anos, afirma que prefere questões discursivas do que testes. “Me dou melhor em provas que posso escrever. Assim consigo expressar melhor minhas idéias.”
Camila conta que está confiante, mas afirma que se não passar fará outro ano de cursinho porque quer uma vaga na Unicamp. “Quero medicina na própria Unicamp, em Campinas”, comenta, ansiosa.
Ela e os amigos José Carlos, 18, Guilherme, 21, e Harissa, 18, que também realizarão a prova da Unicamp hoje, se preparam nas salas de aula e também em reuniões de grupo. “Nos dedicamos ao máximo”, afirma.
Professores dão dicas de como se dar bem na prova
“Primeiramente é essencial ler todas as questões. Depois disso, os estudantes devem começar por eliminação. Fazer as mais fáceis e deixar as difíceis para quebrar a cabeça depois”, diz o professor de cursinho Luís Otávio.
Segundo ele, os temas da redação também devem ser lidos e as principais idéias, grifadas.
“Diferentemente do que muitos dizem, acho que a prova da Unicamp não seleciona alunos com um determinado perfil. Qualquer um, que estude de verdade, consegue realizar e passar na prova.”
As provas da Unicamp são sempre temáticas.
Todas as questões são baseadas em um único assunto e disseminadas entre as disciplinas.
“Acredito que neste ano será sobre meio ambiente. A crise econômica mundial seria um ótimo tema, mas provavelmente a prova já estava pronto antes de tudo.”
Para Luís Otávio, o ensino médio no Brasil incentiva pouco o desafio e a competição entre os alunos.
Segundo a estudante da 3ª série do ensino médio Livia Figueira, talvez o desafio logo cedo colaborasse para acabar com as tensões na hora da prova de vestibular.
“Quando faço
Ir para uma prova com o pensamento de que ela não é a última oportunidade também é uma dica sugerida por professores de cursinhos.
O professor Celso Silva também dá dicas para a prova da Unicamp. “Os alunos devem ficar atentos ao assunto principal. Provavelmente será meio ambiente porque não deve ter dado tempo de falar sobre a crise econômica mundial.”
O tema principal é destrinchado pelas questões de todas as disciplinas.
Revisora da redação pede cautela
Importante para compor a nota final da primeira fase (vale 50% dos pontos), a redação da Unicamp tem uma particularidade: é elaborada em cima do mesmo tema que norteia as questões de conhecimentos gerais.
Segundo a revisora do BOM DIA, Telma Mazzocato, que é corretora de redação de um dos grandes vestibulares, o principal erro é fugir do tema proposto.
“O vestibulando, muitas vezes, tem um problema de foco: ele começa desenvolvendo a idéia e, de repente, muda de assunto. E fugir do assunto tira mais pontos do que problemas com ortografia e concordância”, diz.
Na Unicamp, alguns trechos de textos são dados para que os candidatos não só tomem conhecimento do tema como também utilizem esses fragmentos na redação. “São três propostas: dissertação, narração e carta argumentativa, cada uma com um recorte do tema geral.”
1 Comentário:
|
Nov 18, 2008
Nota:
![]() ![]() ![]() ![]()
silvana disse:
ad0orei a informação e
estou ansiosa e co |


Autor/Admin)
