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Reserva de vagas gera polêmica
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Nota:




A senadora Nice Lobão (DEM-MA) propôs em 1999 que todas as universidades federais do Brasil reservassem metade de suas vagas para estudantes formandos em escolas públicas. Quase dez anos depois, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 73/99 com algumas alterações, e reiniciou a discussão sobre a melhor forma de democratizar o acesso ao ensino superior no país.
“A medida é indispensável, embora seja provisória”, diz o professor Jacques Velloso, do Núcleo de Estudos sobre Ensino Superior da Universidade de Brasília (UnB). Docente da Faculdade de Educação da UnB, Velloso considera que a reserva de vagas será necessária até que o sistema educacional de base melhore, mas acredita que existem opções às cotas. “Outra solução possível seria oferecer estímulos para que as universidades decidissem quais alternativas preferem adotar”, aponta.
Professora do Departamento de Sociologia da UnB, Fernanda Sobral concorda com Velloso e vai além. “O melhor é respeitar a autonomia das universidades. Esse projeto deveria estabelecer um princípio, e cada universidade decidiria por conta própria”, sugere a professora, que considera as cotas sociais – ou via escola pública – melhores que as cotas raciais. Para ela, reservar 50% das vagas só se justifica se essa proporção tiver sido estabelecida para ser estudada.
A estudante Larissa Silveira Leiro, do quarto semestre do curso de Nutrição, também se assustou ao saber da proporção reservada. “Acho que são muitas vagas. Não eram necessárias tantas, mas eu concordo em reservar uma parte para estudantes de escola pública”, opina a estudante. Larissa ressalta que estabelecer a escola pública como parâmetro de diferenciação é melhor que o critério racial, “que considero uma forma de preconceito”.
PERMANÊNCIA – A idéia de que as universidades nacionais poderiam tratar do assunto individualmente, como sugerem os professores, apóia-se em números. Metade das 54 universidades federais brasileiras já adota alguma política de cotas, segundo o Mapa das Ações Afirmativas no Brasil, do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). “Mas essa lei vai nos ajudar a chegar em um segundo ponto, que é a permanência dos alunos nas universidades”, explica a professora Deborah Santos, assessora de Diversidade e Apoio aos Cotistas da UnB.
Segundo ela, o Ministério da Educação não tem se preocupado com a permanência dos alunos cotistas nas universidades. “É necessário que esses estudantes recebam uma assistência estudantil mais elaborada e, como o MEC é responsável por isso, uma política nacional pode mobilizar sua atenção”, afirma. Na UnB, que reserva 20% de suas vagas para negros e pardos, o trabalho de acompanhamento começou a ser feito neste semestre pela Comissão Permanente de Acompanhamento de Ingressos Especiais, do Decanato de Ensino de Graduação.
QUALIDADE – “Um fato indiscutível é que a lei não vai promover queda na produtividade do ensino”, garante Velloso. Autor de uma pesquisa sobre o assunto, o professor identificou que, apesar de teoricamente os cotistas terem acesso a uma educação pior, o rendimento desses alunos não deve nada ao dos estudantes que disputam vagas pelo vestibular tradicional. “Essa crítica não tem fundamento”, assegura.
Se aprovado pelo Senado, o projeto estabelecerá um período de quatro anos para as instituições de ensino superior do país se adequarem à lei. Mas, de acordo com Deborah Santos, não seria necessário tanto tempo. “Aprovado o projeto, já podemos implantar a mudança para o vestibular seguinte. Não vão entrar monstros dentro da universidade, são pessoas comuns, como a gente.”
| Isabela Lyrio/UnB Agência |
DISCORDO
"O
jeito certo de fazer com que as pessoas tenham acesso à universidade
não é facilitar a entrada, mas melhorar o ensino de base. Melhorar o
ensino público, e não fazer com que os alunos de escolas públicas
tenham um caminho mais curto para entrar na universidade. Da forma
proposta, entram pessoas que não têm o preparo e a condição para
concorrer com quem estudou em escola particular, não por causa dos
próprios limites, mas por causa dos limites das escolas públicas."
Estela Iizuka, 19 anos, estudante do 4º semestre de Engenharia Florestal
| Isabela Lyrio/UnB Agência |
CONCORDO
"Essa
experiência já foi feita na Universidade de Campinas e deu certo. Os
alunos de escolas públicas entravam em piores condições que os das
escolas particulares e, ao final do curso, estavam sempre melhores. Foi
uma experiência muito proveitosa do ponto de vista prático, mas essas
iniciativas precisam ser acompanhadas em todas as universidades. Se as
instituições não formarem gente bem qualificada, a medida não faz
sentido."
Caio Abramo, 25 anos, estudante do 8º semestre de Filosofia
29 Comentários:
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Feb 06, 2009
Nota:
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jéssica disse:
fico triste em lê esse a
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Feb 03, 2009
Nota:
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Igor Oricolli disse:
Sou contra todo o tipo de
Vai contra os meus prin E c E no mais ning |
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Feb 02, 2009
Nota:
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PRISCILA HELLEN disse:
De fato é verdade que os
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Jan 29, 2009
Nota:
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Samir Raoni disse:
Li atentamente o que todo
Eu tb sempre Prov É nescessário que haj Nós qu Em relação as c Dizer que é um É como colocar em uma É muito Claro que em tudo tem-se Desculpem os erros |
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Jan 29, 2009
Nota:
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Célio disse:
estudei o primeiro grau n
minhas notas no vestibu |
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Jan 24, 2009
Nota:
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Ariana disse:
Concordo!O governo deve s
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Jan 18, 2009
Nota:
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Leonel disse:
Concordo com as cotas par
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Jan 15, 2009
Nota:
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LÍVIA disse:
As cotas são o ingresso
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Jan 02, 2009
Nota:
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rosangela disse:
Eu concordo com a reserva
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Jan 01, 2009
Nota:
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Leandro disse:
Estudei até o 2º grau i
A cria capacitado estatais é fundamen mel influência p o aumento no nív vis |
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Dec 30, 2008
Nota:
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TARCYS MALLONY disse:
CONCORDO COM O SISTEMA DE
...É FATO NOTÓRIO A NE COTA |
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Dec 29, 2008
Nota:
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Percival Henrique disse:
Acho essa cota muito meno
ps.: |
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Dec 23, 2008
Nota:
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Erilyana Cledja disse:
Estudei em escola públic
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Dec 21, 2008
Nota:
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Luana Alves disse:
Concordo com as cotas, n
Sei que essa não é a m |
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Dec 20, 2008
Nota:
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rosangela disse:
Eu acredito que as difere
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Dec 14, 2008
Nota:
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Pedro disse:
Hoje em dia não há desc
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Dec 13, 2008
Nota:
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Dec 10, 2008
Nota:
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nadia jamyle disse:
Acredito eu que se o gove
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Dec 07, 2008
Nota:
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Geovany disse:
Discordo plenamente da se
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Dec 05, 2008
Nota:
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cristiano disse:
Tudo é uma questão de a
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Dec 04, 2008
Nota:
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Isaac disse:
Concordo plenamente , com
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Dec 04, 2008
Nota:
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Marcelly disse:
Infelismente o governo n
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Dec 03, 2008
Nota:
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BRUNA disse:
ESTUDAR NA REDE PUBLICA N
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Dec 03, 2008
Nota:
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Roger disse:
Concordo plenamente com a
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Dec 03, 2008
Nota:
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Roger disse:
correção: "Portanto, co
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Dec 03, 2008
Nota:
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Feb 06, 2009
Nota:
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Vanessa disse:
Não concordo com seu arg
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Dec 02, 2008
Nota:
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Leonardo disse:
Eu como aluno de escola p
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Dec 02, 2008
Nota:
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fernando disse:
Então a verdade é que i
Fer |

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