Redação e questões discursivas são as mais temidas pelos vestibulandos que concorrem a vagas nas federais Para muitos estudantes os dias 7 e 8 de dezembro estão marcados em seus calendários.

Nestes dias serão realizadas as provas da segunda fase do vestibular das universidades federais, UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) e Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco). Os candidatos protagonizam a corrida por uma das vagas dos 113 cursos oferecidos por estas instituições em seus câmpus espalhados pelos Estados de Pernambuco, Bahia e Piauí.

A segunda fase das federais é composta de questões de múltipla escolha e discursivas, as chamadas questões abertas, responsáveis por tirar o sono de muito vestibulando. Para professora de redação Vera Lúcia Medeiros, do curso Ideal, é nesta hora que candidato irá pôr em prática sua capacidade de interpretação. "Estas questões precisam ser interpretadas, para que haja uma resposta objetiva, muitos alunos querem responder de qualquer maneira e não têm um bom resultado", afirma.

A redação também é temida por exigir do aluno além de conhecimentos relativos à gramática, capacidade de interpretação e conhecimentos de assuntos da atualidade. Segundo Vera Lúcia, para fazer um bom texto, o candidato deve estar atento aos principais acontecimentos deste ano, ser objetivo e evitar introduções vagas. "O chamado nariz de cera, em que a pessoa escreve muito, mas não diz nada, é responsável por muita reprovação", adverte Segundo professores que trabalham em cursinhos preparatórios, desde 2005 as provas estão exigindo muito mais dos estudantes.

"Mas o aluno que se preparou durante o ano, se dedicando, tirando suas dúvidas, está preparado para a segunda fase, principalmente se ele fez um curso de isoladas, onde a carga horária é maior", afirma o professor de química do curso Orbital Carlos Alberto de Souza. Esta é a mesma opinião da professora de biologia
Mary Ann Saraiva, do Curso Bios, que aponta a crescente procura por este tipo de cursinho. "O investimento em um curso de isoladas é maior em comparação ao valor pago nos pré-vestibulares, mas diferencial é a intensidade de trabalho dos conteúdos". Muitos candidatos concorrem a vários vestibulares.

É o caso da estudante Luciana Ferreira, 20 anos, que se inscreveu em quatro concursos pelo quarto ano consecutivo. ?Sempre tento medicina. Este ano estou confiante porque dediquei 12 horas de estudo por dia, mas mesmo assim fico ansiosa?. Já a técnica de enfermagem Edlézia Souza, 48, tenta pela segunda vez o vestibular para Enfermagem na Univasf. Trabalhando como plantonista em dois hospitais de Petrolina não desanima com a intensa jornada de trabalho: ?Pedi licença de quatro meses de um trabalho e tirei férias de outro, só para me dedicar aos estudos. Acredito que este ano vou passar?.