Pessoas sentadas em cadeiras de praia, abrigadas na sombra e acompanhadas de um chimarrão é um cenário freqüente nas proximidades dos locais de prova durante o período em que os vestibulandos estão concentrados. São os pais dos candidatos que, muitas vezes, se mostram mais tensos e preocupados com o resultado do que os próprios filhos.

Este é o caso de Marina Rosi, vinda de São Leopoldo para acompanhar a filha Manuela, que presta vestibular para Medicina. “Minha filha estava um pouco nervosa e eu vim para dar força e deixá-la mais calma”, explica. A garota está tentando ingressar na universidade pelo segundo ano consecutivo. “Desta vez, ela se preparou bastante, estudou muito”, salienta a mãe confiante.

Arthur Corrêa, de Santa Vitória do Palmar, veio com a filha Natália que está pela primeira vez buscando uma vaga na Medicina. “Acho que eu estou mais nervoso do que ela”, confessa o pai coruja. Com as mães Ana Belaver, de Farroupilha, e Maria do Carmo, do Rio Grande, não é diferente, elas estão esperando as filhas que assim como o caso de seu Arthur, estão fazendo vestibular pela primeira vez. Elas dizem estar bem calmas e que o resultado não importa tanto, até porque “o primeiro vestibular serve como teste, para que no próximo ano a preparação seja mais intensa”.
 
A dona-de-casa Márcia Chrnaud viajou 700 quilômetros para acompanhar o primeiro vestibular do filho Douglas, de 17 anos, que concorre a uma vaga em Engenharia Mecânica. Os dois, que são de Passo Fundo, estão hospedados em Pelotas e viajam com excursão para Rio Grande nos dias de vestibular.
Apesar de estar nervosa, ela acredita que acompanha o filho para incentivá-lo, dar apoio moral e segurança.

Ansiosamente, Alberto Soares Esteves aguarda a filha Letícia que almeja a Medicina. “Sempre acompanho meus filhos. Um já atua como médico e o próximo passo é realizar o sonho da Letícia”, conta. Segundo ele, a garota de 18 anos escolheu o curso porque é o que sempre sonhou. Sobre o nervosismo ele afirma: “Sei que o estresse é grande nesse momento, por isso, o melhor a fazer é não comentar nada e transmitir confiança para os filhos. Meu lema é não comentar nada sobre as provas, não influenciar e deixá-los sempre à vontade”, finaliza.