Na sala de aula, todos os alunos - cerca de 100 - prestam bastante
atenção na aula de História. "Olhe para mim só quem vai passar no
vestibular", diz o professor.
Todos os alunos se voltam para o quadro. Entre eles está João Wilker, 19 anos. João se mudou em 2006 para São Luís. Até então, passou toda a sua vida na cidade de Presidente Dutra, interior do estado. Ele se mudou para a capital exclusivamente para prestar o vestibular, foi morar na casa de seus tios, perto do cursinho que freqüenta, e tenta, desde então, uma vaga no curso de Direito da UFMA.
Assim como João Wilker, centenas de estudantes migram todos os anos para São Luís em busca do sonho de um bom curso superior. As universidades mais visadas são as públicas, e os cursos mais procurados são os da área da saúde e Direito. O professor de Língua Portuguesa e Literatura Jadiel Hortegal estima que cerca de 60% dos quase 1.200 alunos que freqüentam o cursinho que coordena vieram do interior.
"Assim como nossos alunos, a maioria de nossos professores, eu, por exemplo, também veio do interior para São Luís devido aos estudos", conta. Segundo a psicopedagoga Adriana Coelho, a maioria desses alunos tem dificuldades de adaptação às mudanças de ensino. Muitos desses estudantes não tiveram um bom ensino médio e sofreram no começo, mas seus esforços são surpreendentes.
"De cada 10 alunos, cinco conseguem acompanhar logo nos primeiros meses o ritmo da turma", explica. Para o professor de Química Rogério Teles, essa superação se deve muito ao esforço individual de cada um. "Não existe a possibilidade de dar um tratamento diferenciado a todos eles na sala de aula, mas aqueles que conseguem superar as dificuldades são os que recorrem aos plantões e me procuram depois das aulas para tirar dúvidas", analisa. Além da mudança no ritmo de estudos, alunos vindos do interior sofrem com a distância da família. Parte deles não
vive com os pais, moram na casa de parentes
ou em repúblicas.
"Com a estrutura familiar deficitária, o cursinho ou a escola passa a exercer um papel de retaguarda emocional. Alguns alunos passam o dia inteiro aqui. Quando não estão em sala de aula, estão na biblioteca. O cursinho é uma espécie de coração de amparo desses alunos", afirma Geraldo Castro, diretor de uma rede de cursos pré-vestibular de São Luís.
Segundo a psicopedagoga Adriana Coelho, alunos que moram longe da família tendem a se sentir mais inseguros e a cobrar mais de si, pois não têm os pais por perto para lhes dar apoio nesse momento decisivo, apesar do acompanhamento freqüente de algumas pessoas mais distantes. Ela afirma que isso é prejudicial para eles no momento da prova, e o nervosismo é mais um obstáculo a ser superado por esses alunos.
Todos os alunos se voltam para o quadro. Entre eles está João Wilker, 19 anos. João se mudou em 2006 para São Luís. Até então, passou toda a sua vida na cidade de Presidente Dutra, interior do estado. Ele se mudou para a capital exclusivamente para prestar o vestibular, foi morar na casa de seus tios, perto do cursinho que freqüenta, e tenta, desde então, uma vaga no curso de Direito da UFMA.
Assim como João Wilker, centenas de estudantes migram todos os anos para São Luís em busca do sonho de um bom curso superior. As universidades mais visadas são as públicas, e os cursos mais procurados são os da área da saúde e Direito. O professor de Língua Portuguesa e Literatura Jadiel Hortegal estima que cerca de 60% dos quase 1.200 alunos que freqüentam o cursinho que coordena vieram do interior.
"Assim como nossos alunos, a maioria de nossos professores, eu, por exemplo, também veio do interior para São Luís devido aos estudos", conta. Segundo a psicopedagoga Adriana Coelho, a maioria desses alunos tem dificuldades de adaptação às mudanças de ensino. Muitos desses estudantes não tiveram um bom ensino médio e sofreram no começo, mas seus esforços são surpreendentes.
"De cada 10 alunos, cinco conseguem acompanhar logo nos primeiros meses o ritmo da turma", explica. Para o professor de Química Rogério Teles, essa superação se deve muito ao esforço individual de cada um. "Não existe a possibilidade de dar um tratamento diferenciado a todos eles na sala de aula, mas aqueles que conseguem superar as dificuldades são os que recorrem aos plantões e me procuram depois das aulas para tirar dúvidas", analisa. Além da mudança no ritmo de estudos, alunos vindos do interior sofrem com a distância da família. Parte deles não
"Com a estrutura familiar deficitária, o cursinho ou a escola passa a exercer um papel de retaguarda emocional. Alguns alunos passam o dia inteiro aqui. Quando não estão em sala de aula, estão na biblioteca. O cursinho é uma espécie de coração de amparo desses alunos", afirma Geraldo Castro, diretor de uma rede de cursos pré-vestibular de São Luís.
Segundo a psicopedagoga Adriana Coelho, alunos que moram longe da família tendem a se sentir mais inseguros e a cobrar mais de si, pois não têm os pais por perto para lhes dar apoio nesse momento decisivo, apesar do acompanhamento freqüente de algumas pessoas mais distantes. Ela afirma que isso é prejudicial para eles no momento da prova, e o nervosismo é mais um obstáculo a ser superado por esses alunos.


